quarta-feira, 31 de outubro de 2007

a anlene!

sr. a., anlene, franka e jayme
foto tirada pelo guga a3


Ontem conheci uma blogueira super bacana. De Madri. A Anlele. Ó ela ai do meu lado. Noite divertida.
Ainda sem micro. E tô indo viajar. Beijos.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

tudo travando

Muito legal dar uma festa. Chato é só quando, na semana seguinte a ela, o computador quebra e trava. É isso. Tô consertando. Em breve eu volto com milhares de assuntos. E, claro, com os iutubes.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

galeria da festinha da franka

Que delícia. Fiz uma festinha de aniversário no sábado. Teve bolo, parabéns, teve música ao vivo (a banda bárbara do Caio, meu cunhado, que toca jés), e teve até peça de teatro, a minha "21", que passou nas Satyrianas e que foi reapresentada no sábado pelo Teatro da Curva, aqui em casa, na quadra do Juca, no quintal. O máximo. Mas pena que no começo da festa, perdi a máquina. Depois desencanei, com essa coisa de registrar tudo a gente nem se diverte. Recolhi algumas fotos de celulares e afins, só pra ilustrar. Umas com tarja, outras sem, tanto faz. Olhai. Depois conto dos bastidores.

franka e a super hiper banqueteira carol, sem ela minha festa nunca daria certo

franka revela a verdadeira identidade do seu zé

blogueiros e simpatizantes em foto montagem: edu, franka, marcio, silvia bê, fran, rogério, pecus e anna

guga, franka e bê


juca e o ator zé trassi, jogando um "21" antes da apresentação da peça da lúcia no quintal da minha casa, a "21", que teve uma apresentação a uma da manhã durante a festa (em breve iutube!)



super banda do caio, cunhado da franka
na foto caio, peri, sérgio e paulo


bê, franka e drake


celso, ator da peça "21", franka e didio, diretor da peça

ivana (minha ídala), franka e índigo (essa menina tem que ter um talk-show urgente)

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

coluna! coluna! coluna!

Ieba, mais uma coluna da Franka na Revista Morar da Folha de São Paulo. "Invasão de domicílio". Bom, pra quem quiser adivinhar, o "Marquinhos" citado na crônica vive aqui no blog. E desta vez faço dobradinha com o Jayme, do Dito Assim, que escreve na página 50: "Olhar a cidade". Tão vendo? Blogueiros em ação. E amanhã é aniversário da Lúcia Carvalho. Que post a Franka colocará para ela?

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

o enigmático sr. "peixoto"

Estávamos em Campos do Jordão, eu, as minhas duas melhores amigas, Silvia Bê e Fran, e, claro, como eu já disse nos posts anteriores, o sr. Peixoto. Claro que esse nome, “Peixoto”, é falso. Esse nosso amigo, como muitos outros amigos, não se sente a vontade quando eu falo deles no blog. E nessa viagem, a cada vez que acontecia uma coisa engraçada, ele me olhava de repente assustado e perguntava:
- Isso vai pro blog?
Respondi que nunca sem autorização, nunca explicitamente para ferir ou colocar ninguém em situação embaraçosa. Aliás, expliquei que todo mundo que entra aqui no "frankamente..." nada mais é que personagem da minha imaginação, personagem da vida da Franka, essa mulher casada com o Zé, com três filhos e uma vida meio atrapalhada. Personagens, apenas personagens com papéis dentro das tramas que eu crio. Mais uma vez insisto que a Franka mente. Só um pouquinho, mas mente.
- Ah. Eu também quero um apelido. Só vocês que tem? – reclamou Fran.
Eu e Bê olhamos para ela e balançamos a cabeça.
- Você já temum apelido. Podemos usar? - eu e Bê perguntamos - Teu apelido é Drake, sempre foi Drake.
- Ótimo – ela concordou – Isso vai pro blog, Lúcia?
Hahahah.
- Vai, Drake.
Assim, durante a viagem, depois de diversas tentativas para achar um nome e embalados pelo vinho que ele carinhosamente nos ofereceu, resolvemos que o nosso amigo teria o apelido de "Peixoto". E resolvemos também que ele teria que se manter completamente incógnito para que o seu personagem fosse interessante. Quem seria esse sr. Peixoto, esse estranho amigo de Franka, Bê e Drake? Seria ele apenas um amigo imaginário dessas três mulheres esquisitas que largam a família aqui em São Paulo para falar bobagens e rir de qualquer coisa?
Quando voltamos para São Paulo, eu cheia de fotos e assuntos, liguei para elas.
- Bê, Drake, será que posso colocar as fotos do sr. Peixoto no blog? Eu coloco tarja nele e...
Ficamos na dúvida. Será que ele se importaria? Foi quando eu tive a idéia.
- Meninas, já sei. Vamos colocar as fotos dele no blog junto conosco. Mas vamos tirá-lo das fotos.
- Ah, não vai ter graça nenhuma – elas reclamaram.
- Vai sim - insisti.
Foi quando eu fiz essas fotos abaixo. Acho que assim o sr. Peixoto não vai se incomodar. Afinal, ele não está nas fotos. Mandei para elas e para ele.
- Ai. Isso vai pro blog, Lúcia?
Ora. Claro que vai.
Hahaha.
Olhem o nosso sr. Peixoto.
Seria ele apenas um amigo imaginário?

drake desafia sr. peixoto na pedra na beira do abismo - obs.: drake venceu, obviamente


drake, peixoto, bê e franka antes do jantar - noto que foi necessária uma tarja na barriga indecente de franka

bê, drake, franka e sr. peixoto na escadinha da casa
obs.: mudei no fotoxópe o tamanho do sr. peixoto para disfarçar, ele é bem menor que nós de altura

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

calúnia! mentira!


Calúnia e mentira, só isso que eu posso dizer. Essa foto, que tem circulado pela internet nesses últimos dias, me tirou do sério. Gente, como póde? Está mais do que comprovado que a Franka, com um único bastão, nocauteou Bê, jogando-a longe. Veja do que são capazes as pessoas que não sabem perder: fazer um fotoxópe desses, de péssima qualidade (reparem que eu nem tenho sombra!!!), só para denegrir a minha imagem? Nem vem, dona cobra de vidro, nem vem que quem venceu fui EU. E, além disso, todo mundo sabe que o sr. Peixoto só levou dois bastões. Ora, ora, frankamente, não é fácil ser blogueira...
Ps.: Bê, emocionante o post que você fez da gente no cobra. Obrigada.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

EU ganhei


Ainda bem que existe registro das coisas, gente. E ainda bem que eu ando pra lá e pra cá com máquina fotográfica e telefoninho. Se não fosse assim, eu não poderia provar que ganhei a luta marcial-ninja, como é possível constatar nessa foto onde a blogueira Franka deu sua mega-blaster-super-bastonada final na blogueira Bê. Reparem como Bê se esborrachou no chão, muuuitos metros atrás, e aonde foi parar o seu bastão! Nocaute. E assim, está mais do que comprovado que nessa luta "frankamente versus cobra de vidro", Franka saiu vencedora. Hahaha.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

luta de blogs


Não é fácil ser blogueira. Quer você queira, quer não, sempre existe uma disputa acirrada por público e por um lugar no ranquim. Assim, como não poderia deixar de ser, na terceira viagem da "franka & amigas", a corajosa Franka e sua melhoramiga Bê disputaram, no braço, a audiência nos seus blogs: "frankamente" x "cobra de vidro". Momentos emocionantes, no melhor estilo "ninja", na beira de um perigosíssimo abismo em Campos de Jordão, com bastões gentilmente cedidos pelo sr. Peixoto, nosso técnico e juiz da perigosa luta marcial. Quem venceu?

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

fire!


Ontem, na hora do almoço:
- Mãe, eu já te contei que o poodle da minha amiga pegou fogo?
- Hã? Como assim, Nana?
- Foi assim: ela levou o cachorro no veterinário para tirar umas coisas da pele dele, o veterinário usou um aparelho pra cauterizar, o aparelho deu um curto e ele incendiou todinho. Quando ela foi buscar, o cachorro estava todo pelado. O veterinário pediu mil desculpas.
Hahaha.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

o escadão do Dramamix (bastidores das Satyrianas I)

um dos olhares esdrúxulos da franka sobre as satyrianas

No primeiro dia das Satyrianas, já no carro, na hora que eu estava indo embora, um cara parou meu carro para alguma coisa passar. Era uma escada enorme que cruzava a rua no meio da multidão. Ora, devia ser um cenário de alguma peça que estava sendo levado para a tenda do Dramamix, pensei. Puxa. Legal cenário com escada, conjeturei. Um dia eu devia fazer uma peça assim, imaginei. Com uma escada.
Porém, no dia seguinte, notei que a escadona estava bem na frente da tenda. As peças iam acontecendo e a escada lá, bem na porta.
Parada.
Estranho.
Fiquei intrigada. Por que eles deixaram aquela escada lá? Esqueceram? Eu, que trabalho com obras, sempre que vejo uma escada penso em coisas inacabadas, em pessoas trabalhando, em pintores, eletricistas, instaladores, pedreiros, em processos de construção. Quando uma obra acaba, a gente sempre some com as escadas. Pluft, fim. Mas esquisito. Estávamos em pleno festival, obra acabada, tudo acontecendo e a escadona lá.
Bem na porta, parada.
No terceiro dia, a escada permanecia. Não era possível. Gente bagunceira, pensei, que esquece resto de obra na obra, que coisa. Até que...
Foi numa das peças da madrugada que desvendei o mistério. Ahá! E me senti em casa, hahaha. Era o seguinte: a tenda era uma tenda toda fechada, que para entrar eles abriam um cantinho, tipo uma cortininha. Entrava uma pessoa de cada vez, no máximo duas. Mas para a multidão sair ficava complicado e para entrarem os cenários idem. O vão era pequeno demais, e era preciso achar uma solução rápida para a coisa, pois ali tudo era vapt-vupt. Então acho que eles, os organizadores, bolaram uma coisa engraçada.
Entendam: eles colocaram a escadona na porta, ao lado da entrada, e quando tinham que abrir um vão grandão para entrar na tenda, um cara subia lá em cima, prendia a lona no topo da escada e ficava segurando. Tipo um portão automático manual, com um porteiro em cima da escada. Gente, como eu adoro esses meninos dos Sátyros. Eu sou igualzinha com minhas soluções para resolver problemas de última hora e desencanar. Não sei se fica claro a dimensão da coisa. As coisas na vida nunca são perfeitinhas. Nunca. É um saco gente que só busca solução perfeitinha, que cria caso, que se desespera. As coisas improvisadas são ótimas e mais que boas. O importante ali era o teatro, eram as peças, era a mágica da festa. A escada era apenas a prova de que esses detalhes são realmente o de menos. O importante é fazer, concluir. A escada servia como "peça" de funcionamento do portão? Ótimo, bola pra frente. Não importa se é feio ou bonito, importa que ali funcionou.
Gente, essa escada 'gambiarra', como falou minha amiga Anna ai em baixo nos comentários "é um ótimo olhar sobre a vida e melhor ainda, se transferido na relação com as pessoas - quantas vezes numa relação é necessária uma escada, uma gambiarra qualquer para que se mantenha o que existe de melhor nela?". Sim, Anna. Essa escadona é a metáfora da desencanação em prol da pura paixão. E, claro, felicidade.
E querem saber? Acho que só eu notei a escadona. E, sem dúvida, um dia coloco uma escada-portão no palco de uma peça minha. Pura homenagem. Hahaha.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

lançamento de livro com franka dentro

A Ivana me chamou pra participar no ano passado. Ela resolveu fazer um livro muito engraçado, um livro de auto-ajuda. Convidou um monte de escritores conhecidos dela pra cada um escrever um tipo de auto-ajuda (será que ainda tem hífen?). Eu tentei mudar de assunto, juro que escatologia não é comigo, mas fazer o quê. Depois de quebrar a minha cabeça pra arrumar um tema para a minha crônica que contribuiria para o livro, sentei na mesa de jantar e contei para os meus filhos a proposta da Ivana.
- E você vai escrever sobre o que, mãe? - perguntou a Nana.
- Acho que sobre mulheres. Ou mães. Ou blogs. Não sei.
- Ninguém precisa de auto ajuda dessas coisas - falou o João.
- As pessoas precisam de auto ajuda em situações "desesperadoras" - emendou o Chico.
- O que seria uma situação "desesperadora", ô filho?
- Sei lá. Você hospedado na casa de alguém e entope e a privada? Uma privada entupida é uma coisa bem desesperadora, mãe - ele finalizou.
Já viu né?
Assim, Franka ensina, passo a passo, como resolver um problema de privadas entupidas. Putis auto ajuda absurda. Mas fala a verdade: utilíssima. O lançamento é nessa sexta, dia 19/10/07, 19:30, na galeria B_arco, Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 422. O livro é engraçado demais. Tá todo mundo convidado, oquei?

terça-feira, 16 de outubro de 2007

o hexagrama 16


Aconteceu durante as Satyrianas. E logo comigo que não acredito em nada. Horóscopo, mapa astral, numerologia, essas coisas meio esotéricas. Não é que não goste. Eu não acredito, essa é a questão.
Pois antes da peça, acordada, estava no bar dos Parlapatões com um amigo. Na madrugada, heróicamente esperando a minha hora chegar no Dramamix. Já tinha visto umas trocentas peças, já tinha falado tudo que podia quando olhei para o chão e vi. Três moedinhas uma ao lado da outra. Firmei os olhos, ando meio cega, acho engraçado não enxergar direito. Eram as três de um centavo, bem pequinininhas. Peguei, estranho achar moeda de um centavo, que não vale nada, elas nem existem mais. As três de cobre, marronzinhas. Mostrei ao amigo. "Olha o que tava no chão". Ele me olha intrigado. "Moedas?". "É". "Joga", ele mandou. "Ichingui da peça que vai começar daqui a pouco?". "É", ele respondeu. "Manda bala aí", ele disse, pegando meu caderninho para escrever. Jogue as moedas.
Fui lançando as pequeninas na mesa conforme ele mandava. Ele escrevendo no caderninho, até que parou. "Pronto". "Que você fez?". "O seu ichingui". "Que é mesmo isso?", perguntei. "Uma hora você descobre", ele falou. "Guarda".
Esqueci. Assisti a peça, fui dormir, trabalhei, dirigi, reuniões, encontros, jogo de filho, um monte de coisas. Até que encontrei elas. A Silvia e a Fran, minhas melhores amigas. E ao olhar para elas, lembrei. "Gente!".
"Que foi, Lúcia?". "Tenho um enigma para vocês". Elas adoram esse assunto, como todas as meninas do mundo. O que eu tenho de errado que não entendo dessas coisas? "Antes de ontem eu fiz um ichingui. E vocês tem que desvendar pra mim". Elas se iluminaram, oba, ichigui. Ichingui sempre gera uma expressão súbita numa mulher. Reparem.
Pegaram uns livros e puseram-se a analisar. O tom da conversa mudou, era muito mais sério do que qualquer um podia imaginar. Talvez uma missão, um encargo, um mandato. Eu estava meio brincando, elas não. Um ichingui surgiu na vida da Franka. Aquilo era sério demais, talvez o sinal para aquela descrédula tomar jeito.
"Franka, é o dezesseis. Entusiasmo", disseram.
Elas começaram a falar tudo ao mesmo tempo. E ler o livro pra me contar. Óbvio que não me lembro de nada. Tentei filmá-las falando, disseram que eu estava em outro canal. Que eu procurasse no Gugol depois. Tá, tentei. Parece que sou capitã de um exército.


O hexagrama 16 é formado por Trovão sobre a Terra. O trovão é visto pelos chineses como algo que pode despertar o entusiasmo. A queda de um raio pode despertar aquele que estava desanimado. Agora vejam pra que o entusiasmo seria necessário:
Entusiasmo. É favorável designar ajudantes e pôr os exércitos em marcha.
Em tempo: o I Ching foi a maneira que o Rei When, enquanto estava prisioneiro, encontrou para escrever seu plano de fuga, de tomada do poder e de governo, de forma a não despertar suspeitas... Não é à toa que era uma das leituras obrigatórias para os soldados japoneses durante a segunda Guerra e para os revolucionários de Mao...
O hexagrama 16: Inspiração avisa: Às vezes as forças que impedem a ação podem ser benéficas. A energia é conservada para o futuro.
hexagrama 16: Repouso (antecipação - felicidade). O repouso beneficia aqueles que estão empenhados em fortalecer o país e despachar exércitos.
Hexagrama 16: Para despertar o entusiasmo, o homem deve ajustar suas instruções ao caráter daqueles a quem vai conduzir. O mesmo acontece na sociedade humana; prevalecem somente as leis enraizadas no sentimento do povo, enquanto que as leis que o contradizem provocam apenas ressentimentos.


Amigas. Hahaha. É claro que eu tava entusiasmada, ora. Iam encenar uma peça minha. Demais esse negócio de ichingui, acho que vou fazer sempre com minhas moedinhas. Mas olho o hexagrama e interpreto do meu jeito. Só uma porteirinha fechada. Só uma, gente. Facinha essa vida.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

o "21"



(fotos? esqueci completamente desse detalhe. tirei somente essa com o celular antes de começar, o zé fez um filminho com a máquina, quando eu editar eu coloco)



Foi demais. Ver um texto que você escreveu construído e representado num palco é das coisas mais emocionantes da vida duma pessoa que escreve. Não se se isso é ser 'dramaturgo', acho que essa denominação vai um pouco além de apenas escrever histórias e diálogos – quem sou eu para me denominar “dramaturga” ainda... – eu diria que, nesse caso, apenas fui 'autora'. Mas que é tocante é, e diversas vezes isso me vi arrepiada e realmente assustada. As falas ganham vida, os personagens, rostos. E, de uma hora para outra, aquilo não é mais só seu: é de todos eles. Talvez a palavra correta para a coisa não seja “ver um texto seu construído” como escrevi acima. Talvez o correto seja “ver um texto seu descontruído”. Quando se escreve, tudo é seu – cada vírgula, cada pausa, cada respiração. Fazer teatro é outra coisa. É entregar a sua criação, com a cara e a coragem, para um diretor e para atores que vão reescrever aquilo. As peças do quebra cabeça são as mesmas, mas a montagem depende de outras pessoas. No meu caso, fantástico, do Didio, do Zé e do Celso, três caras felicíssicimos, super alto astral, alegres, ótimos.

Não foi a primeira vez que isso aconteceu – uma vez eu publiquei uma crônica na coluna do Prata do Estadão, e um grupo de teatro encenou a minha crônica achando que era do Mário, e não minha. Acho que a gente escreve parecido, eu e ele. Contei a história aqui, foi hilário, e no fim eu não tive nem coragem de chegar para o grupo e revelar o engano. Mas dessa vez foi a primeira vez que deu certo com um texto meu-meu, com um diretor, com atores, com horário e público. Tá certo que o público da madrugada não é assim, digamos, tããão farto como o público da noite, mas as Satyrianas foram um sucesso tão grande, mas tão grande, que mesmo naquele horário absurdo, mesmo com chuva, horário de verão confundindo tudo e, acreditem, uma feira do ladinho da tenda do Dramamix (hahaha!) sendo montada bem na hora da peça, o espetáculo aconteceu certinho, com tudo que tem direito – som, luzes, um bom público, ótimos atores, tudo per-fei-to. Ai que legal. A coisa da feira foi engraçadérrima. No sábado a noite, encontrei o Ivam e ele falou, rindo: Lucinha, aimeusanto, amanhã tem feira nessa rua ai ao lado, eu tinha esquecido! Bom, seja lá o que Deus quiser, eu disse a ele, rindo. Pensei até em ir até lá convidar as pessoas, qual o problema? Numa primeira vez, tudo vale, batismo é assim. Na fila para entrar na tenda, eu olho para trás e vejo duas meninas conversando animadamente mas tapando o nariz com cara de nojo. “A gente é vegetariana, esse cheiro tá tão forte!” Olho para o lado e vejo, e a menos de um metro da entrada, um monte de frangos, carnes, peixes sendo descarregados. Batismo é assim, pensei, firme. “Abra a lona da tenda para os feirantes assistirem”, sugeriu um dos caras que iam assistir. Franka com as frangas, tem tudo a ver, pensei, dando de ombros. Minha sina é essa, sempre me meter em situações esquisitas, já estou acostumada. Foto abaixo.

Mas quero voltar a questão importante, que é a idéia de fazer uma peça. Há anos e anos que eu escrevo. Há anos e anos que escrevo diálogos. Esses diálogos sempre foram somente pura literatura pra mim, textos a serem lidos. Ver seus diálogos ganhando vida num palco é completamente emocionante. Talvez das coisas mais emocionantes da vida. É como se eles voltassem a origem. Não sei se me explico bem. Os textos surge do que se vive, viram literatura, e no teatro, voltam a ganhar vida. Uma forma de ressuscitar a idéia, levantá-la, revivê-la novamente. E principalmente, exibí-la. Só uma coisa a dizer: putis coisa emocionante. Obrigada Ivam. Obrigada mêêêsmo.



(hahaha, e aqui, em primeira mão, um 'close' das 'frangas da franka' bem na entrada do Dramamix, hahaha, por que tudo comigo é assim?)

sábado, 13 de outubro de 2007

franka não sai mais das satyrianas

Super praça cheia, maior animação. Lindo o relógio da igreja da Consolação emoldurado pela tenda do Dramamix. Putis festa, cheio de famosos, uma grande alegria. Era o que o centro da nossa cidade precisava: gente na rua. Olha lá na foto em baixo quem eu encontrei sem querer, que o Ivam me apresentou. Tive que tarjá-lo, claro. Demais, a Satyrianas são demais, o Ivam é demais. Vou voltar pra lá daqui a pouco de novo pra leitura do "Os ais do santa". Única coisa triste é a morte do Paulo Autran, o homenageado das Satyrianas. Puxa vida. O Paulo, meu primeiro grande incentivador, que leu tantas peças minhas e me deu tanta força há três anos. Super bacana ele, muita tristeza nessa perda. Eu adorava o Paulo Autran.











Sábado, 13/10/07 - 21h30 hrs
“Os Pais do Santa” (leitura dramática encenada de texto inédito!)

de Antonio Rocco e Lúcia Carvalho.
Com Lulu Pavarim, Ivan Capúa, Javert Monterio, Flávio Faustinoni.
Direção: Antonio Rocco.
Som: Ivan Fagundes.


Domingo, 14/10/07 - 06h00 hrs
(no horário de verão é as 05h00 hrs)
“Vinte e Um”

de Lucia Carvalho
direção: Didio Perini
elenco: Celso Melez e José Trassi

Querem mais? Assistam aqui em baixo o iutube da Franka contando TUDO.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

IM-PER-DÍ-VEL (o iutube e o programa)


Franka nas Satyrianas?
Imperdível!
(... e agradeço à Sílvia e ao Jayme pelas direção e filmagens desse sensacional iutube)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

o aniversário da franka


Fim da tarde, estava na casa de um amigo. Lembrei.
- Ei. Esse mês é meu aniversário. Sabia que vou dar uma festona? Enorme?
- Sério? - ele perguntou.
- Vou convidar tooodas as pessoas que conheço. Todas. De todas as turmas que eu tenho - falei, exibida.
- Uau. Quantas?
- Sei lá. Duzentas? Duzentas e cinquenta? Se convidar os parentes dá mais que isso. Vai ser o máximo.
Ele me olhou meio torto.
- Nossa, ô Frankilda, é muita gente...
- É nada. Divertido.
- Com gente demais não dá nem pra conversar, Franka.
Eu parei para pensar.
- É, talvez eu leve bastante tempo cumprimentando mesmo... - conjecturei.
- E se despedindo - ele completou - e, se for cumprimentar casal, demora mais ainda.
- Vamos fazer as contas - sugeri - quanto tempo a gente leva para cumprimentar uma pessoa num aniversário?
Meu amigo franziu a testa.
- Hummm. Um minuto. Às vezes dois. Depende do grau de intimidade, do tempo que você não vê o fulano. Se tiver presente, piora. Pra abrir demora, depois tem que elogiar e agradecer.
- Verdade. Mas vamos pegar o "um" minuto. Um minuto por pessoa - falei.
- Isso dá sessenta pessoas em uma hora. Franka, você vai demorar mais de três horas para cumprimentar todos os seus convidados. Pensa bem - ele riu - e ixi, mais três horas pra despedir. Total de seis horas. Seis! Hahaha. Ei, quanto tempo tem uma festa?
- Droga. Acho que essas seis horas - respondi, meio chateada.
- É. Vai ser a pior festa da sua vida. Você não vai beber, nem dançar, nem conversar, nada. Vai ficar só falando "oi" e "tchau". Num inventa, Franka. Hahaha.
- Tá - suspirei - Vou pensar nisso. Puxa vida.
Ei. Quantas pessoas tornam uma festa viável para o aniversariante?

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

brincadeiras moderninhas


Tá muito na moda agora essas coisa de piscinas com fundo infinito. Muito legal piscina com fundo infinito, inclusive se o infinito da piscina for outra água, seja do mar, represa, rio, lago. Fundo infinito é assim, a água da piscina vai até a bordinha, como se estivesse transbordando. A idéia é fazer de um modo que as águas se encontrem no seu campo de visão, a da piscina e a da vista. Mas um dia meus filhos descobriram uma coisa engraçada. Se eles, de dentro da piscina, chegarem até a borda com um impulso forte, a água cai para fora e parece que eles estão vomitando. Bleargh, eles berram, impulsionam, "vomitam" e morrem de rir. Ficam fazendo aquilo e rindo horas e horas, a cada vez mais mais aumentando o som, o impulso e o volume de água. Bléééargh, chuááá! Uma vomitaiada geral. Chegam a esvaziar parte das piscinas até se encherem da brincadeira. É engraçado. Brincadeiras modernas de apropriação das 'arquiteturas modernas'. E confesso que faço também. Eu mesma, a Franka. Gargalhando sem parar. É. Nos finais de semana eu fico bem boba. Bleargh, chuááá, beargh, chuááá. Hahahahaha. Como diria meu filho mais velho, "mãe, que tosqueira, mãe...".

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

gente, olha que sensacional


Gente, ontem foi um dia demais pra Franka, fiquei felicíssima: além de assistir ao show do Lulu Santos (que já declarei um dia aqui nesse blog que eu adoro), além de dançar e berrar feito louca (um vexame, provavelmente) ainda fomos ao show com a Eugénia Melo e Castro, que, depois, no Bar Balcão, deu a maior canja e contou um putis segredo pra gente: sabe a música "um certo alguém", do Ronaldo Bastos, que o Lulu canta? Pois a música foi feita pra ela! E vejam, ahá, o que a Franka fez com o seu super-telefoninho: filmou tudo.

Imperdível, gente. E inédito. Adorei a Eugénia, acho que ficamos amigas (tomara que ela tenha gostado de mim também, me esforcei ao máximo para isso). E não foi só essa música que ela cantou, tem muito, muito mais que logo-logo eu iutubo. Eugénia, foi lindo, lindo e... (ixi, será que eu posso divulgar aqui tudo sobre o show? Será que ela vai cantar essa música no show?). Fica aqui a pergunta pro empresário dela... quem sabe ele responde... Por enquanto, sintam a simpatia e a alegria da minha nova amiga.

Ah, e o blog dela tá aqui (sim, Eugénia é blogueira como eu!): PoPortugal. Conseguimos convenvencê-la ontem a abrir comentários, ora, lá tem graça blog sem comentários?

E ela finaliza:



quarta-feira, 3 de outubro de 2007

franka desabafa


Dizem que é isso mesmo, que a gente tem que matar um dragão por dia. Mas tem dia que, sério, tem dragão demais. Pobre blog, que hoje vai ficar sem crônica.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

cobras de vidro?


Ela fez um blog! A minha amiga Silvia! Tou felicíssima com isso, podem conferir: "cobra de vidro,". Ontem teve até comemoração com direito a blogencontro e timtins de copos. De vidro, claro.

Fui até o escritório dela no fim de semana para ajudar a montar. No computador dela, um dos filhos ensinou a usar o "photobooth". Esquecemos um pouco do blog e passamos horas brincando com os filtros e distorções das nossas imagens. Que trash. Duas mães de família. É possível sim duas amigas virarem cobras enroladas. Basta uma tela de vidro, uma capacidade fazer bobajadas e coragem pra postar essa foto ridícula aqui. Hahaha.

domingo, 30 de setembro de 2007

explicações sobre o aniversário do zé



O aniversário foi do Zé. Sexta, 28. Em vez dele cozinhar, como sempre, a Silvia gentilmente fez para ele de presente um maravilhoso risoto de aspargos. A receita dela? Sei lá. Isso é com ela, eu não sou boa de cozinha. Fui com elas fazer as compras, e sei que compramos aspargos frescos, arroz de risoto, queijo ralado, caldo de galinha, vinho branco e uma quantidade enorme de uma cebola estranha, meio albina. Sei também, porque ela me explicou, que ela fez o risoto como fazem os italianos, colocando água devagar e mexendo. Segundo ela, o outro modo de fazer era colocar toda a água de uma vez, tapar e não mexer. Sei que ela tirou uma parte dos aspargos, a parte de baixo, aquela parte mais gorda, e deu pra Maria fazer uma sopa essa semana. Não usou. As cabecinhas, aquela parte de cima mais verdinha e cheia de dentinhos meio crespinhos, ela colocou no final junto com o queijo porque eram mais macias. Ela resolveu também fazer umas raspas de abobrinhas, tipo batatas chipis, no forno, depois de salgadas com sal grosso, mas uma amiga nossa ficou conversando com ela sobre o filho mais velho dela, da Silvia, (que faz arquitetura), e sabe como é mãe ouvindo de filho, a gente distrai. Quando ela viu - pimba - queimou todas as hostiazinhas de abobrinha, que viraram carvãozinhos. Uma pena, todo mundo teve que consolar a Silvia. Quem cozinha sabe como é triste queimar uma comida, eu entendo. Além desse risoto, o Zé resolveu que ia fazer uma passarinhada. Falou que tinha a ver o aniversário dele essa coisa de passarinhada, e eu resolvi não perguntar muito, ele sempre tem razão. Comprei um monte de galetinhos, a Maria temperou de manhã e cozinhou desde as seis da tarde. Quando a Silvia chegou, ela colocou em cima de cada um dos galetinhos uma rodela de limão siliciliano. Olha, gente. Ficou muito chique aquele monte de galeto vestido de biquini-siciliano. Na hora de comer, alguém disse que tínhamos que comer o galeto junto com o limão assado. E com casca e tudo. Uau, era azedinho, demais com a carne mole de cozinhar horas e horas. Quanto à bebida, no começo o Zé fez dry-martinis pra todo mundo menos pra mim, que não bebo gim. Uma receita dele, que adora tal drinque e que já promoveu diversos festivais de dry-martini aqui em casa, fazendo sempre a maior zona na copa, chacoalhando a coqueteleira pra cá e pra lá, usando um negócio que se chama noiliprá e umas gotinhas de angostura, depois jogando tudo fora - pois diz que é só pra dar gosto no copo (!!!) - colocando o gim tanquerei e finalizando com azeitonas no palito com casquinha de limão. Esqueci de tirar foto dos dry-martinis, desculpa, pois estavam lindos nos copos de dry martini (é impressionante uma pessoa desorganizada como eu ter copos de dry martini, e eu tenho!). Mas durante o jantar, eu e a Silvia resolvemos que era melhor tomar vinho. Ficamos horas e horas no supermercado conversando com o seu Severino, o cara da seção dos vinhos, avaliando preços, promoções, países, uvas, idades (eu seu entender nada e acreditando em tudo) e, claro, nomes de vinhos - depois que descobrimos que não tinha o vinho "Ventus". Quem via de longe pensava: olha, duas verdadeiras enólogas-literárias. Acabamos optando por esse vinho, o vinho "Encuentro": garrafa linda, preço ótimo e nome perfeito pra um aniversário do Zé. Aliás, era uma delícia e acabamos com as garrafas. Na sobremesa, além de abacaxi-puro (que eu amo), tinha o bolo da minha mãe, aquele do post anterior, que acabou todo. Pedi pra minha mãe a receita dele hoje, e ela me disse que o segredo desse bolo é que ele é feito com iogurte, não com leite, e batido no liquidificador, e não na batedeira ou na mão. Ah, lembrei. Tão vendo aquelas folhinhas verdes enfeitando a mesa, num potinho, na foto de cima? São uns mini-mangericãos que a Silvia achou no super e que ela usou tipo um arranjo de mesa. Teve gente que se confundiu e comeu, o que não significou problema algum, pois mangericão é super comível e eu nem dei bronca na convidada que comeu. Só não contei que não tava lavado, porque só percebi isso agora. Foi assim o aniversário do Zé.


sábado, 29 de setembro de 2007

aniversário em casa


A melhor coisa dos aniversários é ficar ciscando o bolo em volta da mesa com um monte de amigos até de madrugada. Putis, que bolo bom.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

o homem xadrez



- Hoje eu fui fazer uns exames – ele contou.
- Exames de quê? – ela estranhou – Tá doente?
- Não, coisa de rotina. Esses exames de coração, sabe? Aquele aonde eles te enchem de fiozinhos no peito e ficam te monitorando na esteira.
- Ah, sei. Mas eu nunca fiz. Mulher tem que fazer?
- Sei lá. Já é minha segunda vez – ele explicou para ela – E, para colocar os fiozinhos, eles depilam os pelos do peito do lugar. Depilam aqui, colam o fiozinho, depilam ali, colam o fiozinho – ele contou, mostrando os locais sobre a camisa - um monte de fiozinhos que eles colocam.
- Você fica todo ligado na máquina. Entendi.
- Ouve só. Bom. Quando eu cheguei em casa, tava todo melecado. Fui tomar banho. Foi quando me olhei no espelho. O meu peito. Nossa, eu tava xadrez... Completamente xadrez: com pêlo, sem pêlo, com pêlo, sem pêlo. Hahaha. Uma coisa horrível. Aquele quadriculado enorme.
- Hahaha – ela também riu da imagem que apareceu na cabeça dela – e... dava pra “jogar” em você?
- Não ri, aquilo estava horrível demais. Não dava para ficar daquele jeito. E então eu fiz uma coisa que eu nunca fiz - ele contou, animado e corajoso, empertigando-se - peguei a espuma e o aparelho de barba e chuuuuu... Resolvi tirar todos os pelos do peito. Tooodos. Enchi tudo de espuma, olhei para o espelho e... lá fui eu.
- Uau. Raspou tuuudo?
- Médio. Fui raspando, raspando, raspando o peito todo no maior capricho. Uma hora parei, lavei e me olhei no espelho.
- E?
- Nossa, eu fiz um quadrado. Um putis quadradão. Olha. Você não imagina. Ficou mais ridículo ainda. Eu ali com aquele quadrado branco sem pêlos no meio do peito.
- Hahahahahaha.
- Me deu um desespero. Peguei de novo a espuma de barba e o barbeador. Espalhei tudo, tudo, pela barriga toda, pelo corpo.
- Hahahahahahahahahaha.
- Nossa, que coisa engraçada. Sabe qual era a sensação? Que eu nunca ia achar um fim, e que a cada raspagem eu ia ter um desenho no corpo. Onde isso acaba? Onde, onde, ooonde?, eu pensava, desesperado, pra onde eu tou indo? O que eu vou virar? Meu Deus! Eu ali me depilando todo! De uma hora para outra! - ele me olhou fixamente - Olha. Sério, não ri. Parecia um pesadelo.
- Hahahahahahahahahahahahahahaha.
- Mas naquele momento não dava mais para voltar atrás! Fui indo, indo, indo... – ele contava, dramaticamente, como se passasse um barbeador imaginário no próprio corpo - indo, indo...
Ela interrompeu.
- Tá, tá. E como você parou?
Ele suspirou, conformado.
- Bom. Tirei tudo da barriga, tudo o que havia, e resolvi uma coisa: que eu ia tirar dos lados e de cima até onde eu enxergasse.
- Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah.
Aquilo era hilário.
- E tirei até aqui ó – ele me mostrou a parte de cima do ombro – Quando eu não enxerguei mais, parei. Olha. Eu tou com um tipo de depilação bem, mas bem estranha... - ele respirou fundo - mas é o máximo que um cara sozinho e solteiro como eu consegue chegar para não ficar xadrez e quadrado.

três zero vinte um


Adoro esse cara. E dei pra isso. Tirar fotos da TV.
Hoje lembrei de uma coisa que eu odeio. Sei que é errado não gostar dessa coisa, porque a pessoa não tem culpa, mas para mim é irritante e volta e meia eu me pego... gritando. É o seguinte. Eu tenho voz boa. Não sou fanha e não tenho língua presa. Falo direitinho, alto e com um bom tom. Não tem porque uma pessoa não me ouvir. Mas volta e meia eu estou no fone e acontece.
- Então anote meu telefone ai - eu digo.
- Pode falar, Lúcia.
- Três zero vinte um sete sete oito dois.
- Como que é? Três zero o quê?
- Vinte e um.
- Três zero vinte um e?
- Sete sete oito dois.
- Trê zero vinte um seis sete o quê?
- Sete sete.
- Três zero vinte um seis sete sete sete?
- Não. Três zero vinte um sete sete oito dois.
- Não era seis sete?
- Não, é sete sete.
- Sete sete e?
- Oito dois.
- Repete do começo. Como era?
- Três zero vinte um...
- Calma. Três zero vinte um e?
- (suspiro).
Nossa, isso me tira totalmente do sério. Porque cargas d´água tem gente no mundo que não entende telefone e que fica embaralhando os números, confundindo tudo?
Implicâncias da Franka. Até que não é tão grave.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

uma conversa entre adultos

(não tem)

- Fiquei pensando outro dia como é horrível ser tartaruga.
- Qual o problema da tartaruga?
- Pensa que horror você nunca, mas nunca na vida, poder sentir o friozinho de uma água gelada na sua barriga.
- Ué. Mas tartaruga vive entrando na água. Sempre sente o friozinho.
- Mas tem o casco. E o casco não deixa a barriga da tartaruga entrar em contato com a água assim, tipo direto.
- O casco de baixo da tartaruga é a barriga da tartaruga.
- Não, você não tá me entendendo. A tartaruga tem aquele casco grosso. Onde ela vai tem que levar aquilo, aquele troço pesado, um martírio. Não sente nada na pele.
- Que pele?
- Ué. A pele dentro do casco.
- Peraí. Não tem pele nenhuma dentro do casco da tartaruga.
- Como não? Claro que tem.
- Você acha que uma tartaruga é um bicho assim... solto dentro de um casco? Que é um bicho pelado "vestido" com um casco?
- E não é?
- Claro que não. O casco é a pele dela no corpo. Pele fininha ela tem nas pernas, nos braços e na cabeça.
- Não, não é possível... eu sempre pensei que... sério?
- Acho que sim, será? Agora sou eu que tou na dúvida. Mas acho que tartaruga é igual a siri, carangueijo. Que embaixo do casco tem só carne, orgãos, ossos. E não uma pele fininha. Senão alguém nesse mundo já tinha fotografado uma tartaruga pelada. Ora.
- Peraí. Casco é tipo unha. Não tem pele embaixo da unha?
- Não. Tem carne. Se a gente tirar a unha nasce uma pele, mas com a unha não tem pele.
- E se a gente tirar o casco da tartaruga?
- Acho que ela morre. Será?
- Não sei. Nossa, tive um pensamento completamente errado, então. Achei que a tartaruga era solta do casco.
- Não é não. Tenho quase certeza que ela é grudada. Isso dela ser pelada vem de lá dos desenhos animados que a gente assistia. Da nossa infância. Lembra daquelas historinhas que a tartaruga foi nadar e tirou o casco, que veio o macaco e roubou, trololó e tal?
- É. Que loucura pensar nisso só agora na vida. Bom, mas em todo o caso, o casco é grosso pra burro.
- É. Grossíssimo.
- Então ela continua não sentindo frio na barriga. Por causa da espessura do casco.
- É, nisso você tem razão. Tartaruga não sente mesmo frio na barriga. Tadinha.
- Dá na mesma. Com pele por baixo ou não.
- Nananinanão. Quase dá na mesma. Porque pensa: se fosse solto, entrava uma aguinha entre a casca e a pele. E quando ela saísse da água, ia estar cheia de água. Pesaaaada. E claro, ia sentir o gelado.
- Em todo caso, coitada da tartaruga, seja lá como ela for. Um bicho não poder sentir uma sensação de geladinho é uma pena e um bicho que enche de água por dentro também é uma pena.
- É. Coitada da tartaruga.
- Vamos depois procurar um corte transversal de uma tartaruga para tirar a prova. Será que a gente acha no google?
- Tem tudo no google. Basta colocar "tartaruga-corte-transversal" e achamos. Acho que não tem pele por dentro não. Quer apostar?
- Quero.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

ventus em perdizes


Elas me disseram que ninguém ia entender. Mas paciência, quando eu acho uma idéia boa, não tem nada que me tire da cabeça.
No mesmo lugar que compramos a goiabada da lata do post anterior, no bar da estrada quando fui viajar no fim de semana passado, resolvemos comprar vinhos. Na lojinha tinha um monte de marcas, mas nenhuma conhecida. Eu, a Silvia a Fran ficamos sem saber o que escolher. Foi quando eu vi esse vinho, Ventus, um vinho da Patagônia, mistura de 3 uvas, ainda por cima em promoção. "Ventus já, gente", eu resolvi. Assim compramos e levamos vinhos Ventus para a praia.
Aquele nome ficou martelando na cabeça da gente. Ventus, ventus, ventus. Foi quando reparamos na etiquetinha. Um desenho de uma arvrinha toda pra o lado, como se estivesse no meio de uma putis ventania. Engraçado demais um vinho com aquele nome, com aquela figura, e conosco naquela casa.
Três amigas e... ventus.
Ontem encontrei as duas de novo aqui em casa, para brindarmos o aniversário da Silvia, que foi anteontem. Lembramos da viagem e do vinho.
- Aquela arvrinha do vinho Ventus, vocês lembram? - eu disse.
- O máximo. Uma árvore com o cabelo todo para o lado! - falou a Fran.
- Parece aquelas estátuas do Palácio da Alvorada - lembrou a Silvia - As Iaras.
- É mesmo - lembrei - acho que vou fazer um post sobre o vinho Ventus!
- Boa idéia - falou a Silvia - e coloque a foto da estátua e a foto do vinho juntas.
- Peraí. Não tem muito a ver, gente. Nós somos três e aquela estátua só tem duas mulheres. E agora? - perguntei.
- Ora - a Fran resolveu - dá uma fotochopada e coloca mais uma mulher na foto. Outra Iara.
- Claro - me incentivou a Silvia - mas o vento tem que estar para o mesmo lado, hein?
- Ah! - lembrou a Fran - e não esqueça de colocar as nossas carinhas, tá?
- Gente - eu interrompi - ninguém vai entender nada, nada! Coisa mais maluca!
- Ah, Lúcia, deixa de ser boba - disse a Fran - você coloca a foto, escreve embaixo um texto e explica.
Pronto.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

credo em cruz



A gente tava na praia, a Silvia achou umas conchas. As conchas tinham um desenho bárbaro por dentro. Uns espirais. Ela se empolgou. "Tira uma foto dessas conchas pra mim e depois me manda?", pediu. Tirei a foto no meu celular. Mas. Afe, olhem essa foto, gente. Não retoquei nada. Nenhum fotochopezinho. Mas reparem que foto maluca, olha as cores que surgiram, que horror. Parece que eu morri, olha a cor da minha perna! Meu celular tira umas fotos super esquisitas. É como se eu não tivesse controle do que ele resolve. E ele resolveu que ia ser assim: eu ia ter pernas com uma cor de gente morta, a Silvia ia ter pernas de cor de areia, a mão da Silvia ia ficar roxa, a areia ia ser azul. Resolveu e pronto. Pode 3 peles terem cores tão diferentes? Pode uma foto sair assim? Jamais conseguiria tal resultado num fotochope. Engraçado. E confesso. Nem sei porque coloquei isso aqui. Acho que apenas porque é muito esquisito.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

olha as coisas que eu me meto


Ela me ligou um dia perguntando se eu toparia dar uma entrevista. Explicou que a loja Tokstok estava fazendo uma revista-catálogo, e que essa revista seria editada e publicada pela Editora Abril, onde ela trabalhava. "O que eu tenho a ver com a revista catálogo da Tokstok?", perguntei. "Você tem algum móvel da Tokstok na sua casa?", ela indagou. Ora, quem não tem? Quem, da nossa geração, não comprou alguma coisa nessa loja quando se casou? "Tenho um monte, claro", respondi. "São novos ou antigos?", ela quis saber. "Todos antiquíssimos", falei, "uns até bem despencados". Ela explicou, "vamos fazer uma matéria sobre pessoas que tem móveis da loja há muitos anos, a matéria se chama 'esse móvel tem história'. Estamos atrás de pessoas que contem as histórias desses seus móveis. Você quer contar?". Epa, contar histórias e me meter numa coisa divertida dessas é comigo mesmo. Topei na hora, pensando sobre qual "móvel" velho eu ia falar. Imagina que engraçado pensar um móvel velho meu da Tokstok na revista da Tokstok. Meio absurdo, mas demais. Rodei pela casa escolhendo, e optei falar do móvel que hoje é o bar do Zé. Compramos um dia para servir de guarda-louça, uns... duzentos anos atrás. Chegamos em casa para montar e estava escrito na caixa que aquilo era uma "biblioteca", ou melhor, uma "biblioteca exposant" (nome hilário para um móvel, aliás, pensem, aguém já viu um móvel que tem nome e sobrenome?). Mas mesmo sendo chamado "biblioteca", servia ao propósito que precisávamos: guardar a louça. Fomos mudando de casa, a tal da biblioteca exposant sempre indo junto. O pior foi que o nome ficou até hoje, impossível esquecer aquilo. A repórter gostou da idéia. Veio aqui de caderninho e com um fotógrafo a tiracolo. "Vamos tirar uma foto sua com o móvel?", pediu. Tai, ó, a minha matéria com direito a foto destarjada tomando cafezinho. Clicando na foto dá pra ler o texto. Hahaha. Eu e meu móvel na revista da Tokstok. Olha a frase das aspas. "A etiqueta dizia Biblioteca Exposant, achei engraçado aquele nome chique". Bem eu falando mesmo.
E em tempo: gente, ele enfim resolveu. O Márcio agora tem um blog! Demais! Podem conferir:

terça-feira, 18 de setembro de 2007

franka e a lata de goiabada

afe, ô coisa mais complicada que é colocar targinha em iutube...

Compramos, num posto da estrada, uma goiabada para comer de sobremesa na praia. A goiabada veio numa lata quadrada e funda, diferente das goiabadas em lata de antigamente, aquelas redondinhas iguais a uma pizzinha, da "Cica". Depois do almoço, abrimos a tal lata. Gente, é obvio que numa lata quadrada a goiabada é quadrada, dãr para mim, mas sério, olhar uma goiabada quadrada me deu o maior susto da paróquia. Goiabada quadrada? Foi quando essa coisa da lata de goiabada, esse lance do formato das coisas, me veio à cabeça junto com a minha profissão. Afinal, não parece mas eu penso em arquitetura o dia todo.
- Edu, olha... isso é igual ao que a gente faz... - e eu mostrei a lata para ele - veja, nós, arquitetos, fazemos apenas isso, latas de goiabada. Pense, nós, humanos, somos a goiabada. As nossas casas são as latas. A gente envolve as pessoas em recipientes. E é só isso. Se somos quadrados, nossas latas são quadradas, se somos redondos, as latas são redondas, e, se não somos nada, o arquiteto resolve como é a lata que ele vai nos enfiar.
- É mesmo... - ele riu.
- Agora, o maluco é que, quando vemos - como vimos aqui na praia outro dia - uma casa com cara de "lata de goiabada", daquelas casas que são como cubão enorme e moderno, a gente mete o pau, implica, acha horrível. Pensa que maluquice, somos completamente loucos! Fazemos latas de goiabada, mas fingimos que elas não são latas de goiabada. Não pode parecer lata, entende?
O Edu pensou melhor.
- Não, não é bem fingir. Nós disfarçamos as latas, é isso. É como comida, ninguém quer comer comida crua, carne crua. Tem qua caprichar bastante, transformar o desejo numa coisa bonita, gostosa de comer.
- Ora. Como o molho de tomate - disse a Sílvia - O molho de tomate é só tomate, e depois vira aquela maravilha.
- Isso mesmo - conclui - Nós, arquitetos, fazemos latas de goiabada com sabor de molho de tomate.
Mas na hora me veio uma estranha dúvida sobre essa estranha e esdrúxula teoria.
- Ou não?

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

fui


Gente, não dá tempo nem de responder os comentários do post anterior. Vou viajar pra Itamambuca. "Férias da mamãe II, o retorno". Vamos checar de novo aquela geladeira vazia. Té.

cada um com suas criações


Minha mãe inventou essa agora. Fazer roscas. Todo dia surge uma aqui, embrulhadinha. São grandes, enormes, olhem comparado com o telefone. Depois ela me liga e sempre falamos horas sobre a rosca do dia. "O que achou, filha?". "Demais, mãe, adorei. Já acabou, inclusive, os meninos devoraram". No dia seguinte a mesma coisa. "E a de hoje, lúcia?". "Hum, achei meio seca, mãe". "Ah, é, essa é feita com fécula de numseiquê. Porisso é mais seca". "Amanhã vou fazer outra receita que uma amiga me deu. Dai você experimenta". É assim. Uns fazem posts, outros crônicas, outros roscas. Importante é fazer. E saber o que você quer ser quando crescer.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

os caderninhos da franka


Esses são os caderninhos da Franka. O um, o dois e o quatro. Um e dois todos escritos e acabados, o 3 eu perdi quando estava pela metade e o 4 eu comecei agora.
Perdi o 3 há 20 dias, quando fui num blog-encontro. No dia seguinte estava arrasada. Como eu ia sobreviver sem ter um lugar para escrever as minhas idéias à noite? Eu nunca saio sem caderninho. Arrumei outro, o 4, e resolvi, pra não me sentir tão mal, que eu tinha que perder o caderninho 3 mesmo. Inventei para mim mesma que era esse o destino, eu perder aquele caderninho. Dai fui me convencendo. Que o caderninho 3 era ruim. Porcaria de caderninho. Que só tinha coisa ruim e assunto feio escrito nele. Que ele abria ao contrário. Que foi um caderno de uma época péssima da minha vida. Putis caderno urubuzento. Etc, etc, etc. Depois de uns dias, eu passei a achar até bom ter perdido. E na minha cabeça, enterrei o caderninho feito se enterram os mortos. Enterro imaginário, claro. Ufa, pensei.
Nesse dia do enterro, à noite, eu tive um pensamento e levei um susto. Nossa. E se eu encontro de novo aquele caderninho uruquento? Eu não queria mais ele de jeito nenhum, e imagina se ele volta feito um... defunto boiando? Passei a ter medo dele surgir. De eu encontrar em alguma bolsa ou embaixo do banco do carro. Olha. O que aconteceu comigo e com o caderninho 3 foi a mesma coisa que acontece com os humanos. Eu me separei do caderno, e quando a gente separa, a gente faz um esforço mental tão grande para acreditar que a outra pessoa é horrível que depois fica quase impossível voltar atrás. A gente fica se convencendo o tempo todo que a separação é a melhor coisa pra você, e as vezes, a sua argumentação para você mesma é tão boa, tão boa que você não quer mais ver o outro humano nem pintado.
Mas aconteceu. Ai. Ontem eu recebi um email do a. . "Franka, achei teu caderninho". Putz. Gente, o defunto boiou, a minha separação micou e agora eu não sei o que fazer. Aceito ou não o caderno 3 de volta na minha vida?

terça-feira, 11 de setembro de 2007

planta-perigo


Sério, o que passa na cabeça de uma pessoa que faz isso com a própria calçada? Fui outro dia a pé com meu filho almoçar no Shopping Villa Lobos e catapimba: olha o obstáculo que a gente encontrou. Andar na calçada parece desafio de video-game. Cada casa coloca uma calçada diferente, eu sempre impliquei com isso. Essa coisa da gente ir tropeçando nos pisos diferentes e irregulares. Um dia, anos atrás, fiz uma reclamação para o jornal porque era impossível andar com o Chico num carrinho de bebê na rua que eu morava. Me ligou uma repórter do Estadão, eu toparia tirar uma foto para uma reportagem? Concordei, me arrumei, arrumei o Chico, tiramos a foto, mostrei a buraqueira, aparecemos no jornal. Mas os buracos continuaram lá um tempão (nossa, um dia tenho que escanear e postar essa matéria um dia aqui). Depois mudei para perto da escola dos meus filhos e decidimos que eles iriam, claro, a pé para a escola. Comprei malas de rodinha, não duraram nem um mês. Como as calçadas variavam de tipo-altura-material, as malas pulavam e enroscavam. Muita gente inventa de fazer calçada como essa, com pedras soltas para as pisadas e grama entre elas, é horrível isso. Ninguém tem tamanhos de pisadas iguais e para carrinhos em geral é uma montanha russa. Desde então os meninos vão para o colégio com as malas pesadas nas costas, contrariando o que defendem os ortopedistas, mas não tem jeito. Andar de bicicleta, patim ou até correr também é um verdadeiro rali.
Mas isso eu nunca vi, gente. Olha essa foto. Estávamos andando e conversando, eu e o Chico, quando trombamos nessa situação. Afe. De um lado um emaranhado de plantas com folhas enormes, que parecem uns lençóis e de outro, essa planta esquisita, espinhuda e dura. Um perigo. Aqui, na minha rua, a dois quarteirões da minha casa, pô. Uma coisa, digamos, super perigosa - se eu fosse baixotinha provavelmente essa planta ia direto no meu olho, feito uma espada. Pensamos em reclamar na Prefeitura ou até colocar um bilhete na caixa do correio do meu vizinho, o que me pareceu uma boa melhor idéia. Mas independente da solução, que é fácil de resolver - ora, a agente Franka pode ir na calada da noite lá com sua poderosa tesoura de poda e clic-clic, fazer barba e bigode na planta-perigo - fico encasquetada com uma coisa: gente, será que o dono da casa não reparou que... não dá pra um ser humano normal passar nesses 10 cm que sobrou? O que passa na cabeça do dono dessa casa, pombas? Calçada pra ele é o que? Uma impressora onde passam folhas de sulfite?

domingo, 9 de setembro de 2007

ixi, franka deu um putis fora


Gente, sobre o post abaixo... "sexo oral" é o nome duma peça... que fora, que fora, que fora... Fui ontem nos Satyros assistir a uma outra peça, "El Truco", e, quando chego na bilheteria encontro esse cartão ai acima. Estranhei, nossa. Será que meu iutube tinha feito tanto sucesso que tinha até propaganda dele? Hahaha. Que nada. "Sexo oral" é uma peça que está passando lá, e era sobre ela que a moça queria falar com o Ivam. E eu achando... achando que... achando nada, dei sim um putis fora com esse post abaixo. Hahaha. Fora corrigido a tempo. Sexo oral não é sexo por telefone, ô Ivam. Sexo oral é uma peça! E querem saber? Óbvio que eu vou assistir "sexo oral".

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

ivam e o sexo oral


Eu tava nos Sátyros outro dia conversando com o Ivam Cabral, meu amigo, de quem sou discípula. Ele, de novo, o Ivam... Ele é sempre super assediado, conhece Deuseomundo e fala com Deuseomundo. No meio da nossa conversa passou uma moça, acho que atriz do grupo dele, e disse algo assim, rapidinho: "Ivam, tou indo embora, a gente se vê amanhã. Não esquece que temos aquela reunião e que precisamos urgente falar de sexo oral. Um beijo e tchau". E saiu andando pela calçada, toda pirilampa. Como se fosse a coisa mais normal do mundo declarar um assunto desses diante de uma mesa cheia de gente. Olha. Eu esqueci completamente o que eu tava falando e olhei para o Ivam: "Ivam, dálicença, mas acho que nunca ninguém precisou falar urgente de sexo oral comigo, pô. Que coisa mais chique, mais moderna. Você é realmente um cara além do seu tempo, estou me sentindo uma freirinha. Como assim? Explica!". Ele riu, disfarçou que eu percebi, mas não me explicou porque tinha que falar de sexo oral com a atriz. Olha, ou é um segredo profissional ligado à algum espetáculo ou talvez um hábito dos atores da Roosevelt, vai saber. E, provavelmente para me despistar ele contou essa história (ótima, por sinal, perdoem minhas gargalhadas no meio do filme) ai acima, essa que eu fiz o iutube, falando desse assunto. Mas não sei não... Alguém vai ter que me explicar porque eles tinham que falar de sexo oral na tal reunião. Pô, eu também quero ser moderna. Eu também quero que alguém precise urgente falar de sexo oral comigo. Poxa. Hahaha. Chega de ser a Irmã Franka.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

o dia que não existe


Aiaiai. Olha só. Aquela lei cidade limpa, Kassab em ação novamente. Agora querem tirar a propaganda do Itaú do Conjunto Nacional. E o Brasilino da Teodoro. Saiu na Folha de São Paulo de ontem, junto com essas imagens dos prédios sem as propagandas. Adoro esses fotochópes de antes-depois.
Bom, está a maior polêmica. Uns falam que essas propagandas não devem sair pois fazem parte da memória cultural da cidade (e propaganda lá é memória cultural?), outros discordam. Na matéria, existe uma nota divulgada pelo Itaú, entre aspas, dizendo que o Conjunto Nacional foi tombado em abril de 2005 e que, em novembro de 2005, o logotipo do Itaú e o relógio também foram tombados. Mas tem uma coisa. Segundo a carta do Itaú, o relógio e o logotipo foram tombados no dia 31 de novembro de 2005. Mas gente, não existe dia 31 de novembro, nunca existiu, novembro tem só 30 dias. Hahaha. Então...?
E corram JÁ pra o blog do Ivam: fiz um filme sensacional de presente pra ele. Mais um iutube tosco da já famosa "franka produções"

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

um puta momento


Gente, o meu amigo Ivam Cabral está concorrendo ao maior prêmio de cultura do país. Prêmio master-prime-blaster-mega-super-hiper Bravo. Olha aí que demais. E eu filmei esse puta momento. Tou torcendo por eles, fiz um iutube especial só pra isso. Ivam, Cleo, Satyros todos, tô torcendo muuuito por vocês. Do fundo do meu coração também.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

palavras de desordem



Foi outro dia, quando assistia um jornal de notícias na tv que o Zé errou. O Romário apareceu e ele fez um comentário.
- Olha. Não sabia que o Romário participava de uma campanha contra o apoio a ajuda à síndrome de down. Ele tem uma filhinha com problema. Olha lá.
Meus filhos não perdem uma para achincalhar o pai.
- Paiê.
- Quê.
- Você errou. Não existe campanha "contra" a ajuda à síndrome de down. Você falou errado.
O Zé comentou, distraído.
- Ah, é. É que tem muita campanha hoje em dia. A gente confunde.
- Confunde, pai?
- É, é um pulinho para confundir os "a favores" com os "contras". Se a gente pensa ou fala rápido, dá pra confundir tudo. Tem campanha pra tudo, umas sim, outras não. Como "salvem as baleias - tô fora". Se eu falar rápido, muita gente nem percebe.
Foi o mote para os filhos todos começarem.
- Hahaha. Olha as campanhas do papai. Pai, tipo "aids, tô nessa?" - riu a Luciana.
- Ou "Violência contra a mulher - diga sim", hahaha - brincou o Chico.
- "Desenvolvimento sustentável - evite"!
- "Drogas - diga SIM"! Pai, vamos fazer umas camisetas? - continuou o Juca - Hahaha!
- "Una-se a favor da exploração sexual de crianças"!
- "Camisinha - evite!".
- "Xô à amamentação!".
- "Cpmf - eu apoio!".
- "Reciclagem não, desperdício sim!".
- Hahaha, "diga 'não' à paz mundial!".
Eu sei que é o tipo de brincadeira errada. Totalmente errada. Mas sinceramente gente, tem hoje no mundo campanha demais para a gente se engajar, e a chance de você trocar as letras é muuuito grande. Sei também que esse post parece meio politicamente incorreto, e me apresso a dizer que, apesar das brincadeiras, apoio todas as campanhas certas. Sem ser xiita, claro. A minha contribuição para o futuro da humanidade não será vestir nenhuma dessas camisas. Talvez seja somente escrever crônicas. E quanto ao desarmamento, sou contra. Não. Peraí. Sou a favor. Não, errei. Contra? A favor?

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

maratona de filmes

Passei esse fim de semana vendo um monte de filmes na televisão. Sei lá porque fiz isso, essa coisa de ficar vidrada horas numa tela. Às vezes acontece com seriados, às vezes com programas de animais e às vezes com filmes, como ontem. Depois de um, dois, três programas eu me vicio e não consigo mais sair dali, de manhã até a noite. Maratonão.
Na verdade, eu tinha a intenção de ver uma coleção da Audrey Hepburn que o Chico comprou, mas o controle remoto do DVD pifou e, acreditem, o meu DVD não funciona sem o controle remoto. Coisa mais esquisita. Vimos um filme e meio dela, o controlinho morreu e lá fui eu me entregar ao Telecine.
De todos filmes que eu vi - filme de múmia, de bandido, westerns, de aventura, comédias, etc, - na minha cabeça ficou somente um, muito engraçado. Era um filme com o Dan Aykroyd. Não sei o nome, mas isso realmente não importa. Ele era um professor universitário, morava numa casinha de subúrbio em Brighton. Um dia descobre que seu vizinho é um putz nazista horrível. Fica incomodadíssimo e resolve que está nas suas mãos matar o cara, que o mundo vai agradecer. Dai bola um plano e envenena a macieira do cara com cianureto. Dá umas injeções, uma em cada maçã. Idéia idiota, claro, mas o cara toma um suco de maça feito num processador e morre. A polícia descobre, mas acham que o nazista se suicidou, pois nazistas como aquele sempre se arrependem um dia. Ele fica p. da vida, ora. Não quer que descubram que foi ele, mas quer que achem que alguém matou, pois na sua loucura ele tem orgulho do que fez. Dai ele manda uma carta anônima pra polícia, daquelas de letras recortadas de revista. A polícia declara que existe uma assassino, ele fica todo feliz.
No dia seguinte ele vê na TV a filha do velho nazista. Inga, o nome dala. Ela está dando uma entrevista, chorando, e fala mostrando os documentos do pai que houve um engano, que o pai não era nazista, que era um velhinho super bonzinho, cozinheiro do exército alemão. Ele fica em pânico. Como assim, matou cruelmente um inocente? Como não quer ir à polícia, ele resolve ele mesmo se punir. Abre mão da namorada loirinha e passa a cuidar da filha do cara, a alemã engraçada, e dos filhos dela. Como tem muita culpa, ele doa todo seu dinheiro para ela e faz coisas chatas com ela o tempo todo: leva cachorro no veterinário, passeia pela cidade conversando coisas sem graça, vendo programas horríveis de TV ao lado dela. Dai ela resolve voltar para a Alemanha e ele fica desesperado: como vai continuar a pagar a sua pena? Resolve que vai junto, e sem querer a pede em casamento. Ela topa, os dois vão passar a lua de mel num navio com os gêmeos.
Na noite de núpcias (engraçadíssima), depois deles treparem e depois dela dizer "ah, esqueci de te contar que não gosto de sexo. Você não se importa com isso, não é?", ela resolve contar um segredo para ele, pois agora é esposa dele. E conta que, ao contrário do que declarou na TV, o pai dela era sim o tal nazista horrível, o braço direito do Hitler. Ele fica em pânico, pois percebe que então ele se tornou o genro do nazista. Ele, que queria matar o nazista, agora é da... família? Não, não! Fica desesperado e conta para ela que foi ele que matou o pai. Ela fica gritando feito louca, pois para ela ele é um tarado pervertido que, além de matar o pai, casou com ela só por causa de sexo.
Ele volta para Brighton, conta a verdade para todos, quer ser julgado no tribunal e ser preso como herói. Afinal matou o nazista mesmo e se sente orgulhoso por isso. Mas o advogado dele (e irmão dele) é horrível, o juiz e o juri não entendem nada, e a alemã nem aparece no tribunal para depor pois "ficou histérica" e nada dá certo. Ele não é condenado, aliás, ninguém perde tempo com ele e ele fica feito maluco com isso, berrando no tribunal feito um louco "voltem todos, voltem todos!".
É muito engraçada essa coisa de um filme virar ao contrário a toda hora e pegar a gente de surpresa. Uma vez um amigo psicanalista me explicou que é assim que funcionam as piadas: que você acha que a história vai para um lado, e quando vai ver, ela vai pra o lado oposto. Por causa disso a gente ri: porque somos enganados pela trama. Engraçado perceber isso num filme bobo, e mais engraçado é ver que, de todos os filmes que eu assisti, esse que eu mais me lembro. Acho que é porque eu gosto de fazer a mesma coisa com as minhas histórias.

hahaha


Engraçado. Bom dia.