
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
sem horários

terça-feira, 4 de dezembro de 2007
duas coisas legais de hoje
Hoje é aniversário do Juca, meu filho mais novo, basqueteiro, grande incentivador da franka, que escreve peças, faz iutubes e inventa posts comigo, um dos meninos mais felizes que eu conheço. Parabéns, querido.
E hoje também eu fui ao blog do Chico, o meu filho mais velho: "palavras de ordem". Bem, olhem o post dele aqui. Acho que vale a pena ler.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
o viveiro da franka

Pensa bem. No andar de cima da minha casa estão os quartos e os banheiros. E tem a escada, que liga com o andar de baixo. Nos quartos e banheiros eu coloquei tela nas janelas, portanto por ali não entram pernilongos, pois a tela fica fechada a tarde toda. Mas nos banheiros e na escada não, portanto pelo banheiro e pela escada entram ou sobem um monte de pernilongos. Uma vez no andar de cima, óbvio que os pernilongos preferem ficar nos quartos do que no corredor ou no banheiro. Afinal, é mais quentinho, bem mais amplo e não tem vapor de banho, que eu imagino que pernilongo não goste. Quando eles alcançam os quartos, aqueles oásis para eles, não podem mais sair (a não ser pela porta) e ficam presos. Acho que pernilongo nem sabe que a saída é pelas portas, e, se eles saem por ali, deve ser completamente sem querer, uma quantidade mínima deles, que pode, inclusive, migrar de um quarto à outro. Nossa. Acho que criei uma espécie de viveiro de pernilongos, onde, achando que estou livre deles, faço experiências inúteis, como colocar aparelhinho em tomada e esborrifar isprei. Óbvio que isso, depois de anos e anos, deve ter criado espécies cada vez mais e mais resistentes. Devo ter, no meu quarto e no quarto dos meninos, espécimes de pernilongos mutantes poderosíssimos, velhos, idosos - isso se não considerarmos as demais gerações, de filhos e netos, criadas ali (!) - enormes, gordos, saudáveis e... perigosos. Pernilongões de raça, da melhor espécie. Ai que burra, olha o que eu fiz. E agora?
Bom, será que valem alguma coisa?
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
franka e as miniluzinhas

quinta-feira, 29 de novembro de 2007
caminho

quarta-feira, 28 de novembro de 2007
lobotomia telefônica

Estava falando com um pintor no telefone. Lá fora começou a maior chuva.
- Péra que eu vou fechar a janela - eu disse.
Voltei e continuei a falar.
- Então, como eu dizia, o seu orçamento inicial era de.
Cabrummm.
Gente, que horror. Assim, sem mais nem menos, estourou um raio em cima da minha cabeça, veio um pá na minha orelha e eu berrei, louca, histérica.
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Joguei o telefone longe, histérica, e corri pra cozinha tremendo toda. Dei de cara com a Maria. Ela me olhou assustada.
- Lucia, o que foi?
- Água, água... levei um choque ai... socorro...
Ela me deu água com açúcar, eu toda arrepiada. Absurdo. Passou um tempo, parei de tremer, melhorei. Voltei a trabalhar. Esqueci completamente do telefone. Sei lá como o telefone foi parar no gancho de novo, não me lembro.
No dia seguinte o pintor, de quem também me esqueci completamente, me liga.
- Alô? Lúcia?
- Oi... Vicente...?
- Lúcia, o que houve ontem? Fiquei preocupado, você berrou feito louca, depois caiu a linha...
Nossa, esqueci do cara, da conversa, do assunto...
Sério, esse negócio de choque é perigoso demais, gente. Dá umas putis amnésias. Vi outro dia um episódio do House onde eles apagaram a memória de um cara para ele poder viver. Aconteceu isso comigo, meu Deus. O choque apagou um pedaço da minha cachola. Fez a maior maravalha dentro do meu cérebro.
Eu, hein. Será que apagou mais alguma coisa? Não lembro.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
pequenas observações sobre mulheres
Estávamos no supermercado, eu e elas, Bê e Drake, comprando cervejas para tomar em casa no final de semana. Eu nem levei bolsa, portanto na hora de pagar me fiz de morta. A Drake se adiantou, remexeu na bolsa dela, tirou a carteira, abriu em cima da esteira do super, pegou um cartão e deu pra mulher.- Débito ou crédito?
Detesto essa pergunta, quantas milhões de vezes a gente tem que responder isso na vida? Mas débitos e créditos não vem ao caso, a observação é outra. A questão é que a Drake abriu a carteira, entregou o cartão respondendo sei-lá-o-quê pra caixa e deixou a carteira dela lá na esteirinha toda abertona.
- Olha a carteira da Drake, Franka - disse a Bê.
- Nossa. Drake, fecha essa carteira, vai.
- Como assim?
Eu e a Bê vimos uma coisa que ela não estava reparando. A Bê falou sério com ela.
- Drake, não pode deixar a carteira assim, aberta, escancarada, em público.
- Não pode? Que teoria é essa?
- Claro que não pode, a Bê tem razão, Drake - eu me adiantei - é meio feio sim.
- Feio? - ela riu.
- Sei lá - disse a Bê - mulheres em geral não deixam as carteiras abertas, soltas assim. Mulheres abrem a carteira um pouquinho, discretamente, pegam o cartão ou o dinheiro e imediatamente fecham. Esquisito deixar assim, aberta. Super indecente. Fechaí, Drake.
A Drake não mexeu na carteira. Franziu a testa e ficou parada, pensando no assunto. Ficamos todas olhando para a carteira enquanto a mulher do caixa manipulava o cartão. Totalmente de pernas abertas em público, com todas as entranhas à mostra: cartões de banco, cartões de visita, caneta, talão, papelzinhos.
- Ah. Exagero. Não é feio deixar assim, gente - ela avaliou - por que seria feio mostrar a parte de dentro da carteira?
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
off na orelha pode?
franka cara de abacate (uma imagem totalmente off-post, hahaha)
Ontem a noite o Zé apareceu na minha frente com o frasco de Off.
- Lú. Ajuda aqui.
- O que foi?
- Vou tapar o ouvido com o dedo e você encharca a minha orelha de Off. Só não deixa entrar dentro.
- Hã?
- É, vou passar Off só na orelha. Se eu não ouvir, durmo bem, podem me picar a vontade.
- Será que pode, Zé?
- Sei lá. Vou tentar. Se pode passar no pé, porque não pode passar na orelha? Vai, toma. Faça o mesmo você também.
Olha, gente. Se faz bem ou mal pra orelha eu não sei. Muito bem não deve fazer, óbvio, mas dormi totalmente em paz, sem zunidos. E é super econômico.
domingo, 25 de novembro de 2007
os meus santinhos

sexta-feira, 23 de novembro de 2007
o farol e a lua

quinta-feira, 22 de novembro de 2007
parabéns, papai

quarta-feira, 21 de novembro de 2007
o presente do guga
.jpg)
Mas era aniversário, aquele monte de gente chegando e eu cumprimentando, não tive tempo naquele momento de conversar mais com ele sobre o presente. Na hora dele i embora, ele me chamou num canto.
- Franka.
- Oi Guga.
- Sabe o presente que te dei? Está dentro daquela pintura. Aquilo é uma capa, um papel do presente. O presente está dentro.
- Como assim? Mas a capa é linda. Tem até uma pedrinha coração colada nela. Sério?
- Eu sei. Mas é só uma capa, uma embalagem. A pintura está dentro. Depois você abre.
A questão, gente, é que já se passaram mais de 3 semanas do meu aniversário e eu não abri ainda o presente. Eu olho e olho o "quadro embalagem", o "quadro casulo", e não consigo ir além. Fico nessa: abro ou não abro? A idéia de que ali dentro tem um quadro do Guga que eu não sei qual é super emocionante pra mim. Não se se me faço entender. Não abri, ninguém se conforma com isso, mas tenho a sensação que algumas coisas precisam sim de um tempo para nascerem. Feito uma semente, feito as sementes que a Bê e ele tanto gostam. O quadro ainda é casulo. Uma hora nasce. O que será que vai surgir?
domingo, 18 de novembro de 2007
hortifrutibuster

sábado, 17 de novembro de 2007
quantos anos fez a naninha?
Ontem foi o aniversário da Nana, minha filha do meio. Ela quase nasceu no feriado, no dia 15, e quando eu estava grávida a família torceu muito para isso. Dia 15 de novembro era aniversário do meu avô, que tinha morrido uns anos anos e que, por causa disso, se chamava "Benjamin Constant". Dr. Benjamin, pois era médico. Mas o trabalho de parto demorou e ela acabou nascendo à uma da manhã do dia 16.
Assim, todo ano, obviamente, o aniversário dela "cai" no meio do feriado, e ela nunca pôde dar uma festa no dia certo.
Ontem, depois de um almoço de família, com avós, tios e primos, ela pergunta se pode chamar uns amigos no fim da tarde para um bolo.
- Claro - respondo.
- Mas serão poucos, mãe, cê sabe, é feriado, será uma turma até meio disparatada, pois são as pessoas "que não foram viajar"...
Achei que seriam dois ou três, mas quando vi a casa estava tomada por adolescentes espaçosos e alegres, deitados no chão e nos sofás. Depois de ficar um tempo vendo tevê no quarto, pra não "atrapalhar" a conversa deles, e depois de embromar um pouco na cozinha, fui até a casa da minha mãe pegar o tradicional bolo que ela sempre faz para os netos e propus cantarmos parabéns na copa. Foi quando lembrei das velas.
- Ixi, filha, esqueci de comprar velinhas. Vou ver se tem na gaveta umas já usadas,daquelas de números, senão vou comprar e já volto.
Sair? Não, nunca. Os garotos todos foram contra, claro, queriam cantar e comer logo. Assim, peguei uma infinidade de velas usadas que a Maria guarda na gavetinha, e eu e o João passamos a analisar.
- Ah, droga, mãe, não tem bem a que precisamos. A do último número dos anos dela
Foi quando a Nana teve a idéia.
- Não tem problema nenhum. Vamos fazer então colocar as velas que dêem uma soma. A soma dos meus anos. É uma idéia legal, e a gente faz isso se tornar uma espécie de tradição na nossa família! - e assim ela e os amigos passaram a compor.
- Essa, essa, essa e... essa. Não. Essas quatro aqui. Não, essas cinco aqui, melhor.
Resolveram, sei lá qual exatamente o critério numérico, mas colocamos no bolo e fomos cantar os parabéns. Acendi as velinhas, uma a uma, mas quando larguei o fósforo, uma delas... morreu. As velas de número tem um pavio curtinho, e como já eram usadas estavam mínimas. Depois de dois segundos, um outra se foi.
- Ai, e agora? Rápido mãe, coloca outra, vai!
Nunca tive um problema assim no parabéns. Uma soma? Era preciso pensar depressa e somar rápido, antes que outras se fossem. Ou seja, as duas que tinham que ser substituídas deveriam ter a mesma soma daquelas que morreram. Eu rapidamente pesquei na caixinha e enfiei no bolo, enquanto todos contavam para ver se eu tinha acertado. Bingo. Ufa. Já pensou se erro na soma, o vexame diante daquele monte de adolescentes-que-só-tiram-sarro-de-mãe?
- Parabéns a você, nessa data querida... Naninha, naninha!
Parabéns, filhoca. Ainda bem que você fez os anos certos.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
atenção: franka vai simaquiar
domingo, 11 de novembro de 2007
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
franka tira a sorte no pão de mel
- Entendeu?
Tive que ser sincera. Eu juro que fiz esforço, pensei em não ser tão “franka”, mas achei melhor revelar a verdade.
- Não, Bê.
- Nadinha? Sério?
Nessa nossa última viagem, os esoterismos das minhas amigas foram longe pra burro. Tudo tinha um monte de significados, e no último almoço não agüentei. Aquela coisa achar significado entrou na minha cabeça e me abduziu completamente. Estávamos sentados todos numa mesa redonda, ao ar livre, sobre um piso de grama com pedras, e as cadeirinhas ficavam todas meio bambas, com os pés ora em cima da pedra, da terra ou do nada.
- A gente devia fazer uma leitura dos pés das cadeiras – sugeri, brincando.
- Pés das cadeiras? – elas estranharam.
- É, olha, parece iching, horóscopo. Temos todos quatro apoios, e cada um de um jeito: tem gente sobre a terra, outros sobre a pedra, outros sobre o ar. Isso deve significar alguma coisa para vocês.
Claro que elas levaram a sério e fizeram o esquema (elas sempre levam tudo a sério). Analisaram, analisaram, até que a Bê desistiu: não era ainda a hora de entender aquilo. O destino, o destino abriria portas um dia. Foi quando chegou o café, e junto com o café tinha um pote de pão de mel. Todo mundo avançou, e eu, empolgada em achar mais significados, vi.
O pão de mel estava meio derretido, e alguém colocou sobre um guardanapinho de papel. Quando pegou pra comer, ficou um desenho estampado no guardanapinho.
- Olhem, uma imagem! A imagem do pão de mel!
Gente, que engraçado. Foi um tal de todo mundo sortear um pão de mel para si, derreter com fogo e decalcar em papel. E os significados que elas achavam, que máximo. Um monte de dragões, peixes, cavalos, pedras, fogo, trovão, caldeirões. Passamos um tempão naquilo, entendendo as nossas vidas no pão de mel.
Nesse final de semana nos encontramos de novo. Lembramos do pão de mel na hora do café, quando a Bê serviu umas bolachas Negresco. Ela abriu uma para comer, sabe quando você descola um lado do outro? Pois bem. Ela deu um berro. Geeeente! E lá ela viu um novo oráculo. O oráculo da bolacha Negresco. E assim tiramos a sorte de novo, desta vez com bolachas. Estamos craquérrimas nessa modalidade inédita. Pensamos em reunir grupos para tanto. Alguém se habilita?
Bom. Tudo bem. A gente já foi considerada louca há muito tempo.
domingo, 4 de novembro de 2007
violência é o medo dos ideais dos outros, disse Gandhi

Fomos então, numa turma grande, prestigiar a peça do Rafael da Lourdinha do Francisco primo da Franka no Teatro Fábrica, com a intenção de jantarmos todos juntos depois no restaurante Tordesilhas, que é ali ao lado. A peça se chama “Topografia de um desnudo”, e está em cartaz às sextas as nove e meia da noite. O texto é do Jorge Dias, direção do Hugo Villacenzio e o grupo se chama “Conexion Latina de Teatro”.
Na porta, debaixo de uma chuva maravilhosa e esperando mais amigos, o Francisco começa a me explicar a peça. Quem era o grupo, quem era o Rafael, como era a história.
- Não, Francisco, pára – eu pedi – Assim você estraga tuuudo. Não gosto de ser pautada para assistir peças. Se a peça for boa, eu gosto, se não for, não gosto. Ouvir crítica antes não pode - pedi. Só me diz que personagem que é o Rafael dessa Lourdinha.
- É o cabo.
- Tá.
Ele riu e ficou calado. E lá fomos nós para o andar de cima do teatro para ver a peça.
Olha, adorei. Muito bacana mesmo. Sem entrar em muitos detalhes pra não estragar pra quem quiser ver, a peça conta a história de um mendigos que moram num lixão e que são expulsos violentamente de lá pois pretendia-se construir um empreendimento imobiliário no local. A história é real e conta um fato ocorrido nos anos 60 no Rio de Janeiro, quando mendigos foram mortos e jogados num rio, torturados com bastante crueldade. É uma montagem bem estruturada, bacana, com ritmo e tempo certo, com bons atores e boas interpretações. Uma peça sobre a violência, dolorida sem ser piegas, com texto inteligente e boa direção. A única crítica que eu faria seria sobre a idade de alguns atores, incondizentes com a idade do personagem. Imagem é tudo, confunde um pouco. E adorei. Uma peça boa. Sabe peça "boa", que, como diz minha mãe (que vive no teatro com a turma da van), que “te prende”? Pois a peça do Rafael da Lourdinha me “prendeu”. Na saida, aguém disse que o grupo tinha esse nome pois tem atores de diversos países da América Latina, inclusive alguns com sotaque, o que no começo parece estranho mas que no decorrer da montagem passa despercebido. Por falar nisso, o Rafael da Lourdinha tinha sotaque. Não era brasileiro, o Rafael-cabo, estranhei.
Saímos de lá, o Francisco me pede para ficar no saguão com ele.
- Vamos esperar o Rafael da Lourdinha – diz – quero te apresentar para ele.
Aguardamos um tempo até que surge o Rafael. Um homem provavelmente da minha idade, simpaticíssimo, que me comprimenta efusivamente, se espanta de eu ter blog, fica curioso por eu ser arquiteta. Conversamos muito, ele pega meu email, conto que escrevo peças, blá, blá, blá, ele me conta que adora arquitetura, que já construiu diversas casas, blá, blá, blá. Eu ainda não entendendo nada. Quem é Rafael, quem é Lourdinha, porque eu vim ver essa peça. Saímos de lá com chuvisco, depois do Francisco convidar o Rafael para jantar conosco e ele recusar por algum motivo, e, andando em turma até o restaurante, o Francisco nos explica.
Olha que divertido: a Lourdinha é uma amiga dele, de Belo Horizonte. O Rafael é marido dela, tem filhas adolescentes e tal. É um executivo de uma empresa, segundo o Francisco, um grande executivo, já foi até presidente num dos diversos empregos. Um cara importante. Tem família européia, mas nasceu e cresceu na Argentina, por isso o sotaque. Veio morar no Brasil e trabalha aqui há um tempo. Como gosta de teatro, resolveu estudar. Depois de concluídos os cursos, entrou nesse grupo, a Conexion Latina. Trabalha de segunda a sexta como executivo na tal multinacional, e todas as sextas feiras à noite risca qualquer coisa da agenda e corre para encenar o seu "Cabo São Lucas". Porque gosta de teatro. Apenas porque gosta de teatro, como eu. Porque a paixão da gente está além do que a gente faz. Porque estamos numa idade onde não vale a pena a gente esperar que tudo caia diante da gente. É preciso procurar, ir atrás, investir e pular as barreiras. Segundo o Francisco, o Rafael construiu até um pequeno teatro na super linda e projetada casa dele. Mas isso eu soube depois, bem depois, só no restaurante, onde comemos um delicioso bobó de camarão. E penso que ainda bem que eu não soube antes, pois senão eu ia assistir uma peça com o Rafael, o executivo argentino, e não uma peça com o Rafael da Conexion Latina, o que foi muito mais legítimo. Me identifiquei muito com o Rafael, gente. Eu, uma arquiteta que escrevo peças. Ele, um executivo que atua. O teatro está dentro da gente. É uma sina, um destino. Não interessa quem você é.

aí, ó: o rafael da lourdinha, franka e o primo francisco (obrigada, bê)
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
terça-feira, 30 de outubro de 2007
tudo travando
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
galeria da festinha da franka
franka e a super hiper banqueteira carol, sem ela minha festa nunca daria certo
franka revela a verdadeira identidade do seu zé
blogueiros e simpatizantes em foto montagem: edu, franka, marcio, silvia bê, fran, rogério, pecus e anna
guga, franka e bê
juca e o ator zé trassi, jogando um "21" antes da apresentação da peça da lúcia no quintal da minha casa, a "21", que teve uma apresentação a uma da manhã durante a festa (em breve iutube!)
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
coluna! coluna! coluna!
Ieba, mais uma coluna da Franka na Revista Morar da Folha de São Paulo. "Invasão de domicílio". Bom, pra quem quiser adivinhar, o "Marquinhos" citado na crônica vive aqui no blog. E desta vez faço dobradinha com o Jayme, do Dito Assim, que escreve na página 50: "Olhar a cidade". Tão vendo? Blogueiros em ação. E amanhã é aniversário da Lúcia Carvalho. Que post a Franka colocará para ela?quinta-feira, 25 de outubro de 2007
o enigmático sr. "peixoto"
- Isso vai pro blog?
Respondi que nunca sem autorização, nunca explicitamente para ferir ou colocar ninguém em situação embaraçosa. Aliás, expliquei que todo mundo que entra aqui no "frankamente..." nada mais é que personagem da minha imaginação, personagem da vida da Franka, essa mulher casada com o Zé, com três filhos e uma vida meio atrapalhada. Personagens, apenas personagens com papéis dentro das tramas que eu crio. Mais uma vez insisto que a Franka mente. Só um pouquinho, mas mente.
- Ah. Eu também quero um apelido. Só vocês que tem? – reclamou Fran.
Eu e Bê olhamos para ela e balançamos a cabeça.
- Você já temum apelido. Podemos usar? - eu e Bê perguntamos - Teu apelido é Drake, sempre foi Drake.
- Ótimo – ela concordou – Isso vai pro blog, Lúcia?
Hahahah.
Assim, durante a viagem, depois de diversas tentativas para achar um nome e embalados pelo vinho que ele carinhosamente nos ofereceu, resolvemos que o nosso amigo teria o apelido de "Peixoto". E resolvemos também que ele teria que se manter completamente incógnito para que o seu personagem fosse interessante. Quem seria esse sr. Peixoto, esse estranho amigo de Franka, Bê e Drake? Seria ele apenas um amigo imaginário dessas três mulheres esquisitas que largam a família aqui em São Paulo para falar bobagens e rir de qualquer coisa?
Quando voltamos para São Paulo, eu cheia de fotos e assuntos, liguei para elas.
- Bê, Drake, será que posso colocar as fotos do sr. Peixoto no blog? Eu coloco tarja nele e...
Ficamos na dúvida. Será que ele se importaria? Foi quando eu tive a idéia.
- Meninas, já sei. Vamos colocar as fotos dele no blog junto conosco. Mas vamos tirá-lo das fotos.
- Ah, não vai ter graça nenhuma – elas reclamaram.
Foi quando eu fiz essas fotos abaixo. Acho que assim o sr. Peixoto não vai se incomodar. Afinal, ele não está nas fotos. Mandei para elas e para ele.
- Ai. Isso vai pro blog, Lúcia?
Ora. Claro que vai.
Hahaha.
drake desafia sr. peixoto na pedra na beira do abismo - obs.: drake venceu, obviamente
drake, peixoto, bê e franka antes do jantar - noto que foi necessária uma tarja na barriga indecente de franka
bê, drake, franka e sr. peixoto na escadinha da casa
obs.: mudei no fotoxópe o tamanho do sr. peixoto para disfarçar, ele é bem menor que nós de altura
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
calúnia! mentira!

terça-feira, 23 de outubro de 2007
EU ganhei

segunda-feira, 22 de outubro de 2007
luta de blogs

sexta-feira, 19 de outubro de 2007
fire!

- Mãe, eu já te contei que o poodle da minha amiga pegou fogo?
Hahaha.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
o escadão do Dramamix (bastidores das Satyrianas I)
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
lançamento de livro com franka dentro
A Ivana me chamou pra participar no ano passado. Ela resolveu fazer um livro muito engraçado, um livro de auto-ajuda. Convidou um monte de escritores conhecidos dela pra cada um escrever um tipo de auto-ajuda (será que ainda tem hífen?). Eu tentei mudar de assunto, juro que escatologia não é comigo, mas fazer o quê. Depois de quebrar a minha cabeça pra arrumar um tema para a minha crônica que contribuiria para o livro, sentei na mesa de jantar e contei para os meus filhos a proposta da Ivana.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
o hexagrama 16

Pois antes da peça, acordada, estava no bar dos Parlapatões com um amigo. Na madrugada, heróicamente esperando a minha hora chegar no Dramamix. Já tinha visto umas trocentas peças, já tinha falado tudo que podia quando olhei para o chão e vi. Três moedinhas uma ao lado da outra. Firmei os olhos, ando meio cega, acho engraçado não enxergar direito. Eram as três de um centavo, bem pequinininhas. Peguei, estranho achar moeda de um centavo, que não vale nada, elas nem existem mais. As três de cobre, marronzinhas. Mostrei ao amigo. "Olha o que tava no chão". Ele me olha intrigado. "Moedas?". "É". "Joga", ele mandou. "Ichingui da peça que vai começar daqui a pouco?". "É", ele respondeu. "Manda bala aí", ele disse, pegando meu caderninho para escrever. Jogue as moedas.
Fui lançando as pequeninas na mesa conforme ele mandava. Ele escrevendo no caderninho, até que parou. "Pronto". "Que você fez?". "O seu ichingui". "Que é mesmo isso?", perguntei. "Uma hora você descobre", ele falou. "Guarda".
Esqueci. Assisti a peça, fui dormir, trabalhei, dirigi, reuniões, encontros, jogo de filho, um monte de coisas. Até que encontrei elas. A Silvia e a Fran, minhas melhores amigas. E ao olhar para elas, lembrei. "Gente!".
"Que foi, Lúcia?". "Tenho um enigma para vocês". Elas adoram esse assunto, como todas as meninas do mundo. O que eu tenho de errado que não entendo dessas coisas? "Antes de ontem eu fiz um ichingui. E vocês tem que desvendar pra mim". Elas se iluminaram, oba, ichigui. Ichingui sempre gera uma expressão súbita numa mulher. Reparem.
Pegaram uns livros e puseram-se a analisar. O tom da conversa mudou, era muito mais sério do que qualquer um podia imaginar. Talvez uma missão, um encargo, um mandato. Eu estava meio brincando, elas não. Um ichingui surgiu na vida da Franka. Aquilo era sério demais, talvez o sinal para aquela descrédula tomar jeito.
"Franka, é o dezesseis. Entusiasmo", disseram.
Elas começaram a falar tudo ao mesmo tempo. E ler o livro pra me contar. Óbvio que não me lembro de nada. Tentei filmá-las falando, disseram que eu estava em outro canal. Que eu procurasse no Gugol depois. Tá, tentei. Parece que sou capitã de um exército.
Amigas. Hahaha. É claro que eu tava entusiasmada, ora. Iam encenar uma peça minha. Demais esse negócio de ichingui, acho que vou fazer sempre com minhas moedinhas. Mas olho o hexagrama e interpreto do meu jeito. Só uma porteirinha fechada. Só uma, gente. Facinha essa vida.O hexagrama 16 é formado por Trovão sobre a Terra. O trovão é visto pelos chineses como algo que pode despertar o entusiasmo. A queda de um raio pode despertar aquele que estava desanimado. Agora vejam pra que o entusiasmo seria necessário:
Entusiasmo. É favorável designar ajudantes e pôr os exércitos em marcha.
Em tempo: o I Ching foi a maneira que o Rei When, enquanto estava prisioneiro, encontrou para escrever seu plano de fuga, de tomada do poder e de governo, de forma a não despertar suspeitas... Não é à toa que era uma das leituras obrigatórias para os soldados japoneses durante a segunda Guerra e para os revolucionários de Mao...
O hexagrama 16: Inspiração avisa: Às vezes as forças que impedem a ação podem ser benéficas. A energia é conservada para o futuro.
hexagrama 16: Repouso (antecipação - felicidade). O repouso beneficia aqueles que estão empenhados em fortalecer o país e despachar exércitos.
Hexagrama 16: Para despertar o entusiasmo, o homem deve ajustar suas instruções ao caráter daqueles a quem vai conduzir. O mesmo acontece na sociedade humana; prevalecem somente as leis enraizadas no sentimento do povo, enquanto que as leis que o contradizem provocam apenas ressentimentos.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
o "21"


(hahaha, e aqui, em primeira mão, um 'close' das 'frangas da franka' bem na entrada do Dramamix, hahaha, por que tudo comigo é assim?)
sábado, 13 de outubro de 2007
franka não sai mais das satyrianas



Sábado, 13/10/07 - 21h30 hrs
“Os Pais do Santa” (leitura dramática encenada de texto inédito!)
de Antonio Rocco e Lúcia Carvalho.
Com Lulu Pavarim, Ivan Capúa, Javert Monterio, Flávio Faustinoni.
Direção: Antonio Rocco.
Som: Ivan Fagundes.
Domingo, 14/10/07 - 06h00 hrs
(no horário de verão é as 05h00 hrs)
“Vinte e Um”
de Lucia Carvalho
direção: Didio Perini
elenco: Celso Melez e José Trassi
Querem mais? Assistam aqui em baixo o iutube da Franka contando TUDO.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
terça-feira, 9 de outubro de 2007
o aniversário da franka

segunda-feira, 8 de outubro de 2007
brincadeiras moderninhas
Tá muito na moda agora essas coisa de piscinas com fundo infinito. Muito legal piscina com fundo infinito, inclusive se o infinito da piscina for outra água, seja do mar, represa, rio, lago. Fundo infinito é assim, a água da piscina vai até a bordinha, como se estivesse transbordando. A idéia é fazer de um modo que as águas se encontrem no seu campo de visão, a da piscina e a da vista. Mas um dia meus filhos descobriram uma coisa engraçada. Se eles, de dentro da piscina, chegarem até a borda com um impulso forte, a água cai para fora e parece que eles estão vomitando. Bleargh, eles berram, impulsionam, "vomitam" e morrem de rir. Ficam fazendo aquilo e rindo horas e horas, a cada vez mais mais aumentando o som, o impulso e o volume de água. Bléééargh, chuááá! Uma vomitaiada geral. Chegam a esvaziar parte das piscinas até se encherem da brincadeira. É engraçado. Brincadeiras modernas de apropriação das 'arquiteturas modernas'. E confesso que faço também. Eu mesma, a Franka. Gargalhando sem parar. É. Nos finais de semana eu fico bem boba. Bleargh, chuááá, beargh, chuááá. Hahahahaha. Como diria meu filho mais velho, "mãe, que tosqueira, mãe...".
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
gente, olha que sensacional
Gente, ontem foi um dia demais pra Franka, fiquei felicíssima: além de assistir ao show do Lulu Santos (que já declarei um dia aqui nesse blog que eu adoro), além de dançar e berrar feito louca (um vexame, provavelmente) ainda fomos ao show com a Eugénia Melo e Castro, que, depois, no Bar Balcão, deu a maior canja e contou um putis segredo pra gente: sabe a música "um certo alguém", do Ronaldo Bastos, que o Lulu canta? Pois a música foi feita pra ela! E vejam, ahá, o que a Franka fez com o seu super-telefoninho: filmou tudo.
Imperdível, gente. E inédito. Adorei a Eugénia, acho que ficamos amigas (tomara que ela tenha gostado de mim também, me esforcei ao máximo para isso). E não foi só essa música que ela cantou, tem muito, muito mais que logo-logo eu iutubo. Eugénia, foi lindo, lindo e... (ixi, será que eu posso divulgar aqui tudo sobre o show? Será que ela vai cantar essa música no show?). Fica aqui a pergunta pro empresário dela... quem sabe ele responde... Por enquanto, sintam a simpatia e a alegria da minha nova amiga.
Ah, e o blog dela tá aqui (sim, Eugénia é blogueira como eu!): PoPortugal. Conseguimos convenvencê-la ontem a abrir comentários, ora, lá tem graça blog sem comentários?
E ela finaliza:
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
franka desabafa
terça-feira, 2 de outubro de 2007
cobras de vidro?










