terça-feira, 10 de dezembro de 2013

mico de natal



Desabafo natalino:
De novo natal. Odeio. Detesto. Nunca entendi porque a gente precisa dar caixinha para todo mundo que já recebe salário e décimo terceiro. Não tenho dinheiro sobrando para dar caixinha para ninguém, tenho que dar um monte de desculpa pra lixeiro, carteiro e varredor e isso me incomoda. Não sei também porque tenho que comprar presente de natal. Não tenho a menor ideia também do porque temos que ir em festa de natal. Não sei o que exatamente se comemora, se é o tal do natal, se é o fim do ano, se é o ano que vai chegar. Ou se são as férias, que, para alcançá-las, temos que tem que passar pelo infernal funil do aeroporto, rodoviária ou estradas lotadas. Se natal fosse uma festa religiosa, eu até entenderia. Mas não tem nada a ver a história de Jesus com Shopping Center, qualquer um pode notar isso mas ninguém percebe. Nunca reconheci esse tal de papai Noel, uma figura esquisita e fantasiada com uma roupa de frio num país escaldante. Tenho implicância com boneco de neve, não sei por que não inventam decoração com castelo de areia uma vez que não neva aqui. Não sei por que nessa época do ano as árvores acendem e piscam sem parar, gastando energia e isso é permitido. Não vejo razão para as pessoas correrem tanto e a gente ter tanto compromisso, como se o mundo fosse acabar. Não suporto ver festas antecipadas no facebook como se fosse a coisa mais normal do mundo comemorar duas semanas antes. Não entendo mesmo como ninguém percebe tudo isso. Não tenho a menor ideia onde vou passar a véspera, o almoço de natal, a noite do dia de natal, véspera do ano novo e o dia do ano novo. Isso me alivia. Se nos anos anteriores eu já tinha vontade de fugir do dia primeiro de dezembro até o dia dois de janeiro, nesse ano tenho vontade de desaparecer. Época mico total. Como diz o Marcio Gaspar, pronto, falei.

Um comentário:

Marcos Fernandes disse...

Você sabe que a maioria dos brasileiros adora um motivo pra comemorar qualquer coisa que fuja de um compromisso com a realidade do dia a dia. Veja aí o carnaval, a páscoa, o dia das mães, dos pais, da avó, da mosca da cabeça branca e por aí afora. Talvez seja uma oportunidade de fuga da realidade em caráter global. Também não gosto, não curto, acho meio teatral demais. Mas, temos de passar por isso. Ou, como você mesma disse: temos de desaparecer. Mas, para onde?