sexta-feira, 30 de julho de 2010

os numerinhos do código de barra




Me convenci de uns tempos pra cá que ia pegar o tolkem, fazer uma senha e pagar as contas pela internet. Todo mundo falando que era mais legal, mais rápido, mais prático, mais moderno. Tenho agora um gerente-amigo no banco Itaú. Acho que a turma do RH do Itaú deve ter inventado algum tipo de treinamento pros gerentes onde a regra é: "querido, fique bem amigo do correntista que ele vai adorar nosso banco e comprar muitos produtos com você". Porque foi do nada que o Bernardo, o gerente, resolveu ser meu melhor amigo - agora ele me telefona toda hora, me quebra galhos e me conta da vida dele. E foi com ele que eu me abri: "ô Bernardo, putz, me dá uma senha e um aparelhinho de números que eu quero pagar as contas pela internet agora". Se ele fosse amigo mesmo, de verdade, jamais iria me dar tão facilmente - ia me querer ali toda hora, tomando cafezinho e capuccino, claro. Mas ele me arrumou, e realmente é facílimo. Baba total. Há mais de ano que só pago conta aqui, sentada no micro. Mas tem uma coisa que me irrita muito, que é copiar aqueles infindáveis números do código de barras. E gente, são mínimos. Porque tão pequenos? Não é um lance moderno, esse de pagar online? E não devia ser fácil? É um momento super tenso pra mim, coisa que não sentia ao pagar as contas na fila do banco. É que não pode errar e é tudo total responsabilidade tua aquele preenchimento. E eu, sei lá, eu enxergo cada vez menos, é insuportável, coloco óculos, reguinha, escondo os lidos, confiro tudo mil vezes, horrível. Tem um monte de quadradinhos que encerram os números que sempre não dão certo. O pior são os zeros. Sempre falta um ou sobra um. Putz mico aquele preenchimento. O Zé comprou um leitor pra ele. Disse que é demais. Olhai. Um bom assunto pra falar com Bernardo. Quem sabe ele me dá um de presente no dia do cliente. Ou uma lupa, ao menos.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

eu não entorto crânio



Fiquei olhando ontem as fotos da leitura da peça e descobri uma coisa sobre tirar fotos. Antes uma observação: adoro foto. Tirar foto é super legal, uma delícia imaginar que aquele momento vai perdurar por um tempo a mais. Fotos impressas, na minha impressão, duram mais que as digitais. Esquisito concluir isso, mas as digitais são tantas que se perdem no computador. Olha, pensando bem, há uns 10 anos não revelo nada. Aliás, nunca mais usei essa palavra: revelar.
Bom, eu tava ali olhando as fotos borradas da segunda feira (mania de tirar sem flash), quando reparei que em algumas fotos eu tou de cabeça entortada pra o lado, em outras, não. Ué. Fui verificar minhas fotos em geral. Sempre de cabeça reta. Muito raro eu sozinha entortar a cabeça pra o lado. Já nas fotos com os outros varia. Em algumas tou com a cabeça na vertical, mas já em outras tou com 45 ou 315 graus de inclinação, dependendo do lado. E sempre essa inclinação é espelhada em relação ao companheiro da foto, ou seja, sempre inclino a cabeça para o lado da cabeça da outra pessoa que está na foto, encostando crânio com crânio. Foi ai que percebi um treco. Inclinar ou não a cabeça, para as pessoas que não inclinam a cabeça em fotos, como eu, depende da vontade da outra pessoa da foto. É um negócio super intuitivo e espontâneo, que a gente faz sem perceber: na hora do clic, se teu companheiro de foto inclina a cabeça na sua direção, você instintivamente inclina também. Como que para dar um tipo de selinho, digamos. Tic, encosta, pode tirar a foto, clic. Repara que maluco isso. E bem na hora que as cabecinhas se tocam, faz-se o registro. A Pati entorta a cabeça, repara. E eu, influenciada por ela, entortei também. Uma coisa mega Zelig. Deve ter a ver com dominação isso. Acho que Pati meio que manda em mim. Claro que eu inclinei a cabeça como ela nesse dia, afinal foi ela que me deu esse presente da leitura do MASP. Hahaha. Ai me medo das bobagens que eu penso.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

o iutube da leutura do crânio da franka!

E pra quem quiser ver um pedacinho da leitura do "O Crânio", clica aqui ó. Fiz um iutube pequenino de um pedaço da leitura. Olha que divertido!

o massageador de língua



Nossa gente, de uns tempos pra cá, a gente tem escovas de dente muito sofisticadas, já repararam? Fico maravilhada com esses avanços de tecnologia. Hoje de manhã fiquei horas analisando a minha nova escova de dente quando tirei da embalagem. Ela tem uma quantidade incrível de cerdinhas de alturas e tamanhos diferentes, com diferenças nas espessura dos tufos. A parte central tem umas borrachinhas e uns redondos, e em volta tem umas cerdas grossas e moles para a gengiva. Dimais. Na parte de trás, uns grampinhos emborrachados para masseagear a língua, e o cabo, ah, gente, o cabo da escova é demais. Ao mesmo tempo que é super anatômico, tem antiderrapantes nos locais perfeitos para a sua mão não escorregar. Incrível. Puxa vida, gente. Essse negócio de tecnologia é um perigo. Porque repara: tecnologia não tem volta. É igual ficar rico demais, ou se apaixonar muito. Depois que você se acostuma a certas regalias, não consegue mais ficar sem. A tecnologia nos faz ser exigentes e ambiciosos ao extremo, eu acho. Serei obrigada a usar escovas como essa, ou mil vezes melhores que essa para o resto da vida. Socorro. Isso não é tipo uma prisão? Aos poucos você, que não era consumista, que resolvia as coisas de modo simples, está preso na carceragem do design. Acho que eu seria totalmente incapaz, hoje, depois de ter consumido essa escova raitéc mega blaster super total, de usar novamente aquelas escovas de dente TEK da minha infância. Eram péssimas. Elas tinham um cabão horrível, umas cerdas duras e quadradas e, imaginem, uma cor só! Depois de um tempo de uso, pareciam uns bombrils velhos, ficavam bem nojentas. A escova TEK envelhecia sem dignidade alguma, o pior é que a gente nem percebia a ameaça dos germes nos dentes, não havia sequer aviso de "me troque" na escova, as cerdas não mudavam de cor. Já as escovas modernas, com esses designs espaciais, envelhecem também, claro, mas mesmo velhas ficam inteironas. Cabelinho branco e corpão firme. Hahaha. Só não gosto e não uso o tal massageador de língua que vem nas costas da escova. Me dá uma aflição danada esfregar aquela coisa espinhuda na língua, fica coçando muito depois. Aliás, nunca perguntei pra ninguém: gente, alguém usa aquilo?

terça-feira, 27 de julho de 2010

mãe é mãe



Eu tava lá dentro das entranhas do MASP acompanhando o ensaio antes do começo da leitura, não eram nem sete horas ainda (a leitura tava marcada pras sete e meia), quando veio uma moça lá da organização.
- Lúcia, preciso que você assine essa autorização do uso de imagem, pode ser?
- Oquei - eu disse.
- E ah, tua mãe já chegou e tá te esperando na pláteia.
- Minha mãe? Já?
- É. Falou pra todo mundo que era mãe da autora, entrou, sentou.
Hahaha. Putz. Mãe é mãe, né? Dai fui pra platéia e dei de cara com essa cena: minha mãe toda orgulhosa e sentadinha no auditorião do MASP completamente vaziiiio, esperando as amigas surdas. E do lado dela o meu filho João, morrendo de vergonha da invasão da avó. Quando me viu aproveitou e saiu correndo pra encontrar os amigos lá fora. Hahaha. Mãe é mãe. Olha a cena, que engraçada.

o crânio, a leitura, o MASP




Enfim, a leitura! Pois fizemos ontem a leitura do "O Crânio" no MASP. Foi super emocionante ver meu texto lido num palco. E tava super lotado. Não acho que tem a ver eu falar aqui se foi bom ou ruim, só sei que todo mundo riu muito e que teve um monte de aplauso. Muita gente! Como a coisa continua também não sei, mas torço pra burro pra conseguir montar a peça. Acho apenas o máximo que, começando pelo "frankamente..." aqui eu tenha escrito essa peça e chegado no MASP. O MASP pra mim é tipo um puta-patamar. Morei toda infância e adolescência na Haddock Lobo e vivia no MASP. O MASP é projeto da Lina-Bo e eu sou arquiteta. Tudo a ver, pensei ontem. Putz orgulho que eu tive da Franka. Hahaha. E uma vez que não vou fazer crítica nem elogio de mim mesma, que seria meio ridículo, vou só contar uns detalhes. Cheguei antes, pois era "autora". "Oi, moço, sou a autora", eu disse toda caipira e inchada para os seguranças pra poder entrar pelas portinhas do lado, antes de todo mundo. Quando a gente entra pelas portinhas do lado dos lugares a gente fica super mega exibida. A gente tem até que se controlar. Dai fui pro camarim. Nossa, que vontade que eu sempre tive de entrar num camarim. Olha. Uma coisa é você escrever uma peça, gente, você aqui sozinha, tic, tic no teclado, aquela coisa íííntima... Outra coisa é você entrar nas entranhas de uma montagem, e olha que nem era montagem, era leitura. Com diretor e tudo, mas leitura, sem "movimentação de palco", sem setecentos ensaios e tal. Minha mãe tava preocupada pra burro pois ela e as amigas queriam sentar na frente. "Iii, filha, minhas amigas são todas surdas, não vão entender nada se não ouvirem...". Hahaha. Lá fui eu, Franka-Staff, pela portinha lateral colocar a mãe e as amigas antes de todo mundo. Divertido. Lá no camarim, lanchinho. Não, lanchão. Oba. Peguei até um sanduíche pro João, afinal mãe é mãe. Os atores eram amigos, ficavam fazendo gracinhas o tempo todo, aliás, são todos tão engraçados falando, que eu, que só escrevo, fiquei mega sem graça perto deles. No fim da leitura (ó céus) me colocaram sentada no palco com os atores. Me deu a maior vergonha. Já tinha falado (escrito) mais de uma hora de peça, ainda tinha que falar mais? Acho que deu pra todo mundo ver minha sem-graceza, mas paciência. Olha. Ver as palavras da gente, as idéias da gente, as crônicas da gente num palco, representadas por atores, é muito emocionante. Ouvir as risadas foi mais emocionante ainda. Obrigada Patrícia, Renato, Niltinho, Noemi, Fabinho e Marcelo, obrigada Clóvis e Marina, obrigada platéia-que-ria-muito. Ontem foi um dos dias mais felizes da minha vida.

domingo, 4 de julho de 2010

embaralhada nos controles

Agora o melhor som da minha casa virou o som da televisão. Eu sempre tive desejos de ter um bom equipamento de som na vida, mas nunca consegui - depois de um toca discos Gradiente que ganhei nos anos setenta/oitenta e que não sei onde foi parar, tive um monte desses maditos mini sistems, que tem o som mais mini do mundo. Pra mim aquilo sempre foi som de ambiente pequenininho, tipo banheiro. Bom, pra essa fracassada Copa, resolvemos instalar um home theater com caixas de som na frente, atrás, do lado, em cima, sei lá. Bombar a sala. Tunar a sala. Me animei. A gente fez uma instalação super na TV que não dá pra ver nenhum fio, só o do Wii quando alguém liga (esse a gente esqueceu). Estamos agora vendo a Copa com o som do jogo na TV e o som das vuvuzelas atrás e do lado e em cima e em baixo. Pra Copa nem sei se valeu a pena, haja vuvuzela, mas agora que ela meio que acabou, resolvi usar aquilo pra ouvir música. Foi quando aprendi que dá pra colocar disco no receiver pra ouvir e que o som fica bárbaro, apesar de ter que clicar em três controles remotos sem a certeza que vai dar certo. Depois fiquei pensando em outra modernidade. Ora, quem tem som hoje não "coloca disco". O negócio agora é colocar o iPod e deixar tocar as playlists. Já tive um cabo uma vez, não encontrei, mas não sei onde colocar e acho que vou me atrapalhar mais ainda com os controles. Olha. Acho que modernidade só é modernidade quando é fácil, por isso então continuo recorrendo à radio Net, que é bem mais rápida que o meu atrapalhado manuseio dos diversos controles remotos. Mas o problema da rádio Net é a imagem. Como será que a gente fala pra eles colocarem um menu de imagens na tv que não seja menu-tela preta-propaganda da Net? Será que é muito difícil colocar um menu de imagens, com opções de tela-psicodélica, tela-peixes-no-aquário, tela-bolhas, tela-céu-se-mexendo, tela-bar-animado, tela-festa-dancing, tela-formiguinhas-andando, tela-animais-em-habitat-natural, tela-praia-com-ondas? Ou telas especiais, que você mesmo cria? Qual a dificuldade da Net de perceber que hoje em dia todo mundo ouve essa rádio deles, que é fácil e mais legal que instalar um monte de som e ipods? Às vezes tenho saudade do mini-system. Confesso.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

uns segredos do facebook



Agora que acabou a Copa, vou me concentrar em assuntos mais importantes. Como Facebook. Hahaha. Por isso, resolvi colocar aqui algumas observações de como funciona o facebook.
Bem, a primeira coisa que notei é que quando você entra, você não quer convidar ninguém. Dá a maior vergonha. Quando o Zé entrou, eu fiquei insistindo e ele relutando.
- Eu não vou "convidar" ninguém pra ser meu amigo. Eu, hein. As pessoas que me convidem.
- Mas Zé, é teu irmão, pô.
Depois que você entra, tem que entender como funciona. Um amigo meu, da vida e do facebook, disse que passou um tempão sem saber qual a graça do facebook, porque não percebeu que existia a "página inicial", onde fica todo mundo - ele não saia da página dele, onde só tem o que você coloca com seus amigos do lado.
- E eu olhava aquilo, intrigado, e pensava: pra que serve isso?
Hahaha. Já comentei aqui também como é complicado ser muito inativo no facebook, porque o facebook te deda pra todo mundo: "ei gente, o fulano está inativo, ajuda o cara a arrumar amigos e a se mexer, pô". Mals. Depois tem o lance dos comentários. Uma amiga minha, também da vida e do facebook, disse que detesta quando um desconhecido comenta um comentário dela. Que ela se sente invadida.
- A pessoa nem me conhece e vem dar palpite no que eu falo? Ah, vá. Não pode, pô!
Tem outro amigo meu que conheceu um cara outro dia num bar, conversaram um pouco, e no dia seguinte o cara convidou ele pra ser amigo dele.
- Acredita? Não aceitei.
- Mas porque? Que tem de mais?
- Não, nem vem, homem não aceita amigo assim, do nada, Franka.
Já outro amigo recebeu um convite de amizade de uma moça completamente desconhecida. Olhou, fuxicou no perfil dela, não descobriu quem era. Resoveu aceitar, a moça era simpática. No mesmo dia se arrependeu. Era uma vendedora de uma loja de material de construção, e agora ele recebe propaganda da loja sem parar.
- Olha o truque, Franka!
É. A gente tem que tomar cuidado.
Passei um tempão recebendo atualizações daquelas fazendinhas, até descobrir como a gente tira aquilo. Ufa. Mas o mais grave, que não sei se é verdade, é que outro amigo me disse que dá pra saber quando uma pessoa não te aceita como amigo.
- Pois é, foi chato. Eu entrei no facebook e chamei um monte de amigos - ele contou - e toda hora eu entrava no computador pra ver quem tinha me aceitado e quem ainda estava com aquela "solicitação de amizade pendente". E de repente eu vi que um cara sumiu dali. Não tinha mais nem o cara, nem a tal "pendência" Sumiu! Será que isso quer dizer que ele me recusou?
Ii. Será que é verdade? Ai que perigo a gente convidar os outros. E que pena, perdemos.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

crânios e faces



Eu não parei de escrever aqui no "frankamente...". É que viciei no facebook. Acho que esse fenômeno aconteceu com todos os blogueiros. Lá no facebook tá cheio de gente. Uma multidão, e fica todo mundo falando, comentando, tagarelando e isso aqui ficou super vazio. Eu meio que fico fazendo mini-posts por lá, porque lá não dá pra fazer postão como aqui. Na verdade tou mega dividida, acostumei a escrever muito, lá não dá. Passei a escrever aqui colocar o linque lá, mas tenho preguiça às vezes. Também tem o lance da minha peça de teatro, "o crânio", que vai ter uma leitura pública e grátis no MASP no mês que vem, e tive que revisar o meu estrambótico texto umas mil vezes. Isso tomou um tempão. Mas mesmo com crânios e faces, não largo o frankamente não. É tipo um filho, e filho a gente cuida sempre.

domingo, 20 de junho de 2010

é brincadeira





Não dá pra não falar da Copa. Tem dois personagens muito importantes que viraram assunto aqui em casa. Um deles é o Dunga. Putz personagem o Dunga. Coloca umas roupas nada a ver, uns capotões chiques, estilosos, super fashion. E usa anel. Anel, um monte de anel. Tem a coisa dele chamar Dunga, que é um dos sete anões, e tem também a coisa dele usar anel, que me lembra o Senhor dos Anéis. Hahaha. Divertido. Qual será o modelito do próximo jogo? Mas o maior assunto aqui em casa, que foi tão comentado como o jogo, é o comentarista da Band, o Neto. Aquele que fala "é brincadeira" e que tem uma voz mega caipira. A gente não gosta da Globo e nem do Sport TV. Gostamos da Band e dos caipiras. Ele foi se empolgando durante o jogo, se empolgando com aquela voz cada vez mais caipira, e começou a dizer que o Júlio César era o maior goleiro do mundo (do mundo, notem), que o artilheiro era o melhor do mundo, dai ele foi se empolgando mais e mais, e quando deram o chute no Elano o cara berrou "quebraram a perna dele!" e começou quase a chorar. Hahaha. Eu adoro gente que se entrega assim. Estamos aqui em casa lembrando do jogo e rindo do Neto. É brincadeira.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

o geraldinho



Falaram que um tal de Geraldo Anhaia Melo era legal no Facebook. Eu li alguns feeds dele, achei a sinceridade dele o máximo. Gamei. A gente se espanta com quem não é travado em Facebook. Travado assim, em internet pública em geral. Pedi pra ser amiga dele na hora. Nem conhecia, e ele me aceitou. Legal, mais máximo. Dai ele, do nada, morre. Gente. Caraca. A vida e a morte são ali-ali, no real e no virtual. Caraca , putz. Dai eu tinha colocado um feed bobo no Facebook na sexta feira falando sobre "morrer no Facebook". Falando sobre o que fazer com o Facebook com uma possibilidade da nossa morte, coisa que a gente não gosta de falar, mas que pode acontecer com todo mundo. E brinquei e disse que se eu morresse no face, ia pedir pra alguém me manter viva e tal. Putz, até escolhi a Márcia Kawabe, que fala mais bobeira que eu pra ser minha alma penada. Isso foi uma idéia idiota de uma pessoa viva, sabe idéia idiota de pessoa viva que, na alegria do dia a dia, não pensa que o outro pode morrer de verdade? Pois é. Eu. Tou me sentindo meio mal com isso, ao mesmo tempo penso na minha sinceridade de conseguir contar isso. O Geraldinho era brilhante no Facebook. Ele fazia minicrônicas da vida dele, a gente acompanhava. Eram textos brilhantes, a là Bortolotto, super inteligentes e nada travados. O máximo. Eu sou travada em Facebook, gente, por isso a recorrência desse assunto. E gente travada como eu não coloca coisas que não sejam certinhas no Facebook e morre de inveja dos não-travados, livres, independentes. Eu fiquei hoje pensando sobre essa coisa e resolvi falar a verdade em homenagem a ele, o quanto fiquei impressionada com a verdade dele até o último minuto, em quanto a verdade é impressionante pra quem faz literatura, e em quanto a verdadeira literatura é legítima até o último minuto.

sábado, 12 de junho de 2010

namoração




Tá a maior animação o dia dos namorados aqui em casa. Todos meus três filhos tem namorados(as) e hoje tá todo mundo de casalzinho por aqui. Super legal. Tem lareirinha acesa, uns chocolates, teve jogo de copa e tá o maior frio. Nunca isso tinha acontecido, essa coisa de eu ficar cercada por tantos namorados, e ainda por cima em casa, por isso meu espanto. Esse clima de namorico todo em volta de mim tá sensacional. Puta astral. Super legal namorar.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

livinzinho, terração



Engraçado reparar nas plantas atuais dos apartamentos à venda. Virou meio moda agora os prédios terem salas encolhiiidas e varandas enooormes, crescidooonas. Repara que interessante. Na maioria dos lançamentos imobiliários, a sala serve apenas como hominho theater, com sofá e tv, uma salinha fechadinha, e o restante do espaço é sempre uma enorme varanda, com mesa, churrasqueira, sofás e às vezes até forno de pizza. A idéia de transformar um apartamento fechado num espaço com um tipo de quintal é legal. As salas dos apartamentos eram muito fechadas e escuras, janelas são itens caros de construção e estavam ficando cada vez menores. Com a idéia da varanda, que quem quiser fecha com vidro, resolve esse problema. Só acho que se todo mundo resolver churrascar no domingo, vai ficar a maior caatinga no condomínio.

sábado, 15 de maio de 2010

franka prateada







Olha ai como era verdade. Olha ai a entrevista. Olhai que eu não gaguejei nenhuma vez. Olha a atrapalhação, gente do céu e pensar que isso foi ao ar. Eu fico rindo de tudo o tempo todo, pareço uma boba. Mas só sei que depois dessa entrevista, me animei. E se a Franka vira, assim do nada, uma entrevistadora? Fiquei me imaginando com a aquele gravador não mão de novo falando com muitos famosos e não famosos. Mas peraí. Ninguém vira entrevistadora assim, de repente. Pra a Franka dar certo de entrevistadora, ela precisa de um diferencial. Ora, a Franka sempre falou dos assuntos mais bobos da paróquia. Então ela deve ter um programa de entrevista onde ela entrevista a pessoa e pergunta sobre os assuntos mais bobos da paróquia, oras. O senhor acha que os pastéis de queijo são um alimento em extinção? A senhora já pensou porque a gente dirige carro sentado do lado, e não no meio do carro? Já reparou que tem geladeira que não dá pra colocar imã? Você já notou que depois das fotos digitais a venda de porta retrato caiu como nunca? Ou, como nessa entrevista do Prata, onde pergunto pra ele se ele prefere... duchinha ou bidê? O meu programa podia também, ter um tema. Dependendo do entrevistado, um tema ligado a ele, bobo e essencial. Hahaha. Ia ser muito engraçado mudar de vida assim, e nossa, como eu deliro às vezes.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

franka entrevista o prata



Gente, que coisa engraçada. Ontem eu entrevistei o Mário Prata. Foi assim, de surpresa. O Fábio da Rádio USP veio com essa: que tal eu, a cronista da rádio USP, entrevistar o Prata, o cronista famosão? Afinal ele tá lançando um livro, tá super na mídia esses dias, é meu amigo e.... O que eu achava, ele perguntou? Eu tenho um problema, não consigo recusar nada, principalmente uma coisa exdrúxula como essa.
O primeiro passo foi perguntar pro Prata se eu podia. Ele topou, era pra eu encontrar com ele na livraria Cultura meia hora antes do lançamento do livro "Os viúvos". O Fábio da rádio despencou um gravador pra mim, depressinha. Foi dai que me toquei. Meu Deus. Entrevistar o Prata? E perguntar exatamente o que, dona Franka? Eu não li o livro novo dele antes, não sabia direito o que se pergunta numa entrevista, aliás, nunca fiz uma entrevista na vida. Que confuso, por onde se começa? Resolvi fazer um roteiro. Escrevi um começo com uma apresentação e umas perguntas sobre o livro, sempre disfarçando o fato de não ter lido antes, depois fiz um daqueles ping pong de perguntas bobas e resolvi falar, claro, do assunto do momento: a escalação da seleção feita pelo Dunga. Com um roteiro desses, achei que emplacaria.
Cheguei lá toda atrapalhada e me anunciei. Moço, eu vim entrevistar o Mário Prata. Sei lá, eu tava meio sem graça, mas o moço se animou e contou super alto pra todo mundo: "o Mario Prata chegou? Essa moça aqui vai entrevistar! Ein? Ele já tá ai?".
O Fábio da Rádio me explicou tudo. Como ligava o gravador, como usava. E me disse pra sugerir pro Prata pra gente ir pra um cantinho. E lá fomos nós, eu e ele pro cantinho, pra aquela entrevista íntima, de cronista franka pra cronista famosão. Hahaha. Dai eu percebi que era só conversar e mais nada. Deu super certo. Consegui que ele falasse mais bobeira que eu, os assuntos foram de futebol a cueca. Vai ao ar nessa sexta a noite, as nove, no programa Áudio Papo, USP FM 93,7. E eu tou me achando a maior Franka-Jô da rádio da paróquia.

E essa capa desse livro com essas tarjas? Nossa, o Prata me imitou?

quinta-feira, 6 de maio de 2010

o meu mini-craque dos santos



Eu tenho um São Benedito, um São José e uma Santa Luzia em cima da minha geladeira. Coloco os três juntos porque tenho a maior dó de santo sozinho, sem amigo. Acontece que o meu filho João abre muito a geladeira, e toda vez que o João abre a porta da geladeira, plunct!, o São Benedito dá uma dançadinha pro lado, e toda vez que o João fecha a porta da geladeira, catablofttum!, o São Benedito... cai de lá de cima. Gozado que a Santa Luzia e o São José não caem, será que são santos mais... equilibrados? Ou menos quebrados e bambos? Não sei, só sei que meu São Benedito é um santo saltador. Bom, e como o João tem muita fome e abre muito a geladeira, o São Benedito, coitado, cai muuuito de lá de cima. E óbvio, ele se quebra sem parar, perde a cabeça, perde pedaços. Gente. Não aguento mais colar aquele santo. Ele já está, inclusive, encolhendo, ficando cada vez mais baixinho, a cabeça cada vez cola num pedaço mais abaixo, ele está é virando tipo um... mini craque. O mini craque dos Santos. O misterioso é que acho que de tanto ele cair, ele aprendeu truques. Outro dia ele deu um mortal de lá de cima (depois de um violento catabloftum de porta do João), e, acreditem, caiu de , entre a geladeira e o microondas. Em pé, gente, sem perder a cabeça, sem se quebrar. Mini craque total. Meu Neymar de geladeira.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

franka encantadora de cães



Ela tá muito desobediente, a nossa cachorra Sopa. Impossível controlar a pequena fera que ela virou. Não que ela ataque as pessoas, não é isso, o problema dela é o o excesso de alegria, a pulação, a lambeção, a excitação, e no final, a encheção de saco, porque ninguém aguenta um cachorro que fica em cima de você feito louco. Além disso, ela entrar em casa e não sair virou moda, ela aprendeu direitinho a brincar de pega pega e esconde esconde com a gente. O Zé até que ela obedece um pouco, já comigo ela abusa feio. Foi ai que a gente resolveu chamar um treinador.
O cara passou a vir aqui em casa e ensinar a cachorra. O cara é bom, precisa ver como a Sopa obedece as ordens dele. Quando ela tá com ele, ela fica inteligente e super comportada. Senta, fica, deita, cumprimenta, roda, dança, sei lá. Uma santa. Mas o problema é que ela passou a ser obediente só com ele, o que não adianta nada. Reclamei.
- Ela tem que me obedecer, ô treinador, não obedecer você, que nem mora aqui e nem é dono dela, pô.
- Calma - ele disse - para ela te obedecer você tem que ser líder dela. E para isso, eu vou treinar você. Esse é o próximo passo.
- Você vai o que? Me treinar?
- É.
E foi assim que eu sai no sábado com o treinador para ser... treinada. É, isso nunca tinha me passado pela cabeça, essa coisa de ser treinada por um treinador de cães. Ele me explicou como eu tenho que fazer para ser a líder dela, lá do jeito que se ensinam os cães, eu fui obedecendo direitinho as ordens dele, tim tim por tim tim. A todo momento eu pensava que ia voltar pra casa e declarar pra todos que aprendi a sentar, deitar, cumprimentar, rodar e dançar, igualzinha à Sopa e até melhor que ela. Hahaha. Franka, super adestrada. Foram duas horas de aula, eu, ele e claro, a Sopa. Mas a melhora foi pequena, acho que preciso de mais aulas.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

minha vida embaçada



É o tipo da coisa que dá a maio tristeza quando começa a acontecer, essa coisa da gente começar a enxergar tudo embaçado. Sem nitidez. Tenho uma amiga que fala que isso é bom, que a natureza é sábia, porque na nossa idade a gente começa a ter rugas, e não é muito bom enxergar bem a cara uma da outra.
- Você acha que estou velha, enrugada? - pergunta a amiga 1, sem óculos.
- Não, imagina, você está ótima, não tem ruga nenhuma! - responde a amiga 2, sem óculos - e eu?
- Você não tem ruga nenhuma também, fica fria.
Duas ceguetas. Hahaha.
Outra coisa ótima pra disfarçar ruga é foto de celular. Ô coisa boa celular tirar foto ruim, porque todo mundo fica fora de foco e, claro, com cara de mocinha total. Mas voltando ao assunto da visão, desde que ando vendo tudo embaçado tenho relutado pra burro pra usar óculos. Nunca usei, me acho super bete-a-feia e tento não colocar. E descobri outro dia um acessório sensacional pra os humanos embaçados como eu: as lanterninhas.
A primeira que ganhei é o máximo. Um lanterninha com tamanho de caneta, com um lampadinha de led que faz um foco redondinho. A luz é uma bolinha, parece um mini-holofote, e funciona que é uma maravilha pra ler jornal, revista e cardápio de restaurante. Desde então, passei a colecionar lanterninhas, já tenho 3. O lance agora pra mim são essas lanternas chaveiro, que ficam acopladas na chave, e que servem também para te ajudar a achar o buraquinho da chave do carro. Tenho uma modernérrima, que dá até pra pendurar no pescoço. Por enquando elas ainda funcionam pra me ajudar a enxergar, depois sei lá.

domingo, 2 de maio de 2010

é legal ou chato colocar festa no facebook?



Atenção, gente. A gente tem que tomar o maior cuidado, não pode sair colocando foto e marcando pessoas no facebook assim sem mais nem menos. Achei que não tinha problema nenhum, e que as pessoas que tão no facebook estavam lá justamente porque queriam aparecer nas fotos dos outros no facebook, mas nananinanão. É um putis perigo. Eu fui num jantar, e no meio da festa, eu lá toda animada com meu telefoninho tirando fotos e fazendo tim-tim, tim-tim, tim-tim (eu achei um barulho de "clic' de foto no celular que é um barulho de um brinde e que é demais), quando fui avisada pelo dono da casa:
- Ô Franka, quer tirar foto tira, mas nada de facebook, ein?
- Hã? Nada de colocar um jantar com amigos no facebook? Como assim?
Foi um balde de água fria. Me deu a maior tristeza, mas ele deu a explicação. Disse que essa coisa de colocar foto de festa e jantar no facebook dá muito problema, pois as outras pessoas, os outros amigos que você tem no facebook que não foram na festa vêem que você deu uma festa e que não convidou eles. E que isso gera um monte de reclamação, "pô, que coisa Fulano, deu um jantar de novo e não me chamou?", "pô, foi seu aniversário, tava legal eu vi, não lembrou de mim?", "pô, você sabe que adoro vatapá e não me convidou?" ou apenas "!". Ele explicou que essas pessoas ficam tristes pra caramba, ele não pode convidar os trocentos amigos pra jantar, então não gosta de colocar nada no facebook. Ele disse que tem gente que deve estar quase se suicidando de tanto que não é convidado. Tudo culpa do facebook. E arrematou que ele é legal com os amigos dele do facebook e que não fica exibindo festa que ele deu. Nossa, foi a maior lição de moral virtual.
Eu confessei que nunca tinha pensado nisso, e confessei também que já fiquei meio enciumadinha de ver foto de jantar ou festa de gente que não me chamou. Dai tive a idéia de tarjar as pessoas, mas ele falou que era bobeira. Argumentei que aquelas eram fotos de pessoas felizes e que a gente deve sim colocar fotos de felicidade, que isso traz energia super boa, mas ele não mudou de idéia. E nessa hora todo mundo que tava no jantar começou a ouvir a nossa conversa e começou a maior discussão. Uns ficaram indignados, "como assim, a Franka não pode pôr essas fotos no facebook? Porque?", outros concordaram que era chatérrimo gente que fica exibindo sua felicidade e uns outros, que não tinham facebook, ficaram boiando total. Bom, resumindo, o jantar foi super legal mas não foi pro facebook porque eu não queria era perder o amigo dono do jantar, continuei no tim-tim, mandei as fotos pelo email e acho que post no blog eu posso colocar, afinal ninguém sabe de quem tou falando. Fica ai a dúvida. É chato ou não?

sexta-feira, 30 de abril de 2010

uma coisa a se pensar...



Fica esse monte de gente entrando e se inscrevendo no facebook, e eu tou vendo tudo: daqui a pouco vai ter gente que vai começar a morrer e dai eu quero ver como vai ser. A pergunta é: gente, como avisar o facebook que você morreu? Será que alguém pensou nisso? Porque o facebook, se não souber de nada, vai ficar sugerindo que um monte de gente te adicione e tal. Mas se você morreu você não vai poder adicionar ninguém, e dai o facebook vai avisar naquela janela da direita que você está 10% inativo, depois 20% inativo, depois 30%, 40%, ... 90%, não é? E será que a inatividade no facebook chega a 100%? E será que nessa hora ele percebe que você morreu? Acho que não, porque tem gente que apenas enche o saco de tanta vida social virtual. Eu sei que tou falando um absurdo, mas isso me veio a cabeça: não é esquisito a pessoa morrer na vida real mas continuar viva no facebook como se nada tivesse acontecido? Sei lá, isso deve dar até uma energia ruim pros nossos espíritos, pensa, eles não vão totalmente embora porque o facebook fica puxando o cara pra terra, meio horrível isso. Isso fora as pessoas que vão falar mal de você, que não responde, que não aceita amizade e tal. Então pensei que o facebook devia obrigar a gente a nomear uns amigos "coveiros", que depois que você morresse poderiam entrar no seu face e colocar um tipo de tumuluzinho lá, pra todo mundo ver que você morreu, e quem sabe até fazer homenagens póstumas, escrever frases lindas, te desejar boa morte e tal. Esses amigos coveiros podiam, inclusive, ganhar os amigos da pessoa que morreu, seria um bom pagamento pra o trabalho. Ah. Sei lá como resolver. Mas que essa é uma boa questão pra gente pensar, ah, isso é.