quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

franka, valentona



Sempre que chove muito, aparece lesma em casa. É super nojento lesma. Não saio correndo berrando, mas não deixo elas andarem deixando aquelas trilhas no chão. Fica aquela memória da lesma no chão, nas paredes, móveis, é bem nojento. Essa coisa do nojo e do pânico com insetos e bichinhos passa, pois notei que com a idade a gente vai ficando cada vez mais valente. Pelo menos foi o que aconteceu comigo na vida. Antes eu dava xilique com barata. Agora eu mato e pronto. Com as lesmas a mesma coisa, não adianta xilique, tem que matar ou tirar o negócio dali. Acho as lesmas e baratas meio burras, e tenho certeza que elas não percebem que sou humana, vão me confundir com uma cadeira ou uma folha e subir em mim. Aliás, já subiram e não gosto nem de lembrar. Bom, Antes de ontem choveu um monte, e quando entrei em casa vi duas das malditas lesmas na entrada de casa, andando em direção a porta. Querendo entrar! Desgraçadas. Estava meio escuro, mas fui até a cozinha, peguei um bolo grandão de sal, voltei e joguei em cima delas. Ahá. Fim do problema, pensei. Me senti super valentona. Bom, putz. Quando sai pra trabalhar ontem de manhã, olhei o chão da varanda e vi o que tinha feito. Tinham duas inocentes folhas de de árvore cheias de sal em cima. É, a gente fica mais velha, mais valente e mais cega.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

franka nunca dirigirá um transatlântico na vida



Nunca virei um transatlântico, mas já cometi um monte de gafes na vida. Uma vez estava no clube Pinheiros com a Nana quando ela era pequenininha, brincando numa das alamedas, quando ela viu um cipozinho pendurado numa árvore e começou a pular para pegar. Achei aquilo divertido, comecei a ajudar. Ela conseguiu, com muito incentivo meu, pegar o cipó e puxou. Meu Deus. Não é que caiu o cipó, umas folhas, um galhinho. Caiu uma trepadeira enorme, imensa, que foi descolando da árvore aos poucos, enquanto eu e ela corríamos para trás, assustadas. Quanto tudo foi ao chão, acho que cobria uma área de uns 5 por 5 metros, com quase minha altura. Meu primeiro pensamento foi pegar a menina no colo e fugir dali. Vergonha. Será que uma inocente menininha e uma inocente mãe poderiam ser responsabilizadas por um desastre ecológico daqueles? Foi super sem querer.
Já quebrei também uma antiguidade que me foi confiada por um amigo arquiteto com quem eu trabalhava. A gente isa usar a antiguidade de molde para fazer uma luminária, eu acho. Ele pediu mil vezes pra eu tomar cuidado, tomar cuidado, tomar cuidado, e bom, eu tomei tanto cuidado e segurei com tanta força no peito de medo daquilo cair, que meu Deus. Não vi o chão, tropecei e cai em cima do pacote. Ficou tudo em cacos dentro do embrulho, o amigo puto da vida, passei horas e horas colando, mas juro, foi super sem querer.
Um dia foi uma pia que eu destrocei. Estava animadona lavando louça na casa de uns amigos, pensando que todos iam ficar super felizes comigo de eu executar aquele trabalho sujo. Talvez eu lave louça meio violentamente, eu sempre me achei uma grande lavadora de louças, fico numa espécie de campeonato comigo mesma, pensando em modalidades como rapidez, qualidade da lavagem, equilíbrio no escorredor, segurança nas mãos para não deixar o sabão escorregar as louças, essas coisas. Eu animada, torneira a mil, limpo o ralo, mas a água não desce. Pego o desentupidor e na primeira socada, céus. Meu Deus. Foi tudo abaixo, feito um desabamento de uma cachoeira: pia, sifão, cano, armário, água, ralo, esponja, detergente, nhacas de lavagem. Aquela barulheira, todos correm pra ver o que acontece. É, dei mais trabalho do que ajudei. Sou proibida de lavar louça agora nessa casa. Mas juro, foi super sem querer.
Por isso hoje decidi uma coisa: nunca dirigir um transatlântico na vida. Pronto, resolvido.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

os sem instagram



Eu não gosto de falar mal de tecnologia, muito menos de novidade na internet. Entro em tudo, me divirto, é legal. Mas atualmente tem um mundo obscuro e misterioso na internet que eu tou super implicada. É o mundo do tal do Instagram. Instagram é tipo um universo paralelo que as pessoas que não tem iPhone não tem a mínima idéia do que é. Eu sou uma pessoa sem-iPhone, e consequentemente da turma dos "sem-instagram". Meu andróide tem um monte de aplicativos, mas Instagram nada, pois esse treco é só pra iPhone. Pra mim esse negócio é um tipo de uma seita secreta. Pelo que percebi, pois vez ou outra aparece uma dessas fotos no Facebook, esse aplicativo de iPhone faz todas as fotos que a pessoa tira ficarem super legais, como se a pessoa fosse um verdadeiro fotógrafo profissional. Faz também as fotos ficarem ligeiramente estouradas, contrastadas, fofas e envelhecidas. Mas essas fotos não vão pra todo mundo, vão somente pra o site do Instagram onde só pode entrar quem tem Instagram e iPhone. Parece também que dentro dessa seita as pessoas formam grupos e ficam se elogiando. Tem o lance dos seguidores também, acho que é meio como o twitter. Tou só supondo, porque eu nem posso me cadastrar pra ver como é. É chato. Alguns amigos tiram fotos legais nos nossos encontros, e nunca vejo porque vão pra esse Instagram. Dizem que tem pra andróide, mas que é falsificado. Vê se pode. É meio elitistinha o grupinho dos instagreiros. Internet é legal porque é pra todo mundo, facinho de entrar, fazer e fuxicar o que quiser, e dai vem esse Instagram e blum, fecha a porta na nossa cara? Putz, tou aqui mega reclamando, uma verdadeira "sem-instagram" pareço minha mãe falando mal de foto digital, que ela, como não tem computador, diz que são fotos que não existem. Será que Instagram existe mesmo?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

doces enganosas bolhas



Tenho feito uma campanha comigo mesmo a favor do suco. Dizem que o ideal é não beber líquidos durante as refeições, mas a gente condicionou, é impossível. Morro de sede durante o almoço e durante o jantar. Já o café da manhã é o contrário, a gente condicionou a comer durante o tempo que bebe o café. Ou seja, a gente faz tudo errado. Mistura sede e fome, que são coisas bem distintas.
Mas uma vez que é mega complicado mudar esses pequenos vícios, depois de pensar muito na coca cola, no guaraná, na fanta e nas tônicas, acabei notando como essas bebidas são desnecessárias. Uns xaropes artificiais disfarçados com bolhas, açucares e adoçantes que não servem para nada pra melhorar sua saúde. Nada contra as coisas que não servem pra nada, gente, mas se é pra pagar por elas a gente tem que pensar duas vezes. Além do que refrigerantes te incham e te deixam com aquele gosto doce-pegajoso-amargo na boca depois. Olhaí. É duas vezes ruim, não faz bem pra saúde e você paga por isso. Óbvio-ululante que não tem nada a ver uma pessoa saudável, que recicla, que recolhe cocô de cachorro, que é aprovada no Controlar e que leva sacola "eu sou uma sacola descartável" no super, óbvio que é ridículo essa pessoa tomar refrigerante gasoso e doce com xarope artificial em restaurante, lanchonete e bar. Pra que? Só você pensar o mínimo que você se convence. Não é o caso de ter advertência nas latas e garrafas, com foto de uma pessoa inchada, arrotando, com legendas "inchaço", "gases", "dor de barriga", etc., porque sou contra essa coisa de exagerar pra reprimir. Tem que fazer a pessoa avaliar e tomar suco ou água natural, que inclusive tem grátis nos lugares. Ou chá, que é também um tipo de suco. Coca cola não é suco de nada, gente, pensa. É suco de coca? É suco de cola?
Sabe o que é? Fica uma implicância danada da mídia, dos fiscais e das leis contra cigarros e bebidas, que quando você toma um refrigerante você se sente tooodo politicamente correto, o que é uma profunda bobagem. Se é pra ser politicamente correto e saudável, eu não vou me enganar com bolhas sem álcool com xarope artificial. Coca cola não serve pra nada eu já dei milhões de reais pra eles, ô trouxa.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

uma campanha pelos jornais pelados novamente



Quero falar dessa capinha há tempos. Essa roupinha ai que vem com os jornais. Não sei quem teve a ridícula ideia de vestir os jornais. Pra mim não tem nada mais irritante que acordar de manhã, pegar o jornal para ler e enxergar somente meia página, porque colocaram nele um tipo de roupinha de propaganda, onde você só vê metade das principais notícias. Perai. Pô. Não cabia mais propaganda dentro do jornal? Não dava pra fazer um encarte que não incomodasse? A pessoa que paga essa propaganda tem que ser mais importante que o... jornal? Quer ser mais importante que você, que assina o jornal e paga por isso? Essas roupinhas me dão tanta raiva que arranco, amasso e jogo no lixo na hora. Pior é que quando você tenta tirar aquilo, desmantela o jornal inteiro, porque a roupinha entra dentro do jornal. O mesmo que arrancar uma camisa que está dentro da calça. Noto também que existem diversos tipos de roupas pra jornal, os publicitários estão se especializando em modelos cada vez mais fashion de moda jornalesca. Além dessa, que imita um meio-terninho, tem a roupa cinto, tem o tomara que caia, tem a mini saia de jornal. Quem será que desenha esses modelitos? Sei lá. Aqui em casa vai tudo pro lixo. Não é super anti ecológico hoje em dia gerar lixo? Os jornais não sabem disso?
Acho que pra tudo, principalmente pras propagandas, tem que ter um certo limite. Criaram a lei da cidade limpa, São Paulo ficou super legal, os jornais noticiaram e aplaudiram, mas eles mesmo não seguem o exemplo. Aliás, as propagandas migraram da cidade para os lugares mais insólitos. Porta de elevador de shopping, capô de táxi, parede de cinema. Onde esse lance da propaganda vai parar? Depois do jornal de terno, daqui a pouco você vai num restaurante, pede um prato chique e ele vai vir vestido com um modelo chanel de uma propaganda qualquer. Daqui a pouco você compra um cacho de bananas e cada uma delas terá uma camiseta-anúncio diferente. Isso é um perigo, pode não ter fim. Os alfaces poderiam usar cintos. Os filés mignons poderiam usar biquinis. Os pães franceses, boinas. Talvez eu esteja exagerando, mas acho que vale uma campanha ao menos pelos jornais pelados novamente.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

a ascenção da adulteração na alimentação atual




Animei de falar de comida. Ando pensando nelas esses dias, estamos em pleno restaurante week e volta e meia alguém me conta algo que comeu. Reparo que agora existem ingredientes muito diferentes para cozinhar do que existiam quando eu era criança. Coisas que a gente nem imaginava surgem como grandes acessórios nos pratos e são comentados animadamente por quem consome. Meus filhos chamam isso de adulteração. Por exemplo, tem o arroz-arroz, mas quando tem aqui em casa o arroz com cenoura e vagem, que fica colorido, eles falam que é o arroz adulterado. Qualquer arroz que não é puro, para eles é adulterado. Esse o conceito da adulteração. E noto que as comidas de hoje estão cada vez mais adulteradas, e com coisas muito diferentes do tempo da minha infância. Olha só. Antigamente alguns pratos eram adulterados, por exemplo, com uvas passas. Arroz com passas, farofa com passas, frango com passas. Mas pobre das uvas passas cairam em total desuso. No lugar delas agora existem as favas. Arroz com favas é muito mais chique que arroz com passas. Outro item de adulteração que foi pro beleléu foi o pobre do champinhon. Era mega legal carne com champinhon, salada com champinhon. Mas vieram os shimejis e shitakes e acabaram com reinado do pobre do champinhon. Noto que declínio deles veio junto com o declínio do estrogonofe, que era um prato de festa, mas ficou cafona e pouco se vê. Duvido que exista estrogonofe no restaurante week. Outra coisa que inventaram foram as mini saladas de entrada adulteradas com coisas que a gente nunca imaginou. Saladas de 3 gramas, de tão nanicas. Uma amiga minha ontem foi almoçar e me contou que a salada da entrada, de folhas verdes, um super queijo e tomate do cardápio, se resumia numa folha de alface rasgada do tamanho de um post-it, 1 (um) tomate cereja (cortado em dois) e duas lasquinhas de queijo do tamanho de uma unha. Ollhou desanimada o prato. Para se alimentar com aquilo precisaria de uns 12 iguais. Por falar nisso, de onde veio o tomate cereja? Acho que o mini tomatinho foi inventado basicamente para adulterar as mini saladas. Tudo isso para concluir que o mundo da aldulteração alimentar mudou está em crescente ascenção, reparem. As comidas de hoje são absurdamente adulteradas. Creme de mandioquinha com brotos e azeite trufado, folhas crocantes com pêssego ao molho de balsâmico, flã de salmão ao figo e pão, bruschetta de pêra com gorgonzola, entrecôte com capellini acompanhado de sauté de tomate-pera, tomilho e manteiga de limão, carré de cordeiro crocante com cubos de cenoura, coulis de salsa e crisps de couve. As comidas hoje tem tanta adulteração que, sério, não dá nem pra saber o que é a comida e o que é a adulteração. E bora pro restaurante week.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

escravizada pelo mamão



Desenvolvi uma teoria sobre comidas e poder. Veja só. Na maioria das comidas que a gente compra, nós mandamos. Por exemplo, você compra o arroz e manda no arroz, ou seja, você prepara e come o arroz quando você quiser. O arroz está ali para te servir e você que decide qual a hora dele virar um alimento. O mesmo com a farinha, com o macarrão e até com bife. Claro que existe, para cada comida, um tempo próprio onde você sabe que pode mandar antes de estragar, mas na maioria delas você tem um tempo para dominar. Mas notei outro dia que com as frutas acontece um treco diferente. As frutas são comidas que mandam na gente, não tem jeito. Você só pode comer as frutas maduras, elas tem um dia certo pra serem comidas. Não dá pra comer banana verde que é horrível, nem manga verde que gruda a boca, muito menos mamão verde. Intragável. As frutas são boas pra comer sempre naquele dia x, quando estão naquele ponto que ou você come, ou elas apodrecem totalmente. Antes não dá, depois não dá. Quantas vezes na vida já não vi desesperada olhando um mamão que não tou com a menor vontade de comer? Olhando e lavando aquela pêra para engolir a seco? Comendo banana sem parar? É isso. As frutas praticamente te obrigam a comê-las no dia que elas decidem. Nesse caso a hierarquia muda, elas que mandam. Nossa, quantas vezes já não fui escravizada por um mamão maduro? Só entendi isso agora.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

o tuiter e o xixi



O nosso mundo ficou subitamente meio esquisito de uns anos pra cá. Por exemplo, você está numa festa, jantar ou encontro com amigos conversando animadamente, e de repente você, ou um dos seus amigos pára de falar, pega o telefoninho e avisa.
- Ah, isso é muito bom. Vou tuitar. Dá licença.
E esse amigo se recolhe num canto e passa a digitar, sempre semi vesgo, alguma coisa que ouviu ali na festa no telefone. Tuitando ou Facebucando, tanto faz. Peraí gente. Assim, sem mais nem menos a pessoa se desloca de um grupo, interrompe o divertimento real para fazer afundar na vida virtual? Isolada? Em transe? É.
Pior é que isso acontece a toda hora, com todo mundo, seja com idéias, fotos ou apenas pra fazer uma certa exibição pra quem não tá na festa, como "olha como tou me divertindo, vejam meu carregamento móvel". Sei lá se isso é certo ou errado ou onde vai parar, só sei que apenas existe. E acho que existe porque no mundo virtual você é tudo que sempre quis ter na vida. No virtual você não tem defeitinho nem defeitão. Tem só fotos de você lindão, magro e jovem, você só fala mensagens positivas, curte aqui e ali, sempre na maior felicidade. O mundo do Face e do Tuiter é sempre um lugar onde você aparece maravilhoso, sem problemas ou defeitos. Experimenta colocar um problema, uma tristeza por lá: ixi, ninguém curte aquilo. Mas se você colocar a maior asneira do mundo, pimba, vinte comentários, trinta e nove curtidas. Acho que é por isso que todo mundo não aguenta e dá aquela escapadinha da festa pra ficar sozinho tuitando. Tuitar quase tão legal como festa. E não sei porque pra mim o lance de tuitar em festa, sozinho num canto, parece algo como sair de cena pra fazer xixi. Antigamente quando você saia de cena era pra dar uma escapadinha pra ir no banheiro. Agora não é só isso.
- Cadê a Franka?
- Foi tuitar, já volta.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

bonjour, bafo






Eu e minha irmã descobrimos porque não sabemos falar francês. Por incrível que pareça, foi por causa da nossa professora de francês, a dona Sara. A minha mãe arrumou a dona Sara pra dar aulas particulares para a gente, mas justamente por causa da dona Sara eu e a Angela não sabemos patavina de francês. É a coisa mais ilógica do mundo, mas éramos pequenas, implicamos com a dona Sara e não aprendemos nada. Pra começar ela era um tanto assustadora, uma mulher velha, rígida como eram as professoras de antigamente, brava e com um sotaque fortíssimo. Mas o principal dos meus problemas com ela era o bafo. Gente do céu. Parecia que todo o lixo da França toda estava na boca da mulher. A Ângela, como não sente cheiro porque tem asma, alergia, sei lá o que, não percebia o horror de sentir o terrível bafo de onça a cada vez que ela tentava nos ensinar a pronunciar uma palavra em francês. Se você não aprendia rápido, ela repetia e o cheiro vinha em diversas ondas fétidas. Para resolver o problema, eu passava a aula toda com uma daquelas borrachas cheirosas na mão, escondido dela, bem próxima do nariz. Acho que quase devo ter tido uma intoxicação por cauda do cheiro da borracha para aguentar a Dona Sara e não aprender francês. Já o problema da Ângela era o medo, ela não tinha coragem de olhar para o rosto da professora. A própria encarnação da bruxa da Branca de Neve. Talvez misturada com o João Bafo de Onça. Pra piorar, minha mãe, sei lá porque, bajulava a dona Sara. Quando a aula acabava, ela fazia sempre um super lanche para a professora, que não ia embora nunca. Ficava lá comendo sem parar os bolos e biscoitinhos com café, horas e horas na maior conversa. Não, não sei falar francês, o que é uma pena nessa época de tantos Midnights in Paris. Pra mim francês até hoje só tem cheiro de borracha cheirosa.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

o bom e velho iPad



Um - Me rendi ao iPad. Aquilo é simplesmente sensacional. Comprei e não largo mais.
Outro - Ipad? Não tenho. Não é mais um trambolho pra gente não conseguir jogar fora depois?
Um - Não, que nada. É incrível pra gente da nossa idade. Você tem que ter. Precisa ver como é bom para ler à noite.
Outro - Como asim?
Um - Primeiro que você pode baixar 25 milhões de livros. Ou peças de teatro, ou poesias, sei lá. Ou o que quiser. Maior economia de livraria.
Outro - Nossa. Quantos?
Um - Depois que é levinho. Bem mais leve que muito livro pra ler na cama.
Outro - Leve?
Um - E depois, a letra. Não precisa de óculos pra ler iPad, porque ele já é o óculos, entende? Você aumenta o tamanho da letra na tela, fica com mais páginas, mas e daí? Se você esqueceu seus óculos na sala, não tem que ir buscar.
Outro - Uau, é mesmo. Toutichi.
Um - Dai, se você não entende uma palavra, coloca o dedo nela que aparece o significado.
Outro - Dicionário?
Um - Ahá. E o melhor de tudo: tem luz. Não precisa nem ligar o abajur. Não acorda quem tá do lado. Luz com dimmer, inclusive.
Outro - Tudo isso.
Um - Olha. A melhor mídia que inventaram foi o iPad. Repara. Deve estar vendendo um monte pra gente mais velha. Acho que não vou comprar mais livro na vida.
Outro - Não sei não. Todas as outras mídias acabaram sumindo. Menos o livro.
Um - Como assim?
Outro - Tudo que inventaram para guardar arquivos de textos, de música, de imagem, por exemplo, tudo sumiu. Fita cassete. Sumiu. Disco de vinil. Sumiu também. Disquete. Cd room. Como chamava aquele discão? Sumiram. Ainda existe cedê e devedê, mas experimenta guardar um desses por dois, três anos e tenta abrir os arquivos no teu micro. Tudo bichado. Já o livro, fala a verdade, existe desde antes da idade média e está lá, firme, existindo. É possível você ler um livro de cem anos. Mas não é possivel abrir um disquete de cem anos. Não tem nem onde, porque os micros não tem mais entrada de disquete.
Um - Acha então que os iPads...
Outro - Acho. Tudo bem, curte ai seu iPad, mas deixa o óculos, o dicionário e o abajur no criado mudo. Talvez um dia você precise deles.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

o céu dos banheiros de festa








E falando em festa, fala a verdade. Isso é o céu dos banheiros de festa. Olha que demais. Mega moderno.

o aperitivo mais complicado do mundo






Adoro pistachio, pra mim é o quase como o camarão dos aperitivos, o melhor de todos os nuts. Quando começo a comer acabo até dando vexame de tanto que ataco. Mas tava pensando outro dia numa festa que pistachio não é um aperitivo fácil. E na escala da complicação de aperitivos, acho que o pistachio é o mais complicado que tem. Ele, assim como as azeitonas, gera lixo pra quem come. Você fica com aquelas casquinhas na mão, sem saber onde colocar. Se não tem um potinho por perto, ou você é obrigado a colocar no cinzeiro sujo, ou num guardanapinho, o que gera mais lixo ainda. Já vi gente esconder casquinha em baixo de prato, em vaso de planta, no bolso, ou a pior de todas as saídas: recolocar as cascas no pote de pistachio. A azeitona tem o mesmo problema, e já tive um amigo que não sabia onde colocar o caroço, resolveu jogar pela janela do apartamento, não viu que o vidro tava fechado e, além de quebrar o vidro e cortar a mão, teve que explicar porque deu um murro na janela. Mas azeitona tem um privilégio sobre o pistachio, pois dá pra comer só com uma mão. O pistachio é mais complicado porque além do lixo gerado, pra comer pistachio você precisa das suas mãos, ou seja, não dá para comer pistachio e beber alguma coisa junto, como dá pra fazer com a azeitona. Pistachio é bom, mas é complicado, talvez o mais complicado das festas, embora a gente nem repare nisso. Tem que gostar muito para encarar um pote de pistachio. É, são apenas considerações sobre aperitivos que eu tive nesse fim de semana.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

dona hebe, enfermeira






Lúcia, filha, você não sabe. Comprei um aparelho de pressão só pra mim. Ai que bom, filha. Agora não dependo mais de ninguém mais para tirar a minha pressão. Você tem que vir olhar aqui, filha. Aliás, você tem que vir aqui, pois vou tirar a sua pressão. Há quanto tempo você não tira a pressão, Lúcia? Estava um sufoco pra mim essa coisa de tirar a pressão aqui e ali. Tinha que ir até o clube, acredite. Ir até o clube Pinheiros só pra tirar a pressão é uma maluquice, filha. Imagina, o clube virar um hospital. Daí a tua irmã que me falou que perto da casa dela tem um lugar que é um shopping médico. Um lugar só com coisas de médico. Ela me levou lá ontem e compramos o aparelho. Precisa ver como é fácil. Só apertar um botão, esperar um pouco, aparecem os números. Fiquei tão feliz que acredita que até parece que minha pressão melhorou? Mas tem que estar calma. Sua irmã chegou aqui nervosa, super nervosa com a empregada nova dela, tirou e achou que ia enfartar. Altíssima. Ela não acreditou e tirou mais umas vinte vezes até ficar normal. Antes de tirar precisa respirar fundo, relaxar. O manual manda fazer isso, eu disse para ela. E filha, esse shopping médico é uma maravilha. Tem de tudo lá. Como é? Se eu quero mais alguma coisa de lá? Ah, eu sou filha de médico, irmã de médico, fui mulher de médico, sempre tive aparelhos de médico em casa, filha, é isso. Não, não estou exagerando, eu gostei mesmo desse lugar. Também não precisa exagerar, não tem cabimento me dar equipamento médico no aniversário. Nem no natal. Para de fazer gozação com sua mãe, Lúcia. Não, eu não quero um estetoscópio. Não, não quero um equipamento de inalação. Eu sei que sua irmã tem asma, é, quer dizer, se eu tivesse ia ser ótimo para ela, mas acho exagero. Não, não vai me comprar uma bota de pé quebrado, que coisa! Não, não vou transformar minha casa num postinho médico, filha. Nossa como vocês gozam de mim o tempo todo. Não posso nem ficar feliz com meu aparelhinho tão bonitinho de pressão novo. Melhorou tanto minha vida. A pressão anda baixiiinha de tudo agora. Pára de rir de mim, filha, a loja era bacana mesmo. Eu sempre fui acostumada com coisa de médico. Vem aqui, vamos. Tou te esperando pra tirar a sua.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

my (morbid) way



É incrível como algumas coisas podem acabar com uma música. Quer dizer, a música ainda pode ser bonita, você pode gostar dela, mas por causa de algumas relações que você faz dessa música com algum fato da vida, essa música pode acabar para sempre pra você. Pra mim isso aconteceu com My way, do Frank Sinatra. Sempre gostei de My way, é uma música daquelas que é mega hit, é até meio cafonona, mas tem um "crescendo" que super emociona. Depois a letra, aquela coisa triste que fala do cara que viveu do jeito dele, mas que está conformado, que está realizado. É, My way é uma música meio lugar comum, mas tem uma pegada. Uma super pegada do Frank. Até que...
Bom, até que um parente morreu e eu fui no crematório. E bem na hora da cerimônia, na hora que o caixão desceu e a luz apagou um pouco, começou a tocar My way. Nossa, tenho que concordar que foi um momento super impressionante. O parente morto, a música com a pegada, crescendo e pegando fundo na alma dos vivos ali. Todo mundo meio que teve vontade de chorar. O fim do parente chegou e ele fez tudo do jeito dele. Muito emocionante. Lindo. Quando acabou, fui falar com o parente vivo do parente morto que tava organizando a cremação, e perguntei se o parente morto gostava do Frank Sinatra.
- Ah, não sei - ele disse.
- Ué, mas você mandou tocar My way. Achei que era a música predileta dele.
- Não tenho idéia de qual era a música predileta dele. E aqui no crematório, se morre um homem e ele não tem música predileta escolhida, eles colocam My way. Acho que é a música padrão de cremação masculina.
Credo. Me deu um arrepio. Gente do céu, ou melhor, gente da terra. Putis. My way virou música de passagem para o além. Música de crematório. Não que eu seja contra colocar My way na hora da cremação, pelo contrário, talvez seja bacana aquela pegada na hora de ir pro lado de lá e sumir do mundo. Ou não. Talvez fosse melhor uma música clássica, uma música sacra. E como saber? E será que o Frank Sinatra imaginava que fosse um dia cantar pra tantas cremações? Pra tantos mortos? Bom, se é certo, se é errado, se faz bem pra alma, se a energia do Frank ajuda a passar bem dessa pra melhor, jamais vamos saber uma vez que a gente tá vivo. Só sei que não consigo mais ouvir My way depois disso. Ficou mega mórbido. E nossa. Tou aqui pensando... qual será a música padrão de cremação feminina?

terça-feira, 23 de agosto de 2011

o paraíso é pertinho



Domingo fomos almoçar hamburguer. Isso mesmo, hamburguer. Deu a maior vontade no fim de semana em mim e nos filhos, mesmo a gente sabendo que hamburguer é um pouco trash. Tentamos ir no Hamburguinho, tava fechado, resolvemos ir no Oregon, aquela lanchonete antiga que fica numa esquina aqui de Pinheiros. Teve uma época que as lanchonetes tinham cara de lanchonete, um balcão com banquinhos fixos, você olhando o cara fazendo teu sanduiche na chapa. Lanchonete é muito mais legal que barzinho que imita boteco com petisquinho e aquele tal de "escondidinho". Acho super legal lanchonete. Muito melhor que boteco e bistrô transadinho.
O Oregon ainda tem a decoração original, e além dos banquinhos, umas mesas no fundo. A única coisa que mudou foi que colocaram umas televisões de led. Não sei de onde vem essa mania que as pessoas tem de colocar televisão em todos os lugares. Até em garagem de estacionamento tem televisão. Qual a lógica? Só sei que entramos, sentamos numa mesinha, pedimos xissalada, olhamos ao redor. Vaziozão. Oregon, desde 1967, tava escrito num cartaz. Foi quando o João abriu um sorriso.
- Mãe, isso aqui é um paraíso.
- Paraíso? É só o Oregon, João.
- Mãe. Olha primeiro esses quadros de comidas. São demais esses quadros. A gente devia comprar pra colocar em casa. Esses hamburguers, esse americano... olha esse sundae, que demais! Será que eles não vendem essas quadros de fotos?
- Vender os quadros, João?
- É, a gente podia colocar em casa. Ou se você não quiser, coloco no meu quarto. Nossa, eu ia adorar.
- É... realmente são o máximo, filho. A gente podia colocar na sala de jantar e...
- Além desses quadros, mãe, olha. Tou de frente pra tv e acabou de começar o jogo do Palmeiras. Quer coisa melhor?
- Jogo? - Olhei pra trás, eu tava de costas.
- E olha essa mesa. Eles pra cada um de nós tem um guardanapeiro que imita abacaxi, um ketchup e uma mostarda que não são de sachê. Odeio sachê, impossível de abrir, sempre. E olha, um tem kit pra cada um de nós.
Olhamos a mesa, era verdade. Um monte de ketchup, mostarda e guardanapeiros abacaxis.
- E pra melhorar mais ainda, daqui a pouco vem um super xissalada - ele completou - Nossa, meu Deus, que paraíso esse lugar.

domingo, 21 de agosto de 2011

um post calcinha






Hoje percebi que tenho um problema na minha gaveta de calcinha. Nunca achei que uma gaveta de calcinha virasse assunto, muito menos problema, mas aconteceu. É o seguinte: sempre tive uma gaveta de calcinhas onde, óbviamente, guardo minhas calcinhas e sutiãs. Eu e todas as mulheres do mundo, imagino. Essa gaveta sempre foi dividida do mesmo modo, sempre com mais calcinhas que sutiãs, pois calcinha a gente troca todo dia e sutiã a gente pode usar mais de um dia. Assim, o espaço da gaveta sempre foi ocupado com mais calcinhas que sutiãs, numa proporção que eu diria que é de uns 3/5 de calcinhas e 2/5 de sutiãs, ou até mais, talvez 2/3 de calcinhas e 1/3 de sutiãs. Acho que justamente por causa dessa predominância de calcinhas que eu chamo a gaveta de "gaveta de calcinha" e não de "gaveta de sutiã". Mas agora tem ocorrido um puta problema com essa gaveta. As calcinhas estão sendo despejadas, estão cada vez mais apertadas, parecendo uns milfolhas. Tudo causado por um fenômeno da atualidade. É que de uns tempos pra cá, é impossível comprar um sutiã sem bojo. Todos os sutiãs, que quando eu era mais moça eram dobráveis e ficavam do tamanho da calcinha quando guardados, agora tem esses malditos bojos que não podem ser "amassados" e que ocupam um super espaço na gaveta. Para guardá-los, tem que deixar assim tipo... deitado, como se estivessem dormindo de barriga pra cima. E ir empilhando um sobre o outro, para não afundar os bojos. Só que esse método só dá certo para uma quantidade, pois se você empilhar muitos, a gaveta não fecha. E para isso, tive que ir espremendo as calcinhas para colocar as pilhas, e a proporção de uso da gaveta foi mudando. No começo eu tinha só alguns de bojo, e com poucos empilhamentos eu resolvia, mas agora, como os sutiãs sem bojo entraram em extinção, tive que montar diversas pilhas. A proporção mudou totalmente, algo como 1/5 do espaço para as calcinhas e 4/5 para aquela cordilheira de bojos. E hoje percebi uma coisa triste. Nessa guerra pelo território da gaveta, as calcinhas perderam, gente. A cada vez que abro a gaveta, umas duas ou três pulam e voam longe, como se explodissem. Vou ter, obviamente, que arrumar um outro lugar para elas, coitadas. A gaveta de calcinha foi tomada pelos sutiãs. Pois é, esse o pensamento do domingo. A expulsão das calcinhas na guerra do bojo.

sábado, 20 de agosto de 2011

o nosso facebook da porta da cozinha






Foi idéia do João fazer esse facebook privado e familiar na porta da nossa cozinha, com "posts" e caixa de comentários. Tudo absolutamente real, sem computador, sem rede, sem modem, moderno e ecológico. Um projeto caseiro e inovador. Está bombando. Até a faxineira, que não tem a mínima idéia do que é facebook, comentou. Hahaha.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

o café do são benedito



- É, Maria - eu disse no começo da semana, na hora do almoço, na copa, reclamando de alguma coisa - eu preciso é me benzer....
- Benzer? Não sei se algum Santo te ajuda - ela respondeu, lavando a louça, sem me olhar - olha o jeito que você trata seus Santos, Lúcia. Larga tudo em cima da geladeira, nem liga pra eles, coitados.
Olhei para eles. A Santa Luzia, o São José e o São Benedito estavam cada um virados pra um lado, lá no fundão, super esquecidos. Ixi. A Maria tinha razão. Levantei da mesa e corri para a garrafa térmica de café, enchi uma xicrinha, arrumei o São Benedito bem arrumadinho e dei um café para ele. Os outros coloquei do lado, pedi a benção.
- Café? Vamos ver se adianta... - ela disse, displicente - depois tanto tempo esquecidos, torce para eles ainda gostarem de você.
Quando olhei no dia seguinte, o café continuava lá.
- Maria.
- Oi.
- Esse café do São Benedito, você trocou?
- Não, é o que você colocou ontem.
- Café velho, Maria?
- Ué, tá cheio.
- Mas Maria, tem que...
O João, que estava almoçando comigo, interveio.
- Ô Maria.
- Quê, João?
- Sério que você acha que o santo vai "tomar" o café?
- Como assim, João?
- Acha que você vai chegar aqui e a xícara vai estar... vazia?
- Claro que não, né João.
- E você, mãe? O que acha?
- Não, pô. João, é tipo uma homenagem. Um agrado.
- Vocês duas são muito estranhas. Olha o pobre do Santo, parado na frente dessa xícara, só olhando. Dar café pra uma mini estátua. Que malucas.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

franka perdida nas entrevistas

Meu Deus. O Frankamente tá abandonado. Mas é que eu ando empolgada pra burro com as entrevistas do Franka em Cena. Lá na rádio USP a Franka não mente, pelo contrário. São tantas pessoas pra falar, e pessoas tão legais. Vou colocar algumas aqui.







Essa a do Nelson Baskerville. Ele fala sobre a peça Luis Antônio & Gabriela. A peça é maravilhosa, emocionante.







Uma das coisas mais legais foi entrevistar o Bob Sousa, a gente ficou super amigo. Ele é um grande fotógrafo de teatro e vai lançar um site essa semana, dia 29/06, no Restaurante Rose Velt, na praça Roosevelt. Vai bombar. No site tem retratos de um monte de gente de teatro super bacana. Eu ando seguindo o Bob, e já fiz até umas fotos dos making offs das sessões de foto dele.







Essa é a entrevista do Marcelo Mansfield. A gente ficou falando do casamento do príncipe, foi divertido pra burro. O Marcelo é uma simpatia.




Entrevistar é legal, é conversa ao vivo. Me distanciei um pouco das crônicas, mas as idéias sempre florescem, é questão de aprender a conciliar. Frankamente no ar.

domingo, 29 de maio de 2011

o bom e velho bob sousa




Retratos do Teatro - por Bob Sousa (All rights reserved ©)



Eu conheci o Bob Sousa no Franka em Cena, e foi lá mesmo que ele me convidou pra fazer uma foto pro site dele, que é só de foto de gente de teatro e que será lançado em breve. Confesso que me deu um pouco de vergonha, porque se alguém vai tirar uma foto sua, você, mesmo que sem querer, vai fazer pose, e fazer pose é um treco mega vexaminoso. Ou não é? Mas o Bob é muito profissional, faz fotos incríveis e eu não resisti. Aceitei. "Quer que leve maquiador?" ele disse. Achei que era piada, maquiador? Eu nunca me maquio, nem sei como fazer, mas já que aceitei tirar a foto, resolvi respirar fundo e aceitar o pacote completo. E óbvio que duvidei da coisa do maquiador. Mas era tudo verdade. A foto, o Bob e o maquiador, o Rafinha, que logo ficou super amigo e me deixou com a minha cara mesmo, mas melhorada. E quando eu vi estava na sala de casa, aqueles holofotes todos em cima de mim, toda maquiada, fumando e posando. Dai era tarde demais. Olhai a Franka em plena cena, numa foto mega chique do bom e velho Bob Sousa, enfumaçaaada... Hahaha. As voltas que a vida dá.