quarta-feira, 14 de março de 2007

a aparição de branka

foto super analisada por franka depois do horroroso fenômeno da aparição de uma fantasma no frankamente - reparem nas indicações das flechas da direita, que coisa mais impressionante
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Depois de alguns comentários sobre o post do final de semana, reparei que realmente alguma coisa estranha surgiu no frankamente. Resumindo, foi o seguinte: na semana passada fui inocentemente à praça Roseevelt e tirei uma foto do local para colocar no blog. Na foto haviam três homens conversando na rua. Postei, e ninguém* adivinhou onde era (hehehe, nem o Alencastro), bingo pra mim. De repente algum comentário atenta para um vulto atrás dos três homens. Aparentemente parece uma mulher, vejam. Reparem no cabelo, na roupa branca, e, nos pés...
. detalhe da sandália, um dos itens mais assustadores do mistério.
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... uma estranha e suspeita sandália branca.
Super esquisito.
Ora, não havia ninguém ali quando tirei a foto, tenho certeza absoluta. Estavam ali somente os três homens, um deles o Ivam e ninguém mais. De onde veio essa mulher? E porque vestida de branco? Quem é que usa, à noite e na praça Roosevelt, uma sandália branca? Seria uma médica? Uma esteticista? Enfermeira? Uma alucinação?
Assim, fui procurar no google "sandálias brancas + praça" e me deparei com isso aqui. O clone da sandália. Reparem como é absolutamente idêntica.
Impressionante. Entrei em pânico, tive arrepios e quase vomitei de pavor.

foto da sandália extraída de um site de noivas
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Só há uma conclusão para esse estranho mistério, gente. A mulher que entrou sem ser chamada na minha foto e no meu blog só pode ser uma fantasma. Uma alma penada. Uma noiva revoltada ou uma enfermeira psicopata? Não sei. É uma mulher branca que, cuidado, pode estar assombrando diversos outros blogs, sabe-se lá porquê.
Branca?
Não.
Branka...

E, em breve aqui, sensacionais fotos do encontro dos blogueiros de São Paulo com o blogueiro italiano Flávio Prada, do Lixo Tipo Especial, que ocorreu ontem em Pinheiros.
Aguardem!

*nota: isso é a maior mentira. Adivinharam sim. A Carola falou quem eram as pessoas e onde elas estavam. Carola, é que eu minto as vezes pra fazer gracinha, paciência. Mas vai dizer que você sabe também quem é a aassombração?

terça-feira, 13 de março de 2007

segunda-feira, 12 de março de 2007

vida de inseto

ivam e franka, em nossa noite de insetos
- Eu não entendo porque é que nós temos que matar esses bichinhos, juro que não entendo...!
Foi exatamente essa frase que disse o Ivam Cabral, meu amigo, na semana passada num bar, se referindo aos insetos em geral, que matamos a torto e a direito. Eu adoro o Ivam porque ele é completamente tagarela, assim como eu, e tem uma quantidade imensa de teorias, também exatamente como eu. Aliás, como ninguém descobriu, é ele, o Ivam, que olha de frente para a câmera na foto ai abaixo, na praça Roosevelt, em frente aos Teatro Sátyros. Pô, gente. E onde eu estou? Ora, estou tirando a foto do Ivam, dãr. Porém o estranho daquela foto - quando postei aquilo não existia - é que durante o final de semana surgiu um estranho vulto atrás dos homens famosos que conversam animadamente. Reparem. É uma mulher de roupa branca e sapato alto. Tenho certeza que ela também não estava lá quando tirei a foto. Obviamente que ela é uma assombração, e estou completamente apavorada. O frankamente está mal assombrado, caramba. Ô saco.
- Porque repara como é a vida e como são os humanos, ô Franka – o Ivam explicou – eu noto que, no mundo, basta um humano ver um insetinho que surge do nada um impulso absurdo de matar o coitadinho. É uma loucura imaginar que temos acometimentos assassinos a cada vez que vemos um inseto. Então em penso: por que, por que temos que matar esses bichinhos? Morro de dó, de pena, não entendo...!
Comecei a rir. O Ivam é muito engraçado falando e ainda por cima chamando insetos nojentos e asquerosos como baratas, traças, taturanas, lesmas e pernilongos de “bichinhos”. Depois de diversos "ai-que-fofo" (não dá para falar outra palavra depois de diminutivos desse tipo), começamos todos a discutir e conclui que eu sou uma assassina assumida. E pior, isso deve ter vindo comigo e ser tão da minha natureza que eu nunca-jamais me fiz essa pergunta , como o Ivam se fez. Então sou uma mulher horrível. Eu mato bichinhos e nem percebo que mato, tampouco noto como sou má. Uma genocida de insetos, uma matadora instintiva, uma homicida perversa, atenção, tomem cuidado comigo. Sou uma verdadeira Tibbles em ação (vejam o segundo post abaixo).
Mas fazer o quê. Como diz minha mãe, é batata, e o Ivam tem toda a razão. Basta eu ver uma formiga que eu esmago, basta sentir um pernilongo voando ao meu lado que eu tenho prazer de matar com as mãos e olhar o sangue e os destroços, basta perceber qualquer estranho inseto no quintal, seja uma abelhinha, seja uma vespinha, seja uma taturaninha que eu, cheia e prazer e salivando, esmigalho, queimo, bato até a morte.
Não tenho dúvidas - e foi isso que opinei junto ao Ivam nesse dia - que os serem humanos tem uma maldade ancestral e natural com os bichinhos. Mas acho que isso faz parte do ciclo natural de vida e existência dos insetos. Acho que nascemos sim com asco e ódio de alguns insetos, e que, assim como um tipo de peixe precisa comer o outro para sobreviver e manter o equilíbrio ali no habitat dele, o equilíbrio do meu quintal, por exemplo, depende de mim e da minha matança.
Concluindo isso, fiquei preocupadíssma com o Ivam. O quintal dele deve ser totalmente desequilibrado, com aquele monte de bichinhos vivos tomando conta de tudo, reinando, um habitat totalmente desestabilizado e caótico. Ora. Se ele não mata daqui a pouco o Ivam perderá o controle e sei lá o que vai acontecer. Céus. Não quero nem pensar. Talvez devêssemos fazer um mutirão para salvar o Ivam.
Vou começar a matar o dobro de bichinhos. Por ele.

quarta-feira, 7 de março de 2007

tibbles, o gatinho




Ele entrou no meu escritório rindo sem parar.
- Mãe, entra já no linque que eu vou te dar!
- Hã, filho?
- Uma coisa mega-Deusa, mãe, uma coisa da hora, demais! Vai, entra, lê!
Entrei. Wikipédia, um linque de um passarinho extinto que existia na nova Zelândia. Um tipo de pequenino de cotovia que não voava, só andava, como um pintinho.
- É pegadinha, é? Vocês vivem me zoando, eu sei. Lá vem.
- Mãe, não, é uma coisa impressionante, estou rindo há horas, leia, vá, leia!
Pois então eu li. Era a história da saga da extinção da pobrezinha da cotovia da Ilha de Stephens, que não existe mais por causa de um... gato.
- Um gato? Como assim, filho?
Ele gargalhava.
- Mãe, essa é a graça, esse é um absurdo. Imagine toda uma espécie ser exterminada da face da terra por um único animal, um gatinho de um faroleiro chamado Tibbles! Hahahaha. Pensa que maluco, esse Tibbles é demais, é um genocida, um assassino selvagem, um monstro, um mega-Deus. É o único ser vivo da face da terra que externinou toda uma espécie! E nem foi para comer, foi apenas pelo prazer! Que Mussolini, que Hitler que nada, o pior dos seres da face da terra foi o Tibbles! Olha o que fala o texto “ele era apenas um mas o suficiente para provocar uma hecatombe” - ele não parava de rir - Mãe, o Tibbles, o gatinho do faroleiro, hahaha! E pensar que o gato não é famoso até hoje, coitado!
- Nossa – eu me espantei, lendo de novo o texto. É verdade...
- Mas eu vou dar um jeito nisso. Já fiz uma comunidade no Orkut, você me ajuda da divulgar.
- Uma comunidade para as cotovias da ilha de Stephen?
- Não, dãr, mãe... Para o Tibbles, claro. Mega Deus o Tibbles, mega Deus!

Hahaha. Blog serve também pra isso, não?
E está lá, para quem quiser ver, a comunidade do Tibbles, o genocida: Maior do que qualquer ditador da história do mundo, Tibbles, o único ser no mundo responsável pelo extermínio de uma espécie, é o objeto de adoração ou de discussão dessa comunidade.

terça-feira, 6 de março de 2007

o celular novo do rei




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Não se se vocês já ouviram falar nessa coisa que inventaram. É um toque de celular que só é ouvido por pessoas com menos de 20 anos. Segundo meus filhos, o toque surgiu no final do ano passado, foi arduamente testada durante as aulas das escolas, e foi um sucesso total. Na escola dos meus filhos somente uma professora, de 31 anos, que ouviu o barulho. Deve ser uma moça muito criançona. E segundo todos eles - as crianças e os adolescentes - o som é insuportável. Um zumbido chatérrimo.
- Quer ouvir, mãe? - perguntou um dos meninos.
- Claro.
Ele pegou o celular.
- Vai, coloca o toque de uma vez.
- Mãe, já está tocando.
- Ué. Não tem nada tocando.
Ele começou a rir.
- Mãe, tem sim, você que não ouve. Eu ouço super bem. Ó.
A explicação que as crianças me deram - preciso fazer uma pesquisa mais elaborada a respeito - é que depois dos vinte anos existe uma modificação no cérebro por algum motivo qualquer e depois disso paramos de ouvir uma certa frequência de som. Paramos, simplesmente paramos de ouviraquele som. E é esse o som que toca no celular dos adolescentes. Entendi a explicação, não entendi patavina o motivo. Porque pensa, pra que é que Deus ia inventar de tirar um som de uma pessoa de mais de vinte anos? Não vejo motivo pra isso. Será que não ouvir esse som é necessário para a humanidade sobreviver? E porque? Coisa esquisita.
Uma outra explicação, essa completamente paranóica, é que é tudo mentira. Eles podem estar nos enganando, gente. Eles, os jovens. Será que é possível que todos os adolescentes do mundo se uniram e resolveram zoar os pais e professores em conjunto? Ora, com o advento da internet e do orkut, é bem possível. Penso que talvez o tal toque não exista, que seja um nada, apenas um susto para apavorar os adultos - e dar poder aos adolescentes.
Agora, caso seja verdade a existência desse misterioso som mudo, gente do céu, porque não fazer músicas nesse tom? Ora, minha casa é o caos musical, cada ambiente toca com um tipo de música, todas com alturas ensurdescedoras, eu vivo gritando que não consigo trabalhar com a barulheira. Raps, Hiphops, Rocks, Baladas, televisões e rádios. Sério, se isso fosse possível eu nem faria questão de entender porque Deus me tirou o som. Sério mesmo.

segunda-feira, 5 de março de 2007

franka jolie



Foi numa conversa de bar outro dia que surgiu a discussão. Óbvio que ninguém vai concordar comigo, mas paciência. Óbvio também que vão ficar falando que é implicância, que é inveja, que a Franka é louca, blá blá bla.
Mas gente, eu acho a Angelina Jolie meio deformada.
Ô cabeção que tem essa mulher.
Repara bem.
Tá, falam que ela é linda, deslumbrante, sei lá o quê. Eu olho e sinceramente só vejo uma desproporção enorme entre o corpo e a cabeça dela. Comparando, é como se tivéssemos cabeças de tela de computador, e ela, ao invés de ter uma cabeça de 21´ como todo mundo, tivesse uma cabeça de 42´. Tá, seria uma tela linda, mas enorme demais pra o pescocinho. “Franka, a Angelina Jolie é uma mulher mandibular”, me explicou um amigo, defendendo a cabeçuda. “Tem uma boca enorme, maravilhosa”, falou outro. Sei não. Pra mim essa Angelina é uma mulher cabeção. E, para a impressão que eu tenho, fiz essa montagem da Franka Jolie. Mais ou menos isso. Olha como ficou parecido.

sexta-feira, 2 de março de 2007

a bomba da piscina

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Aconteceu com uma amiga minha. Ela fez um projeto de arquitetura de uma casa e no final acabou ajudando a dona da casa a fazer a manutenção da mesma casa. A cada problema que surgia a mulher pedia para o caseiro telefonar para ela, que providenciava o que deveria ser feito. Em obra acontece muito isso, por isso as vezes dizemos que a gente não acaba uma obra, abandonamos.
Nesse dia, o homem ligou de manhã.
- Dona Vânia, acho que tem que comprar areia para o filtro da piscina. Como eu faço?
- Sabe que tipo de areia?
- Não sei não senhora.
- Sabe quanto de areia?
- Não sei não senhora.
Ela conta que ligou para a empresa de piscinas para ver como fazia. O vendedor perguntou a marca da bomba e o modelo. Ela ligou de novo para o caseiro.
- Seu Monteiro – ela pediu – será que o senhor poderia entrar na casa de bombas e verificar a marca e o modelo da bomba para eu saber quanto de areia comprar?
- Vou ver sim senhora.
Ele ligou uns vinte minutos depois.
- Dona Vânia, anotai o nome da bomba.
- Pode falar, seu Monteiro.
- Vou falar as letras, dona Vânia. É dábolhu, a, erre, ene, i, ene de novo e ge.
Ela conta que escreveu no papel w-a-r-n-i-n-g.
Hã?
Warning?
Hahaha. Engraçado.

quinta-feira, 1 de março de 2007

franka recomenda


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Ele entrou na faculdade, já é quase adulto – embora ainda não tenha idade para dirigir – e como todo adolescente, implica muito comigo. Mas nós dois, eu e o meu filho mais velho, o Chico, temos nossos momentos.
Foi no primeiro dia de aula dele. Ele chegou em casa e eu corri atrás para saber como foi. Ficava perguntando como era lá dentro, como eram os amigos, o que ele fez, onde almoçou, com a maior vontade de sugar alguma história. Meus filhos ficam bravos comigo porque eu gosto demais de histórias, mas eu falo para eles que é melhor contar logo, senão eu vou acabar inventando e colocando no blog, o que é muito pior para eles.
- Conta, vai Chico. Como foi?
Ele, suspirou e disse que como o prédio da faculdade é antigo, lá no Largo de São Francisco, e a primeira aula foi uma coisa formal, com os diretores de beca e vestidos a caráter, ele se sentiu na escola de magia e bruxaria de Hogwarts, do Harry Potter. Parecia que eu tinha embarcado na plataforma ooito e meio, mãe. E encerrou o assunto.
Eu queria saber mais. Como assim, beca? Como assim, escola de bruxaria? Sério que o diretor estava vestido feito um bispo? Que cor era a roupa? Como assim?
Acho que eu tava enchendo muito o saco dele.
- Mãe - ele disse, me dando uma dispensada e pegando um chicletinho do bolso - dá licença que agora eu não vou poder mais falar.
- Porque? Só para me provocar?
- Mãe, olha aqui – e ele me mostrou o chiclete.
- Que é que tem o chiclete a ver?
- Vai dizer que você não sabe.
- Sabe o que?
Eu juro que estava boiando. Ele suspirou.
- Mãe, se você não sabe, esse chiclete é o caos. Ele arde muito, muito, o lance é esse. Quando a gente coloca na boca, não dá pra falar por quase dez minutos. A gente fica remoendo, chorando, dançando, gemendo. Então eu tou avisando que vou parar de contar as coisas da faculade porque vou comer o chiclete. Estou guardando desde de manhã. Dá licença.
- Sério? Como é esse sabor?
- Ardido, um tipo de morango ácido, sabe?
- Me dá um?
- Sério, mãe?
- Por favor.
Ele me deu. Chamava-se “kriptonita”. Peguei a bolinha vermelha e coloquei na boca na mesma hora que ele. Mordemos. Nossa, gente. Eu sei que essa história parece ridícula, que o meu filho já é grande, que eu sou maior ainda e ainda por cima mãe dele, mas não resisti a total molecagem. Mordi sem dó, como ele mandou, e, em poucos instantes, a experiência aconteceu. Eu e meu filho quase advogado começamos a nos retorcer, gemer, emitir sons guturais, nossos olhos começaram a lacrimejar, viramos dois carpideiros em plena cerimônia de lamentação, quase caindo no chão e rolando pelo tapete. É uma sensação dúbia, de amor e ódio, de bom e ruim, de prazer pelo excesso. Melhor assumir. É simplesmente de-ma-is, fiquei atônita com a experiência, mas meu filho tem toda razão. Não dá para falar, nem prestar atenção, e muito menos contar uma história com aquilo na boca. Um chiclete de kriptonita voce deve comer em casa, no aconchego do seu lar, com os seus. Ô coisa boa para parar um assunto chato.
E sabiam que chiclete de kriptonita vende em qualquer banca de jornal?
Uau. Será que vicia?

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

onde está o pai da franka?, a resposta


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Quero ver quem adivinha quem era o pai da Franka nessa foto de faculdade. Além dele estar fazendo medicina na época, além de ser futuramente pai da Franka, ele foi também o autor de todos os desenhos das plaquinhas que estão na foto. Um médico cartunista.

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(Isso é em 1949. Nojiiinsqui, será que teu pai está ai?)

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Dica 1 - ele tá de gravata

Dica 2 - sem plaquinha

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

as pirando o pó

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Ontem recebi um telefonema no meio da manhã. Acreditem, um vendedor de aspirador de pó.
Me senti dentro de uma revista da Luluzinha. Da Brotoeja. Do Pato Donald.
O homem falava pra caramba e insistia comigo. Não era qualquer aspirador, era um aspirador R-a-i-n-b-o-w, ele soletrou, e ele explicou: o aspirador reibou é muito, mais muito mais que um reles aspirador. É quase um milagre da limpeza.
O cara era bom.
Ele não me deixava desligar, era também muito bom na técnica de falar sem parar para conseguir ser ouvido. Acho que se eu não tivesse interrompido, ele estaria falando até agora.
Eu conheço esse aspirador reibou de outros carnavais. É um aspirador famoso, tipo a Land Rover dos aspiradores. Carésimo, custa o preço de um fusquinha, mas é muito melhor que um fusquinha, pois ele limpa e tira sujeiras que voce nunca imaginou que existissem na sua casa. Os vendedores sempre fazem uma demonstração e te convencem pelo nojo. O que eles tiram dos sofás, tapetes e colchões da tua própria casa é pra lá de nojento. É um líquido asqueroso, repugnante, repelente, gorduroso, cheio de vermes, fungos e dengues. O negócio funciona a água, e toda a sujeira vai para um tanque transparente – ah, e essa é a alma do negócio, você ver. Com um reibou, você limpa e se delicia olhando as melecas que tirou da sua casa.
Não sei, eu desconfio se aquilo é verdade. Para mim esses vendedores andam com um kit sujeira podre concentrada para piorar as situação nas demonstrações.
- Mas eu não tenho dinheiro para esse aaspirador - declarei, firme.
Bom, o homem deu a cartada final.
- Se a senhora me indicar dez pessoas e essas dez pessoas comprarem um reibou, a senhora ganha um grátis.
Uau. Achei legal, só nessa hora eu me animei. Afinal, blog serve pra que?
Ei. Alguém quer comprar um aspirador de pó?

domingo, 25 de fevereiro de 2007

de saltinho

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Aconteceu uma coisa muito engraçada num aniversário que fui na sexta feira. Era na casa de uns amigos, estava muito calor. A casa tinha um belíssimo jardim no fundo, e alguém da rodinha de amigos onde eu estava sugeriu que ficássemos lá fora conversando. Mais fresquinho.
Fomos. Chegamos num local agradável, perto de um espelho d´água, e retomamos a conversa. Porém alguém perguntou para uma das nossas amigas porque ela estava em pé em cima de um banquinho baixinho de pedra e não no chão, como todos nós. Ela estava enorme, a mais alta da rodinha, era engraçado, parecia uma estátua.
- Ah. É por causa do meu salto – ela explicou – com um salto fininho como o que eu estou usando hoje não dá para ficar parada na grama.
Eu comecei a rir. Lembrei, aliviada, que não estava de salto agulha. É super verdade o que ela falou, e acho que só as mulheres que já passaram por isso entendem. Olha. Ficar parada com um salto agulha num gramado é das experiências mais impressionantes do mundo. A sensação é que o mundo começa lentamente a girar e que tudo ao seu redor começa a afundar – na verdade, o que afunda lentamente é seu salto, e te leva a uma inclinação esquisitíssima para trás. Como é lento, você demora a perceber e acha tudo – que bebeu demais, que está na areia movediça, que está no meio de um terremoto – mas não é nada disso. É só a droga do saltinho. E mais. Depois de um certo afundamento, as vezes é preciso muita força para tirar o sapato de lá. Ou – como já aconteceu comigo num jardim de um buffet uma vez – você tenta andar, não consegue sacar o sapato do chão e quando vê está andando descalça. O sapato lá, enterrado.
Não, não é fácil ser mulher. Mulher chique então, nem se fala.
E deixamos a amiga lá em cima mesmo, a salvo.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

a mãe da franka, dia e noite, deli veri

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Fomos ao cinema no feriado. Eu, minha mãe e minha filha. No meio do caminho, paramos num farol e minha mãe exclama:
- Essa padaria aqui é ótima. Quando eu morava aqui perto não era tão famosa, agora vive lotada. Olha, até ampliaram. Precisa ver na hora do almoço, fica entupida de gente.
- Agora tem muito escritório nesse bairro, mãe. Ainda bem que você mudou, a noite aqui é perigoso.
- E não fecha nunca, fica aberta a noite toda - ela completou, apontando o letreiro - olha ali escrito. Delivery.
A Nana interrompeu. Acho que ela percebeu antes de mim.
- O que tem a ver uma coisa com outra, vó?Ficar "aberto" e ser "delivery"?
Minha mãe deu de ombros, tranquilérrima.
- Ué. Tudo a ver, Naninha. Se fica aberto a noite toda, é delivéri.
Ela pronunciava assim. Delivéri. Interrompi.
- Hã? Que, mãe?
- Ora. Dia e noite e deli-véri não é a mesma coisa?
- Mãe, claro que não - exclamei, rindo - delivery é quando a loja ou restaurante faz entregas na casa da pessoa.
- Ahahaha, nossa, jura? Como sou distraída, filha, achei que era. Deli-véri, dia-noite - e ela passou a repetir, como se fosse um mantra - deli-veri, dia-noite, deli-véri, dia-noite... nossa, super parecido, e sempre achei que uma coisa deli-véri ficasse aberta dia-noite. Ahahaha, Nana, essa sua vó tá caduca mesmo.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

conhacão



Acho que acordei assim por causa da delícia que é não fazer nada durante um feriado inteiro. Acordei e simplesmente morri de rir dessas tirinhas do jornal. Principalmente a do conhacão. Demais.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

devedesquecida


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Toda a vez é a mesma coisa, que droga! Eu estou assistindo televisão, olho sem querer a estantinha que fica ao lado, onde estão os devedês e os vídeos velhos, e de repente...
Saco.
Os devedês da locadora. Ali, dormindo.
Não, de novo não.
Mais uma vez percebo que esqueci de devolver, ô desgraceira.
Sabe quando uma coisa é tão recorrente, mas tão recorrente, que você acha que nunca mais vai conseguir se livrar dela? Pois é mais ou menos esse meu problema com a locadora. Desde que adquiri o meu primeiro vídeo cassete, há exatos vinte anos atrás, que alugamos filmes e simplesmente esquecemos de devolver. Lembramos sempre uma semana depois, engraçado não ser dois dias e nem dois meses, mas sempre uma única semana, e saímos correndo para levar de volta, sempre xingando a nossa falta de organização. Hoje em dia a coisa tem piorado muito, pois como os meus filhos já tem autonomia para ir até a locadora e tirar os filmes sozinhos, às vezes vivo um pesadelo: vejo a capinha do devedê na estantinha e saio correndo pela casa para achar quem tirou e saber qual foi o dia da devolução.
Acho que já gastei uma fortuna incalculável com essa desatenção e desorganização, mas simplesmente não me entra na cabeça a coisa de devolver. Fazendo um cálculo rápido, se considerarmos que uma locação custa mais ou menos seis reais por dia atrasado, e, se eu devolvo sempre uma semana depois, para cada filme eu gasto uns quarenta e dois reais. Como nunca é um filme só, a brincadeira chega perto dos oitenta reais a cada esquecimento. Olha a burrice, olha só. Isso acontece ao menos uma vez por mês, o que representa novecentos e sessenta reais por ano, e, vezes vinte anos, dá algo como dezenove mil e duzentos reais.
Dezenove mil e duzentos reais, gente.
Dezenove mil e duzentos, é muito dinheiro, droga.
Não entendo de processos mentais, mas sempre tento analisar fenômenos esquisitos como esse, do esquecimento familiar da devolução de devedês na locadora. Porque se esquece as coisas? Ora, sempre existe um motivo por trás do ato. Do ato falho. Acho que a gente se esquece de devolver uma coisa porque quer a coisa para si. Ou seja, eu e minha família queremos ter os filmes que assistimos. Deve ser isso. Somos cinéfilos enrustidos, apaixonados ao extremo por essa arte, colecionadores não assumidos, ou ladrõezinhos baratos? Vai entender. Mas uma coisa eu sei: com dezenove mil e duzentos reais, eu comprava uma putz tv de plasma enorme pra minha sala e pelo menos uns 500 filmes.
E tchau. Deixa eu correr pra locadora devolver os filmes que achei ontem aqui.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

o homem que usa crachá


Ele chegou no aeroporto todo arrumado para a nossa viagem de trabalho. Já estava lá quando entrei na fila do check-in. Cumprimentei-o de longe e pedi que ele me esperasse. Depois de um tempo, peguei meu cartão de embarque e fomos juntos para a sala de espera tomar um café antes do vôo. Era muito cedo, eu morrendo de sono, mal enxergando o que estava na frente. Pedimos o café, sentamos numa mesinha.
Só nessa hora que olhei direito para meu companheiro de viagem, um engenheiro de instalações que ia verificar se a obra estava em condições de receber seus fios e equipamentos. Ele vestia uma camisa toda abotoada, calças com cinto (engenheiro sempre usa cinto), sapatos, mala com computador e... um crachá pendurado no pescoço.
- O que é isso? – perguntei, apontando o colar com a plaquetinha.
- Um crachá – ele respondeu, na maior naturalidade, até meio espantado com a minha pergunta. Como eu não sabia o que era um... crachá?
Estranhei. Para que ele precisava de um crachá se ia para o Rio de Janeiro de manhã e voltaria só a noite? E lá na obra nem eu e nem ele precisaríamos de crachás. Resolvi entender.
- Eu sei que isso é um crachá - eu disse - mas de onde é esse crachá?
O engenheiro me olhou como se eu fosse maluca. Segurou a plaquinha e me mostrou.
- Ora, é do prédio onde eu trabalho aqui em São Paulo. Para entrar precisa de crachá, se você esquece é uma trabalheira danada – explicou, sem completar mais nada.
Ah, não, que resposta mais estapafúrdia, por acaso aquele seria um crachá de um prédio onde ele não trabalha? Ele devia estar de brincadeira. Olhei de novo para ele. Era muito esquisito ver um homem de crachá numa situação sem crachás. Pra quê ir para o Rio com um crachá de São Paulo?
- Olha, eu entendi que isso é um crachá e que esse crachá é o crachá do prédio onde você trabalha. Mas... – hesitei, olhando para a cara dele e pensando que provavelmente aquele homem tinha outra lógica, muito diferente da minha e que era melhor ser cautelosa - ... mas porque ele está ai agora, esse crachá?
Ele olhou o crachá.
Ele me olhou.
- Ué. Ele está aqui porque eu uso crachá.
Juro, gente. Ele respondeu só isso, simples assim. Olhei, pasma, para ele e vi que ele usava aquilo com esmero. O cordão que segurava a plaquinha de plástico passava debaixo da gola da camisa, como se fosse uma gravata, e a plaquinha ficava enfiadinha entre o segundo e o terceiro botão da camisa, como se estivesse numa toca. Muito engraçado aquilo. Então eu entendi. Aquele era um cara que usa crachá e ponto final. Um homem que usa crachá como usa meias. E nessa hora, de novo, o mundo se dividiu em duas partes: a dos homens que usam crachás e a dos homens que não usam crachás. Eu, uma mulher sem crachá, não poderia mesmo entender aquele homem. Sorri para ele, mas é esquisito demais quando nosso interlocutor tem outra conexão com a realidade. Tenho problemas com isso, não fico satisfeita. Resolvi tentar uma última vez. Ultimíssima.
- Mas escuta uma coisa. Estamos indo para o Rio de Janeiro a trabalho, vamos voltar só a noite e... – fui cuidadosa - Você acha que vai precisar disso hoje?
Ele pensou um pouco. Provavelmente aquilo que eu disse, sobre não precisar do crachá no Rio de Janeiro, não tinha sequer passado pela cabeça dele.
- Não. Pensando bem, não.
- E porque colocou?
Ele deu de ombros.
- Porque eu uso crachá, ué.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

jantar em família


Fim de jantar, uma mesa bagunçada que ia ficar daquele jeito até a empregada chegar no dia seguinte, eu tirando os pratos para colocar a sobremesa. Um dos meninos contava uma história enorme, dizendo que era super engraçada, embora eu não me lembre bem o que era agora. Quando ele acabou, minha filha falou.
- Mãe, sabe o que eu tava pensando?
- Fala Nani.
- Nossa, como é bom a gente jantar em família.
- Claro que é bom, filha. Ainda mais quando tá todo mundo.
Ela suspirou.
- Não é isso. É que em família, quando alguém conta uma história sem graça na mesa, a gente não precisa rir, fingir que achou graça, essas coisas.
- Como? Mas a história que seu irmão contou...
- Para mim não teve graça nenhuma, mas tanto faz, entende? Se a história é sem graça, a gente não ri e não tem problema nenhum. Um alívio. Olha para ele, ele nem ligou. Muito diferente de estar em grupo, com amigos, na casa dos outros. A gente tem que rir e comentar cada coisa sem graça...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

o alívio do mofo



Fui almoçar com um colega de trabalho hoje, um ex-solteiro que acabou se casar. Comentávamos sobre como são diferentes as casas de um solteiro e de um casado.
- Fruteira, por exemplo – ele me disse – fruteira é um item que jamais existe na casa de um solteiro, pode reparar. Um solteiro sabe que raramente comerá um cacho inteiro de bananas, diversas maças, um melão, um abacate, pêras, mamões – ele explicou – fruteira é um item totalmente familiar.
Lembrei de um dia, anos atrás, quando fomos para os Estados Unidos e ficamos hospedados na casa de um amigo que morava sozinho. Um dia, enquanto eu o ajudava com a preparação do jantar, abri a geladeira e reparei que o local estava cheio de pequenos pratinhos e potinhos, cada um com um restinho de comida diferente. Eram inúmeros e tomavam todo o espaço útil. Esquisito.
- Ei. O que significam esses diversos pratinhos com essas pequenas comidinhas? – indaguei para ele.
Ele explicou, sério.
- Estou esperando apodrecer.
Estranhei. Hã?
- Está esperando... apodrecer?
- É – ele disse, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo – estou esperando tudo isso criar mofo.
- Não estou entendendo nada – desabafei - nada mesmo.
Ele explicou.
- Olha, entenda uma coisa. Imagine que eu coma uma lasanha congelada. Sobra um pedaço, e eu fico me sentindo super mal de jogar fora. Aqui nessa casa não tem ninguém para dar, nem para dividir a 'idéia' da sobra. Tudo que sobra aqui é totalmente culpa minha, você não entende como isso é pesado. Como eu não tenho coragem de jogar fora, então guardo até mofar. Bom, depois que mofa ou apodrece e a comida fica totalmente inviável para se comer, somos praticamente obrigados a jogar fora, não é? Olhe para isso – e ele tirou um pequeno bife seco, que deveria ter uns quatro dias e que já estava pretinho – você comeria isso?
Eu tive asco e recuei. Ele suspirou.
- Quer saber? O mofo é um alívio para os solteiros. Voce não imagina como, lúcia.
E assim ele, alegremente, jogou o bifinho apodrecido no lixo.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

frankamente em preto ébano

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Da coleção de revistas antigas: já contei aqui que tenho um armário cheinho de revistas super antigas, algumas que daqui a pouco farão cem anos, herdadas da minha avó. Achei outro dia essa propaganda absurda de assentos de privada e morri de rir. Olhem, é para lançar um modelo chiquérrimo em "preto ébano".
Lembrei desse meu novo layout aqui do "frankamente...", também em preto ébano. Estou no auge da moda, está na cara.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

se ele souber que eu postei isso ele me mata

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Ontem eu deixei o Joãozinho furar a orelha. Olhai. Ficou demais. E pelo cantinho do olho dá pra perceber a felicidade dele.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

foto engraçada


Achei essa foto e não resisti colocar logo em seguida ao post de ontem. Gente, olha a minha cara que engraçada, olha a canseira que esse futuro advogado me dava há dezessete anos atrás. Hahaha.
Nota da blogueira: alguns probleminhas aqui, por isso esses posts curtinhos. Espero que semana que vem voltemos às crônicas.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

parabéns, menino!

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Iêêêêêêêba! O Chico entrô! E aqui eu posto provavelmente a última foto dele com cabelo, tadinho.
Direito, é demais. Tou até com batedeira no coração. Hahaha. Nunca pensei que a gente se sentisse assim de colocar um filho na Usp.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

ainda sobre o Rio



Olha que engraçado. Rio, obra, semana passada. Tirei essa foto porque na hora que eu olhava pela janela da obra eu vi um cara de asa delta lááá longe. Clic. Mas como mal dava para ver o homem na foto, eu resolvi tirar outra, com zoom. Dei o zoom, e, inacreditavelmente...


... apareceram DOIS caras voando.

Hahaha.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

equilíbrios de sábado a tarde


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Ahá! Estou a cada vez melhor. Olhem para isso, hoje, depois de um almoção na casa de uns amigos meus e do Zé, que demais.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

mãe da foca, boletim extraordinário



E, remexendo meus arquivos fotográficos feitos no aeroporto ontem, vejam! Uma nova prova que aquele ser borrado do post anterio era realmente o Marcelo D2. Ahá. Deixa o João chegar da escola pra ele ver!

mãe da foca


Cheguei do Rio ontem e corri para o quarto dele.
- Joãozinho!
- Oi mama.
- Olha que máximo, filho... - eu disse mostrando para ele minha máquina fotográfica - ... eu estava no aeroporto agora no final da tarde e pimba! Lá estava o Marcelo D2! Corri e tirei uma foto para você! - exclamei, toda animada.
- Uau, mãe, deixa eu ver.
- Aqui. Olha.
Ficou um silêncio. Ele apertou os olhos.
- Mãe.
- Hã.
- Cadê?
- Aqui ó.
Senti que ele teve a maior vontade de rir de mim. Ridícula eu.
- Ahã. Parece mesmo com ele, mãe. Legal. Obrigadãovaleu.
A gente faz o que pode, né.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

MAREMATE

Fui ontem, na última hora, na escola dos meninos comprar o material escolar deles desse ano. Gente, eu sempre esqueço do material escolar e das matrículas. Um inferno isso. Aliás, eu sempre esqueço muita coisa e tenho certeza que é tudo por causa desse blog, que me distrai e me toma um putz tempão. Bom, como sempre cheguei preparada para enfrentar uma fila enorme na lojinha da escola, torcendo para que o número de mães organizadas desse ano fosse muito maior que o de desorganizadas. Até que deu certo. Cheguei, só uma pessoa na minha frente, logo em seguida chegaram mais quatro atrás de mim. Até que não é tão mal ser esquecida, pensei, lembrando que nos dias anteriores aquilo deveria estar um inferno, a quantidade de mães organizadas daquela escola é imensa. Vi outro dia na tv uma matéria com uma mãe daqui de São Paulo mesmo que fazia tabelas de tudo da casa no Excel e colava pelas paredes. Uma coisa bárbara, organizadíssima, incrível, e na hora eu pensei como seria bom morar naquela casa e ter aquela mãe. Para mim é impossível sequer prever o dia seguinte. Tadinhos dos filhos, vivem numa beira do abismo e nem sabem.
Voltando à lojinha, descobri que a moça da minha frente era uma amiga, que conversou um pouco e se foi. Quando ela saiu, olhei para as mães desconhecidas atrás de mim e sorri. Elas sorriram de volta. É engraçado e meio ridículo, mas aquele nosso olhar foi de pura união. Naquele momento formamos um grupo, o grupo das mães retardatárias do material escolar. O MAREMATE. E olha, é absolutamente confortante sentir-se pertencente a um grupo assim, de uma hora para outra, numa situação de minorias e conflitos internos. Assim, já que nos unimos, nossa conversa começou a fluir naturalmente. Viramos subitamente aquelas desorganizadas felizes. Porém uma delas, a que estava exatamente atrás de mim, não estava a vontade naquele papel. Vai ver que ela sempre foi da turma das organizadas e aquele foi seu primeiro deslize, ao contrário de mim, que já sou mãe macaca velha retardatária de material escolar. Ela tava se sentindo culpada e, para se justificar, deu uma desculpa. "Eu não vim antes porque estava viajando...". A mãe que estava atrás dela deu de ombros. "Eu não tenho desculpa, esqueci mesmo", ela disse, “aliás, nunca me lembro”. Eu comecei a rir e disse que eu também. E a lá de atrás, que além de retardatária era o fim de linha, completou que era muito melhor ser assim. “Ta na cara que não somos estressadas”, ela disse, confortando a iniciante, que relaxou. Conversamos muito, e resumindo, ficamos amigas. Uma delas até propôs que nos juntássemos novamente para encapar os cadernos juntas. Achei a idéia ótima, topei na hora. Vamos? Quando?
Em julho, ela disse, gargalhando, como uma boa mãe retardatária faria.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

depois do post de florzinha,


Um post de graminha!
Achei essa foto no meio das fotos que o João trouxe das férias dele para a praia. Não é demais? Graminha.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

um momento de enternecimento



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Sei que é piegas. Super hiper mega blaster piegas. Franka Piegas rides again. Mas chegamos de viagem e a roseirinha-trepadeira que tínhamos plantado no jardim de trás deu uma rosinha branca. Ixi. Mini-rosa é mais piegas ainda. Tenho a maior implicância com mini-coisas, como mini-vinho, mini-golfe, mini-casacos, que diabos é isso, gente? Bom, preciso um dia desenvolver esse tema. Voltando às flores, só topei plantar as mini-rosas porque elas ficariam no meio do jardim das rosas grandes, grandonas, verdadeiras, maxi-rosas mesmo, e porque elas eram as únicas que subiriam no caramanchão. Então plantamos mini-rosas de três cores: vermelhas, rosas e brancas. As outras já tinham dado, a branca nunca. Até agora.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

cirque du colheir


Nossa. Tou me aperfeiçoando cada vez mais nessa técnica ridícula. Vejam, desta vez com vinho.

ô tristeza

... em todas as fotos desse passeio num super lugar lindo, consegui fazer um foco perfeito nas... gotinhas da janela do barco.
Ô fotógrafa ruim.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

one coffe, please


Pedimos um café. Um reles cafezinho. Olha tudo que veio. Café, adoçante, açúcar, creme de chantilli, água (podia escolher com ou sem gás), canela, chocolate e sorvete de cacau com amêndoas. Afe. Onde isso vai parar? Daqui a pouco a gente pede um cafezinho e vem junto um... risoto? Lasanha? Pavê de abacaxi?
O absurdo é que nem veio bolachinha. Pô.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

ahá!


E agora, onde estou? Sejá lá onde for, vê-se que ainda sou uma pessoa equilibrada. Ufa.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

sábado, 20 de janeiro de 2007

té já

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Viajo uns dias. Fériazinhas com a família, ou melhor, com o que restou da família, pois os meninos foram cada um para um lugar e estamos sozinhos somente com a Luciana. Se der, posto de onde estiver. Sempre falo isso e depois desencano, então perdoem. Não vou levar livros, não fiz roteiro algum, nem sei onde vamos ficar direito - e talvez esse descompromisso com qualquer compromisso seja a melhor parte do descanso. Na verdade, não saio de férias - fujo, saio correndo para longe dos atropelamentos da vida cotidiana, dos arrependimentos das irresponsabilidades, das cobranças de trabalho, dos súbitos estresses dos conflitos humanos, da melancolia do final de ano. Vou sentir falta do parque Villa Lobos e da minha bicicleta, a Lady Bird. Bons momentos correndo muito, com vento na cara ao lado da Marginal, concentrada em pernas que pedalam.
Ahã.
Té.

a. rco iris


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Demais!
Acabei de receber um torpedo do a. , que está viajando e de férias em Santa K., segundo informações do carne crua. Olhaí. Uma foto-torpedo, com um enorme e maravilhoso arco íris! E ele acabou de tirar a foto, vejam a hora. Super. Agora vou mandar um torpedo pra ele para contar que eu roubei a foto e coloquei aqui.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

as aftas ardem

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Fui viajar dois dias a trabalho. Na Bahia, numa pequena cidade. Um calor infernal, todas as pessoas de férias, eu e minha turma trabalhando. Saimos para almoçar na cidade, torcendo para achar algum lugar onde conseguissemos comer rapidamente para podermos retornar e continuar o que precisávamos acabar. Um dos engenheiros que mora lá sugeriu que fossemos a um quiosque na praia. Segundo ele, rápido não conseguiríamos comer em lugar nenhum, mas ali ele achava que seria mais fácil. Fomos. Explicamos para a dona do quiosque, uma senhora que o engenheiro chamava de "Maínha" que não estávamos de férias, e perguntamos se ela podia nos servir rapidamente. Acho que por causa disso ela resolveu nos alimentar muito bem, afinal tínhamos que trabalhar, diferente de todos ali ao redor, aqueles folgados de férias. Assim, ela nos trouxe uma infinidade de comidas maravilhosas, um verdadeiro banquete: lagosta, risoto de polvo, bobó de camarão, e, para completar, uma cocada de forno maravilhosa, meio quente, uma delícia. No final, quando ela surgiu, e todos nós, satisfeitos e encantados, a cumprimentamos efusivamente: "estava delicioso Maínha, que incível, a senhora está de parabéns, que comida boa, nossa, blá, blá, blá". Foi quando, surpreendentemente, ela não deu a mínima para os nossos elogios, e, fazendo uma cara horrível, nos disse.
- Ah, vocês não imaginam. Estou com uma afta horrorósa na boca.
Gente, que engraçado. Vai entender os seres humanos. E, diante das nossas caras de queixo caído, ela se aproximou muito, abriu a boca, virou o lábio para fora mostrando uma afta enorme, nojenta e simplesmente horrososa, e disse, na maior.
- Olhaqui. Tão vendo? Olha! É enorme!
Hahaha. Tivemos todos que olhar e, fazer o quê.
Elogiamos a afta também.

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

eu e os pernilongos


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Nossa, essa época do ano aqui no meu bairro tem muito pernilongo. Eu já tentei de tudo: colocar aqueles inúteis aparelhinhos de parede, plantar citronela, acender vela com cheiro enjoativo, colocar tela e fechar as janelas as seis da tarde. Esses dois últimos truques são os piores – descobri que a tela, ao invés de impedir que os pernilongos entrem, impedem que os que já entraram saiam. Porque eu descobri que pernilongo gosta é de entrar é pela janela do banheiro, que nunca tem tela, óbvio - para que que eles vão se espremer naqueles buraquinhos mínimos da tela se tem uma janelona ao lado? Fechar as janelas as seis também é inútil, por exemplo, agora é meio dia e tem um monte me rodeando. Óbvio que eles também entram quando está sol, para aproveitar o fresquinho daqui de dentro. Se for assim, eu deveria fechar a casa o dia todo. O que, aliás, é algo que eu sempre penso quando ouço aqueles zunidos durante a noite. O que a gente não faz por uma noite de sono.
Uso também a raquetinha, a havaiana e o tapetinho do banheiro lançado ao teto. Um dia, nos meus malabarismos assassinos da madrugada, acho que vou cair da cama, de cima da cômoda e de cima da TV e ir parar no hospital. Mas é insuportável dormir com aquele zunido e com a perspectiva de um monte de picadas. O espiral é bom, mas faz a maior porcaria com aqueles pozinhos e para ser eficiente precisaria ser colocado em todos os ambientes da casa. Assim, restam os sprays de ambiente e o meu predileto: o autan.
Obvio que não faz bem me lambuzar desse modo, mas acho bem mais econômico colocar autan só em mim do que gastar 5 tubos de spray pela casa toda. E eu sei, desde dezembro que, segundo meus filhos, eu “fedo”. Não tem problema, eu trabalho sozinha mesmo e assim evito que eles me peguem pelas costas – desde que ganhei de aniversário uma cadeira de encosto de telinha, é ali, naqueles furinhos que eles me picam. São super inteligentes, vocês não imaginam. É isso. Eu fedo, mas pelos menos eles - os pernilongos, que fique bem claro - não me comem.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

cross franka blogue

foto Luis S., um engenheiro super chique e cadastrado no grafik eye
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Como eu tenho um carro Fox que eu carinhosamente chamo de Franka Fox, um amigo meu, o engenheiro Luis, achou esse primo pobre do meu carro, se lembrou de mim, tirou e me enviou essa foto na semana passada. Olhem que demais. É um "Cross Fox" de um vendedor de batata. Um carro hand made. Na hora eu achei engraçado, fiquei rindo da tosquice do carro, mas depois pensei bem e me calei. Ando percebendo coisas impressionantes, e depois de um pouco de reflexão, conclui que esse meu blog é exatamente como esse carro dessa foto, gente. Olha cada blog lindo que tem por ai, todos com um putz design, todos caprichadinhos e eu aqui nessa cabaninha pintada à mão. Tenho mania de querer fazer as coisas sozinha, detesto pedir ajuda, prefiro dar uma acoxambrada e tá tudo ótimo e as vezes eu noto que ficou tudo meio... trash.
Cross Franka Blogue.
Trashy, trashy.

eu tirei o post

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Sábado eu coloquei aqui um post sobre o buracão do metrô que se abriu aqui perto da minha casa. Era um comentário bobo que surgiu no meio de uma conversa com a minha mãe, que eu coloquei num momento de vacilo e que eu achei que tinha lá a sua graça. Mas a noite vi na tv cenas do resgate e vi uma foto de uma senhora idosa, a Dona Abigail, que estava desaparecida e que provavelmente tinha caído no buraco. Tive calafrios ao ver o rosto dela. Aquela senhora poderia ser minha tia, avó, vizinha, parente. Eu me achei uma monstra horrível de fazer gracinha com uma coisa tão séria. Acordei cedinho e tirei o post. Não tinha graça nenhuma. Acabei de ver no UOL que acharam o corpo da Dona Abigail. Tadinha. Fiquei arrepiada e triste. A grandiosidade da força da natureza mostrando como somos frágeis. Fragilíssimos.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

lost total


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Ta, tou atrasadérrima, mas estou assistindo Lost só agora. Mas não vou falar sobre o seriado e sobre as semelhanças com uma olha que eu coordeno numa ilha em Angra, e nem com quem eu mais que identifico e nem o que tou achando do seriado. O que eu vou falar é uma coisa que notamos, eu e minha família, e que tem nos deixado malucos.
Para quem não sabe, existem duas temporadas do Lost. A temporada um e a temporada dois. A temporada três deve ser lançada em breve e dizem que terá até o Rodrigo Santoro e seu sexy-narigão. Dizem que ele é lindo, eu olho e só vejo nariz, mas sei lá, cada um - cada um. Bom, voltando ao Lost, cada uma das duas temporadas tem sete discos com quatro episódios de 45 minutos cada. O último disco de cada uma é uma embromação, porque tem um único episódio e um monte de encheção de lingüiça.
Adoro esse termo. Encheção de lingüiça.
Bom, tem duas locadoras aqui perto de casa. Uma só aluga o pacotão com toda temporada e a outra aluga os filmes um por um. Óbvio que é melhor alugar o pacotão de uma vez. Tentamos, até descobrimos que é impossível. O tal do pacotão nunca está na prateleira. Acho que para conseguir é preciso ‘pistolão’ na locadora. Ou sei lá, levar uma pistola e roubar.
Já a outra locadora sempre tem Losts na prateleira. Assim, começamos a retirar na locadora ‘um por um’, pois lá pelo menos o Lost existe. Tiramos o primeiro, o segundo, o terceiro e tudo correu bem, até... Bem, um dia chegamos para retirar o quarto filme e ele não estava lá. Esperamos uns dias, voltamos e conseguimos. Quando estávamos no sexto, aconteceu a mesma coisa. Chegamos lá e nada do DVD.
- Mãe – falou o João – Que droga. Acho que os caras atrás da gente estão nos “passando”.
Estranhei o comentário.
- Como é, João?
- Ora mãe, tem alguém vendo Lost atrás da gente, certo? Uma pessoa que, quando a gente estava vendo o filme dois, estava no filme um. Dá pra saber, basta olhar toda vez na estante da locadora – e ele apontou alguns filmes faltantes atrás do número seis - Vai ver que essas pessoas estão vendo Lost mais rápido que a gente. Saco. Estamos perdendo a corrida, não podemos deixar os outros nos passarem. Um vergonha perder corrida de locadora.
- João, será que não somos nós que estamos passando a pessoa da frente?
- Não, porque ontem o seis estava aqui. Tinha dois, até. E hoje não está. Ou seja, uma pessoa atrás da gente que tirou. Uma pessoa, que, óbvio mãe, nos passou!
Esse tipo de coisa, para um adolescente da minha casa, é inadmissível. No mesmo instante a Luciana concordou com ele e os dois resolveram ficar de plantão na locadora para resolver o problema e não deixar mais aquilo acontecer de modo algum. Ora bolas. Já eu tentei, em vão, perguntar para os atendentes se eles não podiam organizar uma fila, nem que fosse com senhas, para organizar a coisa. Ninguém entendeu nada.
E agora eu não faço mais nada na vida a não ser assistir Lostes sem parar em tempo recorde, passando todo mundo, para ganhar a tal da corrida.
Sério, acho que só faltam mais dois discos e daí venceremos. De quem eu não sei. Tou perdida nessa corrida.
Lost total.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

bom humor?


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Nossa, tenho muita raiva quando isso acontece logo de manhã. O cheiro fica por mais de duas horas dentro de casa. Também, só vou escrever o post quando passar.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

joão, joão, joão


foto da revistinha do clube
Chega de sonho, vamos à realidade. Olha o meu João, o número 19 que legal. Campeão Sulamericano, campeão paulista e vice-campeão estadual de basquete da idade dele.

sábado, 6 de janeiro de 2007

frankiroga


Olha.
Como estou me sentindo uma verdadeira blogueira-quiroga dos sonhos, estenderei o meu post dos sonhos por mais um dia. Na parte de trás do livro, aquela capa das costas, está escrito: "desde a antiguidade, filósofos, psicólogos e estudiosos das mais diversas áreas mergulharam no fascínio do mundo dos sonhos, desenvolvendo teorias sobre a sua origem, propósito, e, especialmente pesquisando o significado de sua simbologia no universo consciente". Frankamente, estou me sentindo exatamente issoaí: uma blogueira filósofa, psicóloga e estudiosa. E estou até sonhando mais. Vejam , ontem eu sonhei com sofá. Isso significa "que eu trinfarei sobre meus inimigos, apesar dos perigos". E pensar que eu nem tinha idéia que estava numa guerra.
Gente, sonhem. Vou analisar por mais um dia. Depois, só implorando.
Hehehe.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

o que você sonhou hoje?


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O Zé e a Nana chegaram em casa empolgadíssimos.
- O que foi?
- Olha. Um livro de interpretação de sonhos. Compramos agora – me disse minha filha, mostrando o volume de capinha azul – e é em ordem alfabética. Vai mãe. Falai alguma coisa que você sonhou.
- Não lembro de nada.
- Pô, mãe.
- Tá. Cavalo.
- Ótimo. Deixeuver. Cavalo andando ou parado?
- Andando.
- Branco ou preto?
- Preto.
- “Você será atacada”. Ixi, cuidado. Vai. Fala outra coisa que você sonhou.
- Hummm. Um avião caindo?
- Você está dentro dele?
- Estou.
- Morre?
- Não.
- “Terá bons ganhos financeiros”. Viu que legal? E se for mais de uma coisa é só juntar os significados.
- Que bobajada, filha.
- Eu sei, mãe. Ainda mais que tem coisas que não tem nada a ver com nada. Por exemplo, se você sonhar com uma panela de macarrão cozinhando, terá "um romance com uma empregada". Já se você sonhar com carne assada, é "melancolia". Hahahaha. Muito legal.
Já o Zé, depois da aquisição do livrinho, passou a sonhar muito e consultá-lo sem parar. Ontem me telefonou no meio da manhã, eu toda atrapalhada.
- Escada e cachorros. Olha ai.
- Zé! Tou ocupada.
- Pega o livro e lê, não custa nada.
- Sério?
- Vai, não embroma. O que quer dizer escada com cachorro?
- Os cachorros estavam subindo ou descendo, Zé?
Bom, aqui estou eu com o livro nas mãos. Vamos lá, aproveitem. Alguém sonhou alguma coisa e quer saber o que significa? Abro esse post para perguntas, podem perguntar que eu hoje vou interpretar qualquer sonho.

E ai, o que você sonhou hoje?

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

o rei do rebolado


aaa
Mãe.
Fala, Chico.
Sabe o Barry Manillow, que você adora?
Que tem ele?
Li uma notícia super engraçada sobre ele.
Que é?
Ele dá um show em Las Vegas, direto. Você sabe.
Claro que sei. E já disse que se eu ganhar na loteria nós vamos direto para lá. Daqui da nossa casa diretinho pra o show dele. Vou pagar para ele cantar Even Now só para mim.
Pois é. Parece que num desses shows ele rebolou tanto, mas tanto que quebrou os quadris.
Hã?
Sério. Rebolou e 'clác', quebrou. Hahaha. 'Clác!'.
Fui checar. É verdade. Pobre Barry.
"O cantor norte-americano de 60 anos teve que se submeter a uma cirurgia nos quadris. Ele rompeu a cartilagem da bacia devido à energia desprendida nas suas apresentações."

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

o irmão natureba do zé


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"- ... Outro dia me convidaram para almoçar e me perguntaram se eu comia comida natural. Eu respondi que, ora, eu só como comida natural, que idéia, eu não como nada que não seja absolutamente natural. Pensando bem, digamos que a única comida sobrenatural que eu já comi na vida foi a hóstia da minha primeira comunhão. Mas já faz tanto tempo que, sinceramente, não me lembro se gostei ou não."